Crítica | A Chegada (Com Spoilers)

estrelas 5,0

Tempo é uma ilusão.
-Albert Einstein

Há muito o que falar sobre A Chegada. E, como já fizemos nossa crítica sem spoilers (que pode ser conferida aqui), agora é a vez de entrarmos a fundo no filme. Portanto, só sigam adiante se já o assistiram ou não se importarem com spoilers, pois haverá muitos. Relaxem, peguem uma pipoca, leiam o longo texto e não deixem de comentar!

O PASSADO (DO PRESENTE?)

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O canadense Denis Villeneuve tem um pequeno, mas já invejável currículo. Surgindo de verdade para o mundo com seu quarto longa, o excepcional Incêndios, de 2010, que adaptou peça teatral destruidora de Wajdi Mouawad, o cineasta vem acumulando obras-primas – Os Suspeitos e O Homem Duplicado em 2013 e Sicario: Terra de Ninguém em 2015 – em gêneros diferentes, demonstrando sua completa versatilidade. A ficção científica encontra-se representada com A Chegada, obra que bebe de clássicos do gênero e é baseada em História da Sua Vida, instigante e premiado conto de Ted Chiang, publicado em 1998 (disponível no Brasil em coletânea de contos do autor).

A marca de Villeneuve é a abordagem inteligente das mais variadas temáticas, sem mastigar a história para seus espectadores e deixando muita coisa para ser discutida e interpretada ao fim da sessão, como os melhores cineastas procuram fazer. Suas obras carregam solenidade, seriedade e um apuro técnico de se tirar o chapéu, que inclui a capacidade ímpar de direção de atores que costumeiramente consegue extrair o máximo de seus protagonistas. Foi assim com Lubna Azabal, Hugh Jackman, Jake Gyllenhaal (duas vezes), Emily Blunt e, agora, com Amy Adams em um de seus melhores papéis.

Outra marca de seus filmes é a reviravolta narrativa, artifício muito comum hoje em dia, mas que poucos diretores efetivamente sabem usar. Dos filmes citados, apenas Sicario não conta com uma, mas todos os demais twists não existem apenas por existir. Eles fazem parte integrante da narrativa e estão presentes na história praticamente desde seu início. Além disso, nenhum de seus filmes vive pela e para a grande revelação. Ela é normalmente um elemento de grande atração, mas nunca o único elemento. Uma comparação justa seria com o trabalho de M. Night Shyamalan em sua época de ouro, quando trazia à luz filmes como O Sexto Sentido ou Corpo Fechado ou até mesmo A Vila, todos estruturalmente comprometidos com o segredo, mas sem efetivamente dependerem dele, contando, ainda, com diversos outros aspectos técnicos – fotografia, direção de arte, trilha sonora, montagem – que ganham vida intensamente e merecem tão ou mais atenção do espectador mais cuidadoso do que os grandes momentos das revelações.

Mas Villeneuve está a alguns degraus acima mesmo de Shyamalan em seu ponto mais alto. O diretor é, muito possivelmente, um dos mais completos a despontar nos anos 2000 e uma gigantesca promessa para o futuro ao ponto de tornar a aterradora ideia de uma continuação de Blade Runner algo esperado com ansiedade muito mais por ele próprio do que por ser a continuação tardia e desnecessária de um clássico moderno.

No entanto, seu primeiro mergulho na ficção científica não poderia ser melhor por não estar preso à amarras narrativas e carrega um delicioso gosto de filme independente, mesmo contando com um orçamento razoavelmente parrudo, que garante elenco e efeitos especiais de primeira linha. Há resquícios de O Dia em que a Terra Parou, Contatos Imediatos do Terceiro Grau, Contato e uma saudável e reverencial homenagem à 2001: Uma Odisseia no Espaço em um pacote único, original e próprio do diretor.

O PRESENTE (DO FUTURO?)

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Mesmo com um marketing salientando o aspecto “invasão alienígena” de A Chegada, a grande verdade é que o longa é bem mais que isso. A propalada invasão é apenas um catalisador de situações que permitem que o roteiro de Eric Heisserer (que curiosamente não tem grandes obras em seu currículo, tendo escrito os remakes A Hora do Pesadelo e A Coisa, além da continuação Premonição 5) explore a natureza humana sob o ponto de vista da Dra. Louise Banks (Adams), uma linguista recrutada pelo exército americano para estabelecer contato com alienígenas misteriosos que chegaram sem aviso em 12 enormes naves espalhadas ao redor do mundo.

Emudecendo um pouco o conflito entre o livre-arbítrio e o determinismo em tese imutável que o conhecimento de acontecimentos futuros estabelece, Heisserer caminha em uma direção utópica e otimista de união mundial, em uma bem-vinda pegada otimista carregada de tensão pelas ações atabalhoadas e desconfiadas de homens distantes da relação “humana” que ela consegue entabular com os Heptapods, como as criaturas alienígenas são batizadas. Mas esse é o enfoque macro que é visto pelos olhos de Banks apenas. É ela que interpreta os sinais não só que vêm de Abbott e Costello (os nomes carinhosos que Ian, o físico téorico que a acompanha e que é vivido por Jeremy Renner, batiza os E.T.s), como também das forças militares ao seu redor e que são materializadas pela imponente presença do Coronel Weber, vivido com uma doçura temerosa por Forest Whitaker e do Agente Halpern da CIA, vivido de forma calma, mas ameaçadora por Michael Stuhlbarg.

Servindo de preâmbulo e também entrecortando toda a narrativa, há os bem inseridos “flashbacks” (as aspas obviamente se justificam) sobre a filha da protagonista, que morre precocemente em razão de uma doença rara (o que é uma inevitabilidade mais lógica do que a fatalidade aleatória do conto original). É aqui que está a sensacional jogada do roteiro. As inserções cirúrgicas dessas sequências no roteiro – primeiro de forma cronológica, ou seja, do nascimento à morte de forma muito semelhante ao que vemos no preâmbulo de Up – Altas Aventuras, e, depois, como lembranças de diferentes idades da menina – dão o ritmo à narrativa e vão ganhando corpo até que a reviravolta ao final finalmente nos faz reinterpretar o que vimos. Abordarei a grande revelação em si em mais detalhes em momento próprio, mas, pelo momento, basta pensarmos na fluidez das quebras da narrativa em tese principal – a decifração da língua dos alienígenas – com aquilo que percebemos serem voltas ao passado e o quanto o preâmbulo que parece aleatório e solto vai, então, ganhando peso e tornando-se “a história de sua vida” do título do conto que deu base ao filme.

Afinal, como mencionei logo no início, não estamos diante de uma reviravolta inesperada ou martelada dentro da narrativa apenas pela “surpresa”. Ela está presente desde quase o primeiro frame da projeção, mas nós não recebemos o manual de instruções sobre como interpretar o que estamos para assistir, manual esse que a própria Dra. Banks considera essencial para a compreensão de uma nova linguagem.

Villeneuve, então, é o responsável pela tradução visual dessa “nova linguagem”. Seria demais considerar A Chegada como algo assim tão novo e original? Talvez, mas o que o diretor coloca na tela transforma a complexa narrativa não-linear que vemos em filmes como Pulp Fiction, Amnésia, Donnie Darko, Irreversível e tantos outros quase em brincadeiras de criança. A não-linearidade, aqui, não só é um dos temas trabalhados no roteiro profundamente como é o próprio filme, necessário à sua compreensão e não apenas um artifício de estilo. É como se A Chegada – o filme em si – fosse o exemplo máximo do que ele mesmo estabelece, de forma que a obra é exemplo do que conta e o que ele conta é a obra em si, sem que reconheçamos seu começo ou mesmo seu fim. Se mergulharmos de verdade, se nos entregarmos efetivamente às conclusões de Banks, o filme é a própria representação dos logogramas circulares dos Heptapods.

A fotografia de Bradford Young (Selma: Uma Luta Pela Igualdade) é, talvez, o primeiro elemento a chamar atenção. Usando apenas a câmera fechada, ele já estabelece um ambiente claustrofóbico – mais tarde emulado pela desconfortável roupa laranja que a protagonista tem que usar – para o prelúdio que narra a vida e morte “palindrômica” de Hannah e isso sem usar muito mais do que a manipulação inteligente da profundidade de campo e filtros que nos levam a interpretar que o que vemos são memórias de uma passado dolorido. Ao fim desse momento de dor que ainda parece aleatório nesse ponto, ele logo estabelece uma paleta de cores acinzentada e entristecida que, para nós, combina com o estado de espírito de alguém que não muito tempo atrás perdeu uma filha. A “ilusão” proposital continua, pois essa mesma fotografia serve para estabelecer o status de falta de colaboração mundial quando as 12 naves aparecem pelo mundo. Young prefere manter apenas o que vemos como o passado com cores mais quentes, algo que primeiro nos diz que aquelas são as memórias felizes de Banks e, depois de revelado o grande segredo, funciona para caracterizar o futuro que a personagem ainda terá (e isso porque prefiro, pelo momento, tratar a questão ainda dentro dos conceitos de tempo linear).

E o trabalho do maestro Villeneuve usa a fotografia quente e fria, a paleta esmaecida quebrada por cores esporádicas fortes para nos colocar na cabeça de Banks. É por ela que vemos 98% do filme acontecer e é com ela que aprendemos que o tempo é um conceito relativo. Mas é a impressão de estarmos vendo um épico íntimo e delicado – notem os planos gerais em oposição aos extremos close-ups – que realmente arrebata o espectador, desafiando até mesmo uma mera classificação como um filme do gênero da ficção científica.

Com uma montagem de Joe Walker (Sicário, 12 Anos de Escravidão) que cria uma cadência operática à história, com idas e vindas em cortes precisos que nos estimulam a entrar na forma de pensar dos Heptapods, a narrativa elíptica ganha momento e urgência, algo que o roteiro sabe explorar com o crescendo do aparato militar, de ações impensadas e de reações automáticas ao redor de Banks que estabelecem uma espiral destrutiva que finalmente nos leva à revelação do que está por trás da presença dos extraterrestres por aqui. O que eles querem e o que eles precisam oferecer para alcançar seus objetivos.

TUDO AO MESMO TEMPO AGORA (OU SERIA O CONTRÁRIO?)

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O que nos leva imediatamente à reviravolta. Ou melhor, à infraestrutura narrativa de A Chegada, pois não estamos diante de uma mera surpresa, de um simples twist inserido para nos surpreender. Quando aprendemos que a barreira linguística que Banks quebra a leva a compreender o tempo como os Heptapods os compreendem, o filme se rearruma em nossas mentes.

Aquilo que nossas mentes lineares viam como flashbacks tornam-se flashforwards. Aliás, minto. Seria equivocado afirmar isso. O que vemos não é exatamente classificável. É a constatação do tempo simultâneo, da não-linearidade do passado, presente e futuro e a compreensão de que o que vemos é exatamente o mergulho linguístico que a protagonista, provocada por Ian, nos explica que rearranja as sinapses cerebrais, permitindo-nos que sonhemos na língua que estudamos. Esse ponto fundamental para a compreensão do todo é seguido de progresso na compreensão da língua dos Heptapods dentro filme, língua essa representada, em forma escrita, por variações de círculos obviamente representando o começo, meio e fim como algo único, literalmente circular.

Villeneuve passa boa parte da projeção apresentando os conceitos sem nos explicar como as peças se encaixam. São como blocos soltos que precisam de instruções para serem montados e que, quando são montados, descobrirmos que eles não seguem a “ordem natural”. A reviravolta literalmente reestrutura nossa percepção e nos ensina a interpretar o filme e ela ocorre no exato momento necessário para que ainda tenhamos tempo – na mesma sentada – de admirar o que foi feito ali. E o mais interessante é que, no frigir dos ovos, o que aprendemos é que o tempo não existe ou que pelo menos ele deixa de ter significado prático (no conto é interessante como a forma cilíndrica dos Heptapods, com sete olhos ao redor dando uma visão de 360º a eles os impede até mesmo de ter o conceito de “para frente” e “para trás”, algo que não é explicitamente explorado no filme), algo que tem efetivo suporte na física quântica em conceitos complexos demais para eu sequer tentar começar a explicar.

Ignorantes do futuro que somos, ao sermos brindados com a duvidosa benção de sabermos o que vai acontecer, nossa primeira reação, provavelmente, seria evitar aquilo de ruim que pode acontecer. E o que de pior poderia existir do que perder um filho? Quando as “memórias do futuro” eram apenas “flashbacks” em nossa visão linear inicial, acreditávamos que Banks havia tido uma filha e que ela teria morrido de uma doença rara incurável. Com a visão angariada ao longo da narrativa, descobrimos que Banks ainda terá/já teve/tem uma filha e que ela sabia/sabe/saberá que ela morreu/morrerá de uma doença. Ela poderia escolher não ter filhos, mas ela conscientemente escolhe que sim, terá sua Hannah. Quem em sã consciência seguiria em frente com isso?

A resposta está em outra pergunta: o que é uma vida em que todos os seus momentos são vividos simultaneamente? Aqui a narrativa volta a indiretamente discutir o livre-arbítrio. Ela escolhe ter uma filha ou ela apenas segue os mandamentos de um futuro que ela sabe que acontecerá? Mas se tudo acontece ao mesmo tempo, os momentos que ela teve com Hannah são eternos, não? Mas a dor também, claro. Inevitável? Ou a única alternativa?

Se imaginarmos o tempo como algo que acontece simultaneamente, o conceito de livre-arbítrio assim como o de um caminho pré-estabelecido deixam de fazer sentido ou, no mínimo, deixam de ter o valor que damos a eles. A Chegada estabelece um contexto diferente em que talvez  os Heptapods e Banks ajam para criar o futuro, mas sem que eles sejam determinados por ele. É como se o futuro (ou qualquer outro tempo) não existisse sem que houvesse algum tipo de ação para ratificá-lo, para sancioná-lo. Afinal, não fosse assim, não haveria razão para os alienígenas virem à Terra para catalisar os acontecimentos que vemos desenrolar não cronologicamente diante de nossos olhos atônitos.

Parem por um momento e tentem imaginar o filme de trás para frente, como o palíndromo que o nome da filha de Banks é. Tenho para mim que ele não perderia a coesão estrutural se o víssemos assim. Ele perderia em suspense e no momento “eureka”, mas ainda haveria sentido em começar pela revelação do tempo simultâneo e caminhando para o preâmbulo que “organiza” de forma linear o nascimento, vida e morte da menina. Não, não falo aqui de algo que é possível fazer com Pulp Fiction ou Amnésia, que seria a “cronologização” (sim, sei que a palavra não existe, daí as aspas), mas sim a abordagem de todo o filme como “lembranças” não cronológicas dos eventos mais importantes da vida da protagonista.

O FUTURO (DO PASSADO?)

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O design de produção se esmera em tornar orgânica a exploração da mente de Banks e nossa reeducação sináptica. Há uma simetria kubrickiana nas sequências em que a nave em Montana é visitada, inclusive com um monólito horizontal em negativo – o vidro que separa humanos de Heptapods – que tem como função ensinar a língua ou a “arma”, a exata mesma função do objeto (na vertical) que vemos em 2001 – Uma Odisseia no Espaço. E, claro, as próprias naves carregam esse mesmo conceito totêmico.

Mas não é só na nave e seu interior que o cuidadoso desenho de produção está presente. Reparem nos monitores que fazem a conexão mundial dos países no começo do que se poderia chamar de cooperação planetária a caminho da paz (porque sim, o filme deixa esse forte recado positivo ao seu final). Além disso, a sala onde os analistas ficam mantém a mesma disposição e ela é refletida no longo “corredor” até o visor da nave.

Se existem defeitos no trabalho de Villeneuve? Diria que sim. Dois, na verdade e ambos conectados a Ian, o personagem de Jeremy Renner.

A primeira questão é sua exata função narrativa. Sim, ele é o futuro/passado marido de Louise e pai de Hannah, pai esse que não suporta o conhecimento de que sua filha morrerá, conhecimento que carrega embutida a mágoa por Louise ter aceito ter Hannah sabedora que ela seria tirada deles prematuramente (inimaginável esse sentimento se você não percebe o tempo como Banks). No entanto, ele não tem muito mais o que fazer durante a projeção do que ser uma espécie de assistente glorificado da linguista.

Se era para ser assim, então que ele não fosse apresentado como um físico teórico com equipe própria e objetivos próprios de pesquisa. Seus possíveis momentos são defenestrados no roteiro em prol de uma narrativa sob um ponto de vista só, que não se desvia de seu caminho não-linear (e como poderia, se todos os caminhos levam a todos os tempos?). Só vemos desenvolvimentos linguísticos, nunca matemáticos ou físicos. Com isso, sua construção dentro da trama desaparece e se torne sem sentido.

Felizmente, a química desenvolvida entre Renner e Adams minimiza esse fator. Através do trabalho da atriz, que definitivamente entrega seu melhor papel, finalmente demonstrando a que veio, obtemos uma retratação bastante humana dessa problemática global – ela em si é a representação da linguagem, a possibilidade de comunicação, eternamente em conflito com o lado bélico do ser humano. Conseguimos sentir essa angústia em Adams e a sua constante determinação para impedir que o homem caia no conflito.

O outro problema é que, apesar de eu ter repetido várias vezes que a história nos é contada sob o ponto de vista narrativo de Louise Banks, em determinado ponto do filme e por apenas um ou dois minutos, Villeneuve altera a lógica e entrega a narração para Ian falando sobre Louise, efetivamente trocando o ponto-de-vista sem que haja um propósito. Com isso, ele comete o mesmo erro que cometeu de forma mais grave em Sicario, ao largar a personagem de Emily Blunt, até então o exclusivo ponto-de-vista do filme e focar em um missão solo do personagem de Benicio del Toro.

Em um filme menos coeso, menos inteligente e menos cuidadoso, as questões acima poderiam atrapalhar sua progressão. No entanto, isso não acontece de verdade, pelo menos não de forma significativa, o que me faz concluir que os pontos positivos, aqui, são tão positivos e preponderantes que os negativos tornam-se poeira e dissipam-se nas brumas do tempo.

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A Chegada é um filme que, visto de frente para trás ou de trás para frente ou mesmo em pedaços aleatórios aqui e ali, é uma obra-prima moderna. Uma produção que transborda elegância e inteligência em um conjunto harmônico e absolutamente arrebatador e que fará o que só os melhores filmes conseguem fazer: manter-se na mente dos espectadores por muito, muito tempo.

Tempo é o que impede que tudo aconteça de uma vez.
― Ray Cummings

A Chegada (Arrival, EUA – 2016)
Direção: Denis Villeneuve
Roteiro: Eric Heisserer (baseado em conto de Ted Chiang)
Elenco: Amy Adams, Jeremy Renner, Forest Whitaker, Michael Stuhlbarg, Tzi Ma, Jadyn Malone, Mark O’Brien, Abigail Pniowsky
Duração: 116 min.

RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.