Crítica | A Conquista do Oeste (1962)

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estrelas 3,5

Grandes filmes de faroeste foram feitos, quanto a isso não resta a menor dúvida, temos Era Uma Vez no Oeste, Da Terra Nascem os Homens e diversos outros para provar isso. Mas, talvez, nenhum tenha sido tão ambicioso quanto A Conquista do Oeste, último grande projeto dos estúdios MGM.

O ano é 1839 quando a família Prescott começa sua viagem pelo canal de Erie. Durante a jornada, eles conhecem Linus Rawlings (James Stewart) que acaba se encantando pela filha de Zebulon Prescott (Karl Malden) que não gosta muito. No fim, ele acaba salvando-os de uma emboscada e se casa com Eve (Carroll Baker) depois que seus pais falecem.

Assim tem início à saga de quatro gerações que irão passar por aventuras pela história americana como a Guerra Civil, a corrida pelo ouro, índios, construção da ferrovia, entre outros acontecimentos.

Com uma produção megalomaníaca, A Conquista do Oeste consegue em fielmente reproduzir, através da saga de uma família, os pontos mais importantes da história americana do século XIX e XX. Desde os figurinos, as locações e os diálogos que foram bem representados por um elenco escolhido a dedo e com nomes importantes da época como Henry Fonda, Gregory Peck, John Wayne, James Stewart e Spencer Tracy, esse último como narrador.

Utilizando o Cinerama, uma espécie de primórdio do formato tela gigante IMAX, o filme ganha mais profundidade sem precisar do artifício dos óculos usados nos dias de hoje, por intermédio do uso de três câmeras para fotografar a obra e três projetores para exibi-las em cinema especial, com três telas colocadas lado a lado, envelopando o espectador (mais sobre isso em nossa crítica de Deu a Louca no Mundo). Além do mais, ele foi restaurado e completamente digitalizado tendo uma maior nitidez graças à tecnologia da alta definição, que também oferece o filme em formato que “emula” o Cinerama.

O projeto conta ainda com a direção de três diretores – Henry Hathaway, George Marshall e John Ford – sendo que Ford dirigiu a sequência em que Linus se torna Capitão na Guerra Civil americana e todo esse arco do filme, incluindo as batalhas e tramoias.  Hathaway é o que possui a maior participação, dirigindo ao todo três diferentes arcos, que são: Rios (onde Zebulon falece), Planícies (encontro com os índios) e os Os Fora-da-Lei, último segmento do filme que encerra a saga da família Prescott-Rawlings que sobrevive indo parar em Los Angeles e São Francisco da década de 60, datando assim uma vitória pelo Oeste de mais de 80 anos.

O filme foi indicado ao Oscar, levando três estatuetas de Melhor Roteiro, Melhor Edição e Melhor Edição de Som. E mais tarde, na década de 70, iria inspirar uma série da emissora ABC de mesmo nome.

A Conquista do Oeste (How the West was Won – EUA, 1962)
Direção: 
John Ford, Henry Hathaway, George Marshall, Richard Thorpe
Roteiro: James R. Webb
Elenco: James Stewart, John Wayne, Gregory Peck, Carroll Baker, Lee J. Cobb, Henry Fonda, Carolyn Jones, Karl Malden, Gregory Peck
Duração: 164 min.

MELISSA ANDRADE . . . Uma pessoa curiosa que possui incontáveis pequenos conhecimentos desde literatura a filmes a reality shows a futebol alemão e está sempre disposta a aprender muito mais. Por isso sou Jornalista por experiência e vocação. Fotógrafa Profissional com muita paixão e um olhar apurado e Roteirista frustrada e uma Crítica de Cinema em ascensão.