Crítica | A Hora do Pesadelo 6: O Pesadelo Final – A Morte de Freddy

estrelas 1

Obs: Leia sobre os demais filmes da franquia, aqui.

A situação não ia bem para Freddy Krueger e a New Line. O quinto capítulo da franquia tinha entregado um resultado de bilheteria decepcionante, sem falar na rejeição crítica agressiva – até mesmo para a fanbase do personagem. Com tudo isso em mente, o estúdio chuta o balde e já coloca spoiler no título, com A Hora do Pesadelo 6: O Pesadelo Final – A Morte de Freddy (ou simplesmente, Freddy’s Dead) na promessa de encerrar a franquia para sempre.

Bem, a trama se ambienta dez anos depois do anterior, com Freddy (Robert Englund, onipresente) sendo bem sucedido em assassinar quase todas as crianças de Springwood. Entra em cena a dra. Maggie Burroughs (Lisa Zane), que lidera o novo grupo de sobreviventes e tenta usar um fator pessoal para destruir o assassino de uma vez por todas.

Olha, seguindo a lógica iniciada em O Maior Horror de Freddy, não é muito difícil de se adivinhar qual a conexão entre Maggie e Freddy, mas esse é apenas o menor dos problemas da produção. O roteiro de Michael De Luca (sim, o produtor hot shot da Sony Pictures começou aqui) peca ao oferecer ainda mais justificativas para o passado de Freddy Krueger, agora nos forçando a acompanhar até mesmo a infância do maníaco, apenas para forçar com abusos, injustiças e uma série de tragédias que ajudaram a criar sua persona de psicopata. E pior, a justificativa para os poderes após sua morte é risível. Risível até para parâmetros Grindhouse, quando os vermes voadores (desculpe, os “Dream Demons”) aparecem um exemplo grotesco de como não se usar stop motion com CGI.

A direção de Rachel Talalay também não é inspiradora. Mesmo que traga algumas boas ideias para a concepção dos sonhos, a execução delas se aproxima mais de um cartoon tosco do que com a marionete gigante em Guerreiros dos Sonhos ou a sequência da barata em O Mestre dos Sonhos, onde havia também uma preocupação em chocar o espectador. Agora, vemos Freddy jogando videogame com uma de suas vítimas, andando de skate e até se materializando em forma de desenho animado. Nada de muito memorável, de fato.

A Morte de Freddy é, no mais puro sentido da palavra, tosco. Não traz nenhuma morte elaborada ou memorável (o mínimo, convenhamos) e aposta em ainda mais elementos forçados para a mitologia de seu um dia glorioso personagem. Felizmente, Krueger teria a chance de ter uma despedida mais decente alguns anos depois…

A Hora do Pesadelo 6: O Pesadelo Final – A Morte de Freddy (Freddy’s Dead: The Final Nightmare, 1991 – EUA)

Direção: Rachel Talalay
Roteiro: Michael De Luca
Elenco: Robert Englund, Lisa Zane, Ricky Dean Logan, Lezlie Deane, Yaphet Kotto, Breckin Meyer, Shon Greenblatt
Duração: 89 min

LUCAS NASCIMENTO . . . Estudante de audiovisual e apaixonado por cinema, usa este como grande professor e sonha em tornar seus sonhos realidade ou pelo menos se divertir na longa estrada da vida. De blockbusters a filmes de arte, aprecia o estilo e o trabalho de cineastas, atores e roteiristas, dos quais Stanley Kubrick e Alfred Hitchcock servem como maiores inspirações. Testemunhem, e nos encontramos em Valhalla.