Crítica | Agents of S.H.I.E.L.D. – 2X04: Face My Enemy

estrelas 2Aviso: Há SPOILERS na crítica.

Ok, acho que era pedir demais cinco episódios seguidos de Agents of S.H.I.E.L.D. em velocidade de cruzeiro. Já no quarto capítulo, ganhamos, de presente, o primeiro filler da temporada. Venho cantando essa pedra desde a primeira crítica da 2ª temporada, mas tinha esperanças que fosse demorar um pouco mais.

Não que Face My Enemy seja imprestável. Não é.

Mas é apenas um daqueles episódios que qualquer um consegue perceber que é desnecessário, redundante e, em última análise, presente única e exclusivamente para fazer com que a temporada chegue ao número regulamentar de 23 episódios. É claro que, sendo o episódio focado na relação entre o Agente Coulson e a Agente May, que vão em uma missão secreta para recuperar uma pintura medieval que é encontrada intacta depois que uma igreja pega fogo e que, em seu verso, contém aquele código alienígena que Coulson compulsivamente escreve na parede, Face My Enemy diverte. A intimidade entre eles já fora estabelecida na 1ª temporada e nos três primeiros episódios da 2ª e nada é acrescentado aqui, a não ser o plano de contingência caso Coulson enlouqueça como Garrett, mas o bate e volta leva a momentos minimamente simpáticos.

Quando o foco todo se concentra em May, vemos todos os, digamos, ahem… “dotes artísticos” de Ming-Na Wein, que aparece com vestido decotado de paetês, lingerie, amarrada à cadeira e lutando como nunca. Sem dúvida um colírio para os olhos, mas, novamente, em última análise, nada que já não tenha sido visto antes.

Na sala de controle, o resto todo da equipe – ninguém sai em campo nem para dar apoio à distância, inexplicavelmente – está lá para dar as mãos virtualmente para Coulson e May e a rotina do fantasma de Simmons que Fitz vê volta mais uma vez, fazendo-nos girar os olhos em reprovação. Os roteiros anteriores já haviam deixado perfeitamente claro o problema de Fitz e sua interação com Mack e, depois, sua troca catártica com o ex-agente Ward, haviam sido capazes de evitar as repetições exageradas. O retorno da “Simmons virtual” é um retrocesso desnecessário, que realmente espero que pare.

De resto, os demais são figurantes, com pouquíssimo tempo de tela. E isso nem seria um problema se a missão secreta de Coulson e May não fosse tão desinteressante. Apesar da homenagem a True Lies (não foi só eu que reparei nisso, não é?), não há senso de urgência ou de perigo. A montagem é preguiçosa, não cria tensão e os planos com os personagens são burocráticos, básicos, quase entediantes mesmo. Até as coreografias de luta, que contam com câmeras lentas que tentam ser estilosas com as de Zack Snyder, são mal executadas, com pouca criatividade.

Face My Enemy é descartável. Divertirá aqueles que são fãs incondicionais da série (e os apaixonados por Ming-Na Wein, claro), mas, dentro do contexto geral, o episódio é a primeira âncora da temporada que, espero, não faça o navio parar completamente.

A partir daqui, listo as referências ao Universo Marvel em quadrinhos desse episódio:

1. Lance Hunter – Diretor da S.T.R.I.K.E., agência correspondente à S.H.I.E.L.D. na Inglaterra. Na série, é um ex-SAS e ex-mercenário que se junta ao time de Coulson.
2. Dr. Whitehall – Nos quadrinhos, Daniel Whitehall é um lendário agente da Hydra conhecido pelo codinome Kraken. Finalmente aparece na série de forma mais completa.
3. Agente 33 – Nos quadrinhos, a Agente 33 é Kara Lynn Palamas, agente da S.H.I.E.L.D. com grande participação na publicação Hércules da década de 90. Na série, sua identidade ainda não está clara ainda que ela seja uma agente da S.H.I.E.L.D.
4. Brigadeiro-General Glenn Talbot – Eterno caçador do Hulk, junto com o General Thunderbolt Ross. Na série, ele é caçador do que restou da S.H.I.E.L.D.

Agents of S.H.I.E.L.D. – 2X04: Face My Enemy (EUA, 2014)
Showrunner: Joss Whedon, Jed Whedon
Direção: Kevin Tancharoen
Roteiro: Drew Z. Greenberg
Elenco: Clark Gregg, Chloe Bennet, Ming-Na Wein, J. August Richards, Iain De Caestecker, Elizabeth Henstridge, Brett Dalton, B.J. Britt, Nick Blood, Adrian Pasdar, Hayley Atwell, Kenneth Choi, Neal McDonough, Henry Simmons, Brian Patrick Wade, Henry Simmons, Dylan Minnette
Duração: 42 min.

RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.