Crítica | Agents of S.H.I.E.L.D. – 2X14: Love in the Time of Hydra

estrelas 3,5

Aviso: Há SPOILERS na crítica. Leia as críticas dos outros episódios, aqui.

Ok. Agora o jogo começa a ficar interessante novamente, depois do desapontamento que foi One of Us semana passada. Não tivemos mais a sempre agradável presença de Kyle MacLachlan, mas, no lugar dele, a série ganhou Edward James Olmos, o eterno Almirante Adama, como Robert Gonzales, o bigodudo diretor da “verdadeira S.H.I.E.L.D.” e, talvez ainda mais importante, esse episódio tenha marcado a mais do que bem vinda volta de Grant Ward à temporada.

Nada mal, não é mesmo?

E o melhor é que, apesar de aprendermos um pouco mais sobre essa tal “verdadeira S.H.I.E.L.D.” e o discurso de desconfiança de Gonzales fazer sentido – afinal, Coulson realmente recebeu DNA alienígena e, para quem vê de fora, vem agindo estranhamente mesmo – não descobrimos detalhes da organização. Descobrimos que ela é enorme e muito bem equipada, tendo até um porta-aviões (será um aeroporta-aviões?) e que eles querem mesmo derrubar Coulson e sua equipe. Só isso. Mas, claro, não dá para não ficar desconfiado de tudo isso, especialmente com o título desse episódio tendo Hydra no nome. Minha aposta pelo momento: essa “verdadeira S.H.I.E.L.D.” é a Hydra disfarçada e Bobbi (e talvez Mack, não sei) é uma agente dupla, infiltrada por Coulson.

De toda forma, o foco mesmo é a volta de Grant Ward para a festa trazendo a tira-colo a Agente 33, Kara Lynn Palama (retirada dos quadrinhos), que continua com sua máscara de May. No entanto, ao consertarem o gadget, os dois passam a protagonizar um mais do que divertido plano para tirar Bakshi da prisão sob o comando de Talbot. Ao mesmo tempo que a dinâmica entre os dois funciona bem, o roteiro de Brent Fletcher deixa muito claro que Ward continua sendo o sociopata que aparentemente sempre foi. Por mais que ele talvez ainda goste de Skye e, de sua própria maneira ache que fez uma promessa a ela, o fato é que ele mata sem dó nem piedade e não se furta de manipular quem quer que seja, já que a Agente 33 está obviamente  comendo na mão dele.

Agora o objetivo final de Grant é ainda completamente enevoado. Será que a “verdadeira S.H.I.E.L.D.” é legítima e ele é o braço da Hydra? Tenho para mim que não, pois ele já vem trabalhando há algum tempo de maneira independente. Mas tudo é possível.

Do lado dos que em tese ainda são os “mocinhos”, vemos Coulson fazendo de tudo para proteger Skye e seus novos poderes. Ele a leva para um esconderijo que fora de Nick Fury para que ela aprenda a controlar suas habilidades sem machucar ninguém e com a ajuda de luvas criadas pela agora completamente histérica Simmons (essas luvas são um toque bem bolado, tornando a personagem mais próxima de sua contrapartida dos quadrinhos – Tremor – que usa algo parecido). É um momento Coulson/Skye rápido que retira a personagem do centro das atenções. Particularmente, gosto desse caminho, pois a temporada ganha um pouco de fôlego para trabalhar os demais, além de permitir mais tempo para a estruturação do iminente choque entre as duas S.H.I.E.L.D.

O que o espectador não pode esquecer é o que o episódio não mostra e que dá ideia do escopo que a série atingiu em pouquíssimo tempo. Além de tudo isso acontecendo, há ainda os Inumanos, Calvin Zabo e, claro, as inevitáveis (diria necessárias) ligações com Vingadores 2, que estreia dia 1º de maio nos EUA e uma semana antes por aqui. É uma baita responsabilidade para Jed Whedon, o efetivo showrunner da série, carregar isso tudo nas costas.

Finalmente, pode parecer bobagem, mas gostei do trabalho de Brent Fletcher em ligar esse episódio ao Universo Cinematográfico Marvel como um todo de maneira orgânica e inteligente. São menções a Nick Fury na cabana de Coulson e na mesa de reuniões de Gonzales, comparações de Skye com o Capitão América (que também é mencionado como tendo usado a cabana secreta de Coulson/Fury) e exageradamente com o Hulk, além da referência interna quando a morte de Isabelle “Izzy” Hartley (Lucy Lawless em Shadows, o primeiro episódio dessa temporada) é mencionada por Gonzales.

Enfim, Love in the Time of Hydra parece marcar a efetiva volta de Agents of S.H.I.EL.D. nessa segunda metade de temporada. Agora é esperar pela pancadaria.

Agents of S.H.I.E.L.D. – 2X14: Love in the Time of Hydra (EUA, 2015)
Showrunner: Joss Whedon, Jed Whedon
Direção: Jesse Bochco
Roteiro: Brent Fletcher
Elenco: Clark Gregg, Chloe Bennet, Ming-Na Wein, J. August Richards, Iain De Caestecker, Elizabeth Henstridge, Brett Dalton, B.J. Britt, Nick Blood, Adrian Pasdar, Hayley Atwell, Kenneth Choi, Neal McDonough, Henry Simmons, Brian Patrick Wade, Henry Simmons, Dylan Minnette, Kyle MacLachlan, RFieed Diamond, Simon Kassianides, Adrianne Palicki, Tim DeKay, Jamie Alexander, Eddie McClintock, Edward James Olmos
Duração: 43 min.

RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.