Crítica | Agents of S.H.I.E.L.D. – 2X19: The Dirty Half Dozen

estrelas 4,5

Aviso: Há SPOILERS do episódio e da série. Leia as críticas dos outros episódios, aqui.

E finalmente temos o já “tradicional” episódio conectado com o filme do Universo Cinematográfico Marvel lançado enquanto a temporada de Agents of S.H.I.E.L.D. está em andamento. The Dirty Half Dozen é, para todos os efeitos, um prelúdio para Vingadores: Era de Ultron, mas mantém sua identidade completamente (ou quase), sem depender de verdade do grande arrasa quarteirões.

O foco do episódio é na missão de resgate de Deathlok e Lincoln, capturados pela HYDRA no último episódio. Eles foram levados para uma base secreta no Ártico e apenas Coulson tem uma maneira de infiltrá-la, graças a sua aliança maldita com o ex-agente Ward. Mas, para isso, Coulson precisa de outra aliança, dessa vez com Gonzales, fundador da chamada “verdadeira S.H.I.E.L.D.”, algo que é imediatamente estabelecido no início do episódio, com uma votação que põe Coulson e May frente a frente para que a tensão entre os dois arrefeça ao menos por um tempo.

Mas Gonzales deixa claro para Bobbi que só concordou com a missão de Coulson, porque ela não envolve agentes de sua equipe, apenas da de Coulson, formando a “meia dúzia de sujos” do título que, claro, faz referência ao clássico The Dirty Dozen (Os Doze Condenados). Assim, além de Coulson, a equipe original volta a atuar junto pela primeira vez em muito tempo, com May, Fitz e Simmons indo a campo muito a contragosto com Ward, com direito a um divertidíssimo momento em que ele tenta se desculpar, somente para levar as devidas patadas de todos os envolvidos. Completando os seis, temos Skye que, preocupada com a vida de Lincoln, convence Gordon, com a ajuda do dom premonitório de Raina, a teletransportá-la para dentro do Shield 616.

A ação é frenética e muito bem feita em termos de efeitos especiais, com um ataque anti-aéreo da HYDRA que leva à destruição do avião, mas tudo como parte de um plano certamente inspirado no que Han Solo faz para escapar do Império em O Império Contra-Ataca (misturando-se com o lixo do Star Destroyer de Vader, estão lembrados?). Em terra, a ação não é menos interessante, com Skye protagonizando dois ótimos momentos, o primeiro fazendo uso consciente e preciso, pela primeira vez, de seus poderes sísmicos e outro, logo em seguida, que faz mímica do ataque inicial dos Vingadores à base de Strucker em Era de Ultron, ao usar um muito bem coreografado plano sequência longo sem cortes com muitos tiros, socos e chutes.

Aliás, falando em Strucker, assim como em The Frenemy of My Enemy, seu nome é mencionado diversas vezes e novamente temos o Dr. List como inimigo central. Ele encabeça as terríveis experimentações em Deathlok e Lincoln, na linha do que o Dr. Whitehall fazia. Há, também, menção expressa aos “gêmeos” (Wanda e Pietro Maximoff) e como eles foram os únicos a sobreviverem às modificações feitas pela HYDRA.

Mas não é só por essas menções esparsas que The Dirty Half Dozen é um prelúdio de Era de Ultron. O episódio em si é utilizado para mostrar como Tony Stark e seus Vingadores descobrem onde Strucker está entocado e, sim, você adivinhou, Coulson tem tudo a ver com isso, ao mostrar que sua missão verdadeira é exatamente essa e não apenas resgatar Deathlok e Lincoln. Ganhamos, também, uma participação especial de Maria Hill (Cobie Smoulders) em teleconferência com Coulson e um divertido momento em que Gonzales, como se tivesse visto um fantasma, ouve que Fury está vivo.

E, como se tudo isso não bastasse, voltamos à Raina, bem no finalzinho, com uma premonição de que o mundo seria destruído por “homens de metal”, em direta alusão a Ultron e seus infindáveis drones. Resta saber, agora, se o próximo episódio lidará com as eventuais consequências do que vimos no filme, ainda que elas me pareçam confinadas à Sokovia.

Ah, e para encerrar, como eu poderia me esquecer de comentar o melhor momento do episódio, quiçá da série inteira, quando Skye diz à Raina que o poder dela deveria ser se transformar em uma bola, girar e recolher anéis dourados? Foi uma inumanidade de Skye, mas confesso que me escangalhei de rir com a referência e nunca mais verei Raina da mesma forma, por mais ameaçadora que ela possa se tornar…

Agents of S.H.I.E.L.D. – 2X19: The Dirty Half Dozen (EUA, 2015)
Showrunner: Joss Whedon, Jed Whedon
Direção: Kevin Tancharoen
Roteiro: Brent Fletcher, Drew Z. Greenberg
Elenco: Clark Gregg, Chloe Bennet, Ming-Na Wein, J. August Richards, Iain De Caestecker, Elizabeth Henstridge, Brett Dalton, B.J. Britt, Nick Blood, Adrian Pasdar, Hayley Atwell, Kenneth Choi, Neal McDonough, Henry Simmons, Brian Patrick Wade, Henry Simmons, Dylan Minnette, Kyle MacLachlan, Reed Diamond, Simon Kassianides, Adrianne Palicki, Tim DeKay, Jamie Alexander, Eddie McClintock, Edward James Olmos, Ruth Negga, Luke Mitchell, J. August Richards, Dichen Lachman
Duração: 43 min.

RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.