Crítica | Agents of S.H.I.E.L.D. – 3X13: Parting Shot

estrelas 3,5

Aviso: Há SPOILERS do episódio e da série. Leia as críticas dos outros episódios, aqui e de todo o Universo Cinematográfico Marvel, aqui.

Malditos ninjas cortadores de cebola! Aparecem nos lugares mais improváveis…

Estava eu tranquilamente assistindo Parting Shot, preparado para reclamar que o episódio foi apenas uma introdução para a nova série Marvel’s Most Wanted, cujo piloto foi encomendado, quando os sorrateiros guerreiros japoneses portando facas Ginsu surgiram do nada mais para o final do capítulo, na sequência da despedida de Bobbi e Hunter no bar. Foi inevitável segurar as lágrimas MÁSCULAS ocasionadas pelas cebolas recém-cortadas.

E Parting Shot foi isso mesmo. Um capítulo desenhado para tirar a dupla de pombinhos espiões da S.H.I.E.L.D. e dar uma chance ao spin-off. Parece-me, porém, uma escolha estranha, pois os personagens são, no final das contas, importantes para a série, como os únicos outros dois (completamente) humanos realmente próximos do nível de excelência da Cavalaria. Retirá-los pode causar um vazio, mas também pode permitir a adição de novos personagens, talvez inumanos, para formar uma equipe fixa que possamos efetivamente chamar de Guerreiros Secretos. Ainda é cedo para dizer alguma coisa com qualquer grau de certeza, mas eu diria que mais uma série com pegada parecida tem grande potencial de não funcionar. Tomara que eles inventem algo realmente diferente (ou voltem com Bobbi e Hunter para Agents of S.H.I.E.L.D.).

Tendo em vista essa característica, Parting Shot não avança a trama maior, apenas encerra o mini-arco iniciado em The Inside Man, que acabou com Bobbi e Hunter escondidos no avião de Gideon Malick voando para a Rússia para fazer lobby pela construção de um “santuário” para inumanos, que nada mais é do que um plano do chefe da Hidra para arrebanhar novos seres superpoderosos para seu lado. A maneira como os inumanos são trabalhados como “armas” que podem fazer renascer a Guerra Fria entre os blocos ocidental e oriental é muito bem construída no episódio e a narrativa, que continua o tom de Missão Impossível do anterior, acerta ao trabalhar ações paralelas: um interrogatório de Bobbi e Hunter no presente entrecortado por sequências que revelam o que aconteceu até esse momento desde a chegada dos dois agentes em território russo. O roteiro de Paul Zbyszewski sabe usar a exposição necessária dos diálogos do interrogatório para servir de comentário à ação 36 horas antes, gerando uma convergência natural que finalmente coloca toda a S.H.I.E.L.D. em ação e leva ao diálogo finalista entre Coulson e seus dois agentes.

A direção de Michael Zinberg consegue trabalhar com muita clareza a grande quantidade de personagens, inclusive um inumano novo que manipula a “Força Negra” que é o MacGuffin da recém-encerrada segunda temporada de Agent Carter, em mais um daqueles detalhes que nos asseguram que sim, estamos mesmo no Universo Cinematográfico Marvel. Além disso, há muito não se via o grupo base inteiro da S.H.I.E.L.D. agindo em uníssono em uma sucessão de sequências de ação.

Formando um arco auto-contido com o episódio anterior, Parting Shot dá adeus a dois personagens relevantes para a série, o que promete mudar o status quo. A promessa de um Hive poderoso chegando, além da filha de Malick que é introduzida bem no final (e que certamente terá algum envolvimento com o ex-Ward), pode significar a volta da série à história principal depois desse “desvio” narrativo para fazer a ponte de potencial nova série.

E eu já falei que esses ninjas desgraçados não me deixam em paz?

Agents of S.H.I.E.L.D. – 3X13: Parting Shot (EUA, 22 de março de 2016)
Showrunner: Jed Whedon, Maurissa Tancharoen
Direção:  Michael Zinberg
Roteiro: Paul Zbyszewski
Elenco: Clark Gregg, Chloe Bennet, Ming-Na Wein, Iain De Caestecker, Elizabeth Henstridge, Nick Blood, Adrianne Palicki, Henry Simmons, Luke Mitchell, Matthew Willig, Andrew Howard, Juan Pablo Raba, William Sadler, Scott Heindl, Dillon Casey, Powers Boothe, Mark Dacascos, Brett Dalton, Natalia Cordova-Buckley
Duração: 43 min.

RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.