Crítica | Agents of S.H.I.E.L.D. – 5X07: Together or Not at All

Aviso: Há spoilers do episódio e da série. Leia, aquias críticas dos outros episódios e, aquide todo o Universo Cinematográfico Marvel .

Together or Not at All é a continuação direta de Fun & Games, com Fitz, Jemma e Daisy em meio à fuga da arena de Kasius, May no que sobrou da Terra e o resto da equipe sem ter muito o que fazer. Não fosse a trama fraternal Kerr, que se desdobra com as ações de Sinara e de Maston-Dar, guerreiro preferido de Faulnak, tudo poderia ser resumido em um epílogo de 10 minutos.

Já que Kasius não morreu – eu bobamente achei que havia, somente para ser corrigido imediatamente por meus leitores – o conflito entre ele e o irmão precisava ganhar desenvolvimento até chegar ao “só pode haver um” que a trama naturalmente exigia. Em diversos momentos o roteiro aponta para o desfecho estilo Caim e Abel (ou Caim e Caim, como queiram) e toda a dívida sobre a lealdade de Sinara que o roteiro de Matt Owens tenta criar me pareceu artificial e mal desenvolvida.

Aliás, mal desenvolvida foi também a perseguição de Sinara e Maston-Dar aos fugitivos. Tudo parece que acontece em câmera lenta, de forma completamente anti-climática, com um arroubo de violência aqui e ali só porque a série agora pode fazer isso em razão do horário em que passou a ser transmitida nos EUA. Com isso, temos lutas curtas e desnecessárias, uma demonstração do poder novo de Flint que, convenhamos, foi um atalho de roteiro para torná-lo refém, uma perfuração de parede de revirar os olhos e uma fuga com Deke Ex Machina de revirar os olhos.

Em resumo, trata-se de um episódio que poderia ter sido pulado ou partes dele terem sido aglutinadas ao anterior e ao posterior, já que ele, sozinho, só adianta a trama em relação aos irmãos Kree e a revelação, ao final, de que Robin está viva e com idade aparente muito menor do que deveria. Ah, claro, como o grupo todo em um lugar só não teria graça, uma nova divisão é estabelecida, com Flint, Mack e Yo-Yo no Farol para liderarem uma insurreição e os demais na superfície do planeta tomado de Vrellnexians para finalmente entenderem o que aconteceu com a Terra e o que eles podem fazer para evitar o problema.

Falando em Vrellnexians, há que se constantemente tirar o chapéu para a qualidade do CGI empregado a série. Claro, ainda são efeitos restringidos pelo orçamento de um produto para televisão, mas, nesse seu meio, AoS vem, impressionantemente, fazendo escola.

Mas, voltando à trama, o expurgo ocorrido no episódio anterior mostrou-nos que não há serventia alguma a criação de conexão dos novos personagens com o espectador. Eles são, todos, completamente descartáveis. Mesmo assim, com a introdução de Flint e sua revelação como inumano controlador de pedras, algo que é expandido aqui, os showrunners estão novamente nos pedindo para criar empatia com um novo personagem. Espero que, dessa vez, não seja uma desculpa para mais uma morte dramática e, em última análise, desnecessária. Afinal, a essa altura, nem mesmo Deke me parece ter sobrevivência garantida, especialmente com seu uso tão esparso nesses dois últimos episódios.

Claro que não poderia encerrar essa crítica sem falar na volta de uma das grandes pontas soltas da série: a quase aparição de Graviton, inimigo clássico (mas mequetrefe, convenhamos) dos quadrinhos. Lá na já longínqua primeira temporada, no episódio The Asset, vimos o Dr. Franklin Hall ser engolido pela substância super-poderosa chamada Gravitonium. Mas, além de menções esparsas aqui e ali, o gancho narrativo jamais foi usado de verdade.

Até agora, pelo menos. Afinal, em Together or Not at All, os agentes descobrem que o campo gravitacional do Farol está sendo mantido pela mesma substância e a conclusão de que o Dr. Hall ainda está lá dentro, é bastante razoável. Há até um rumor de que seria Graviton e não Daisy o Destruidor de Mundos, o que faria realmente sentido, mas que, no episódio, a menção ao Gravitonium não me pareceu mais do que um easter-egg. Se há mais coisa por trás, teremos que esperar para descobrir.

Together or Not at All não funciona bem dentro da engrenagem deste primeiro arco da quinta temporada, parecendo não muito mais do que um rabicho do que veio antes. Ainda há qualidade a se extrair dele, como o CGI e o embate entre irmãos, além do uso cada vez mais constante – bem vindo – de Florence Faivre como Sinara. Mas o arco já está começando a demonstrar sinais de desgaste.

Agents of S.H.I.E.L.D. – 5X07: Together or Not at All (EUA, 12 de janeiro de 2018)
Showrunner: Jed Whedon, Maurissa Tancharoen, Jeffrey Bell
Direção: Brad Turner
Roteiro: Matt Owens
Elenco: Clark Gregg, Chloe Bennet, Ming-Na Wein, Iain De Caestecker, Elizabeth Henstridge, Henry Simmons, Natalia Cordova-Buckley, Jeff Ward, Eve Harlow, Pruitt Taylor Vince, Coy Stewart, Pruitt Taylor Vince, Rya Kihlstedt, Myko Olivier, Dominic Rains, Florence Faivre
Duração: 43 min.

RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.