Crítica | Agents of S.H.I.E.L.D. – 5X20: The One Who Will Save Us All

  • Há spoilers do episódio e da série. Leia, aquias críticas dos outros episódios e, aquide todo o Universo Cinematográfico Marvel.

Depois que Option Two surpreendentemente revelou que o Destruidor de Mundos seria o general Glenn Talbot fundido ao gravitonium, o caminho para o final da temporada foi selado. Seriam apenas mais três episódios para amarrar a história e, muito provavelmente, quebrar o loop temporal que leva à destruição da Terra.

Mas, antes, era necessário estabelecer exatamente como o cataclismo aconteceria, algo que o ironicamente intitulado The One Who Will Save Us All finalmente responde. Como era esperado, Talbot, que já não estava bem da cabeça, deixa seu recém-adquirido poder contaminá-lo com o velho autoritarismo que vêm em situações como essa. Subjugando Qovas completamente com uma demonstração de força, o ex-general ganha um uniforme muito próximo ao de Graviton nos quadrinhos e parte para renegociar o acordo de Hale com a tal Confederação alienígena. Lá, ele é facilmente manobrado pelo pai de nosso velho conhecido Kasius que planta em Talbot a ideia de que, para derrotar Thanos, ele precisa absorver mais gravitonium que existe no interior da crosta terrestre.

Nada como, em um golpe só, revelar como a Terra será destruída e reunir o Universo Cinematográfico Marvel das séries e filmes mais uma vez, com menção direta à invasão do Titã Louco. Quem acompanha a série e deseja, a essa altura do campeonato, mais ligações do que isso, talvez viva em uma bolha de ilusão ou seja perigosamente otimista (porque sim, otimismo demais pode ser perigoso…). Tenho mais do que certeza de que toda a conexão que será feita ficará restrita a esse tipo de comentário aqui e ali e não interferências efetivas entre uma coisa e outra. No entanto, respirei aliviado quando o nome de Thanos foi citado, pois seria um completo absurdo se a “invasão alienígena” que a Confederação prometera tentar evitar fosse alguma outra diferente da que é abordada em Vingadores: Guerra Infinita.

Claro que o tão comentado final de Guerra Infinita – que não abordarei aqui para evitar spoilers do filme – ainda terá que ter efeitos diretos na série, pois isso é inevitável, mas espero fortemente que essa não seja a solução para como nossos heróis derrotarão o agora extremamente poderoso Talboton. Seria simples demais e desapontador demais se fosse assim, pelo que aguardo algum tipo de esforço conjunto – nem que seja a chegada deus ex machina do Motoqueirorista Fantasma – para levar o sujeito para o inferno.

Se toda a ação na nave da Confederação funcionou muito bem, com Adrian Pasdar claramente divertindo-se em seu “novo” papel, o mesmo não pode ser dito das sequências no Farol que culminam com o envio do Zephyr para o espaço. Impossível não sentir a enrolação da narrativa por ali, com Mack caçando o último arremedo de Scorpion pelos corredores do lugar seguido da autópsia do sujeito, a chegada de Daisy e até mesmo a luta nada empolgante entre ela e Yo-Yo que só serviu mesmo para mostrar o quão Tremor não serve mesmo para liderar nada. E isso sem falar em Deke, que continua completamente deslocado, como se os roteiristas fossem obrigados pelos showrunners a escrever pelo menos dois minutos de diálogo boboca para ele a cada episódio.

Mas um momento se salvou: a conversa de Fitz e Mack. Ali sim sentimos o peso das decisões tomadas anteriormente, com Mack deixando nas entrelinhas que aquele Fitz que anda pelo Farol está muito mais para o genocida do Framework do que o bom e velho Fitz, algo que, claro, já sabemos há algum tempo. Por outro lado – e pode ser só impressão minha – desde o combate de Fitz e Simmons contra os robôs do Superior lá na Inglaterra em The Honeymoon, a dupla parece ter perdido um pouco de sua importância para a temporada, sem qualquer momento realmente relevante desde então e, pior, sem perspectiva de algo realmente importante para o futuro próximo. Considerando que estamos a dois episódios do final, isso é realmente preocupante.

The One Who Will Save Us All marca o começo do fim da temporada e coloca os agentes diante de uma situação impossível. Resta, agora, torcer para que a quebra do loop temporal e a derrota de Talboton não aconteçam com um mero estalar de dedos.

Agents of S.H.I.E.L.D. – 5X20: The One Who Will Save Us All (EUA, 04 de maio de 2018)
Showrunner: Jed Whedon, Maurissa Tancharoen, Jeffrey Bell
Direção: Cherie Gierhart
Roteiro: Brent Fletcher
Elenco: Clark Gregg, Chloe Bennet, Ming-Na Wein, Iain De Caestecker, Elizabeth Henstridge, Henry Simmons, Natalia Cordova-Buckley, Jeff Ward, Catherine Dent, Dove Cameron, Briana Venskus, Brian Patrick Wade, Spencer Treat Clark, Adrian Pasdar, Peter Mensah, Reed Diamond, Jake Busey
Duração: 44 min.

RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.