Crítica | Agents of S.H.I.E.L.D.: Slingshot

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estrelas 3

Slingshot é uma web-série spin-off de Agents of S.H.I.E.L.D. em seis curtos episódios que totalizam pouco mais de 25 minutos. Como o nome não esconde, ela é focada na agente inumana Elena Rodriguez, mais conhecida como Yo-Yo ou com o nome mais super-heroístico Slingshot.

Ainda que ver Natalia Cordova-Buckley como a personagem título seja um reconhecimento à atriz e algo sempre agradável, já que ela foi uma das grandes adições recentes ao elenco, a grande verdade é que a web-série parece mais um apanhado daquelas cenas deletadas que servem de extras em DVD e Blu-Rays disponíveis por aí. Isso, em si, não é exatamente ruim, mas seu impacto e importância são extremamente reduzidos por não ter aquele “algo a mais” que faça a diferença ou torne-a memorável.

Claro que, normalmente, a natureza de web-séries, como Flight 462, que precedeu a 2ª temporada de Fear the Walking Dead e as temporadas de Vixen em animação é apenas de dar um gostinho a mais aos fãs sobre determinado aspecto daquela série ou daquele universo e, nisso, Slingshot é bem-sucedida. No entanto, não deixa de ficar aquele gostinho de que a ABC e a Marvel poderiam ter feito, talvez, um episódio inteiro spin-off de 45 minutos e não reduzir Yo-Yo a mini-episódios de três a seis minutos lidando com sua caçada ao traficante de armas Victor Ramon (Yancey Arias), que matara seu primo.

Cada episódio conta com a participação dos personagens regulares da série, começando por Daisy (Chloe Bennet) em uma sequência no presente, ou seja, mais ou menos no momento atual da 4ª temporada que, então, nos arremessa de volta a algum momento após a 3ª temporada com Tremor agindo por conta própria. O enquadramento da ação da série em dois momentos no presente funciona bem e contextualiza a relação secreta entre Yo-Yo e Daisy e também ajuda sua integração ao Universo Cinematográfico Marvel, já que  nós a vemos assinar o Tratado de Sokovia de registro de meta-humanos.

A ação em si – a caçada ao assassino – é simples e bem resolvida dentro da web-série, ainda que, talvez, seja rápida demais e merecesse um pouco mais de tempo para vermos a heroína usando seus poderes. Falando nisso, aliás, os efeitos especiais de super-velocidade correspondem ao orçamento da web-série e não excedem o básico e o mínimo necessário, ou seja, nada de cena no estilo de Mercúrio em Dias de Um Futuro Esquecido como já vimos Yo-Yo protagonizar na série-mãe.

Cordova-Buckley está muito bem, para variar, como Elena e fica evidente que ela simplesmente precisa de mais espaço em Agents of S.H.I.E.L.D. em razão de seus sarcasmo, do seu jeito de encarar a vida, da sua relação com Daisy e, também, com seu romance com Mack. Tomara que a existência da web-série seja um sinal de que ela potencialmente terá mais participação agente constante da organização.

Mas Slingshot é apenas uma diversãozinha rápida, descompromissada e inconsequente para o futuro da série em termos de trama. Cumpre sua função, mas não levanta um dedo sequer para ser mais do que isso.

Agents of S.H.I.E.L.D.: Slingshot (EUA, 13 de dezembro de 2016)
Criação: Geoffrey Colo
Direção: Joe Quesada, Feliks Parnell, Keith Potter, Chris Cheramie, John P. Gordon, Mark Kolpack
Roteiro: James C. Oliver, Sharla Oliver, George Kitson, Iden Baghdadchi, Mark Leitner
Elenco: Natalia Cordova-Buckley, Chloe Bennet, Clark Gregg, Jason O’Mara, Ming-Na Wen, Iain De Caestecker, Elizabeth Henstridge, Henry Simmons, Yancey Arias
Duração: 26 min. no total (seis mini-episódios)

RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.