Crítica | American Horror Story – 6X09: Chapter 9

estrelas 4

Obs.: contém spoilers do episódio. Leiam aqui as nossas críticas do restante da temporada.

Dado o ritmo que se estabelecera nos episódios anteriores, já não era totalmente fora de questão vermos aqui, em Chapter 9, o desfecho da série fictícia Return to Roanoke. O grande problema que isso gera é: qual o caminho American Horror Story irá seguir em seu último capítulo na próxima semana? Algumas teorias já correm soltas pela internet, como a qual supõe que tudo, tudo mesmo, não passou de mais um trabalho encenado do diretor Sidney James, interpretado por Cheyenne Jackson. Independente de teorias, contudo, o episódio dessa semana é um daqueles típicos exemplos de um bom capítulo que pode levar a um menos que satisfatório season finale.

Dylan (Wes Bentley), que chegara à mansão disfarçado de homem-porco em Chapter 8 começa a tomar consciência de que todas as mortes ocorridas ali são verdadeiras. Dito isso, ele, Audrey e Lee retornam para a casa dos Polk a fim de conseguir um carro para saírem de lá com vida (visto que o ator fora para lá de Uber, como mostra um hilário insert dele fantasiado no banco de trás do veículo) e, é claro, recuperarem a câmera que inocentará Lee e Audrey. Obviamente tudo dá errado e o grupo fica preso naquelas terras durante a última noite da Lua de sangue.

O foco nas pessoas que acompanhamos desde a metade da temporada segue a estrutura narrativa estabelecida neste ano da série. Não temos quase momento algum para respirar e a tensão permanece uma constante durante todo o episódio. O roteiro de Tim Minear lida de forma bastante rápida com a aventura na fazenda dos Polk, mas inexplicavelmente leva Audrey e Monet de volta para a casa maldita, algo bastante forçado, que chega a ser questionado pela própria personagem de Sarah Paulson, que, novamente, está brilhante no papel, proporcionando algumas risadas em virtude de sua dramática personalidade e sotaque britânico.

O que ocorre com Lee, por sua vez, enfim, nos traz mais respostas sobre a criatura mística anteriormente interpretada por Lady Gaga. Agora temos total consciência de que os hábitos assassinos da Açougueira e toda essa necessidade de controlar aquelas terras vem desse ser misterioso. Naturalmente, a própria personalidade violenta dessas pessoas influencia em quem a bruxa irá escolher, visto que ambas já haviam matado antes de se tornarem verdadeiras algozes em virtude do controle dessa criatura. É possível que vejamos um pouco mais sobre isso na próxima semana, mas, eu, pessoalmente, não contaria com isso. Duvido que teremos muito mais respostas, visto que elas não são mais estritamente necessárias.

O foco no grupo de fãs que chega no local, encabeçados por Sophie (Taissa Farmiga), todavia soa como algo forçado demais – parece que o texto de Minear precisava enrolar um bocado a fim de sustentar os dez episódios da temporada e, por isso, inseriu mais três personagens para morrer. É claro que as ações desse grupo fizeram com que os policiais, enfim, chegassem para o tardio resgate dos sobreviventes (que se limita a Lee nos minutos finais, visto que até Audrey encontra seu irônico fim). Isso tudo, porém, poderia ter sido realizado através dos principais personagens em si e não havia a necessidade de utilizar novos indivíduos que parecem ter sido inseridos na trama com esse único propósito, garantindo uma certa artificialidade ao capítulo.

Com muito sangue, bastante mais que o normal, o penúltimo episódio de Roanoke nos deixa completamente estáticos quando seus créditos começam a rolar. Mesmo com seus deslizes, temos aqui mais um ótimo capítulo dessa temporada, que, a esse ponto, já se configura facilmente como a melhor de American Horror Story. Não fazemos ideia do que veremos na semana que vem e isso pode ser igualmente muito bom quanto muito ruim. Independente disso, nossa percepção desse ano como um todo já foi sedimentada e um possível deslize nos momentos finais não irá estragar ótimos nove episódios.

American Horror Story – 6X09: Chapter 9 — EUA, 09 de novembro de 2016
Showrunners:
Brad Falchuk, Ryan Murphy
Direção:
Alexis Ostrander
Roteiro: Tim Minear
Elenco: Angela Bassett, Wes Bentley, Sarah Paulson, Adina Porter, Taissa Farmiga, Jon Bass, Jacob Artist
Duração: 45 min.


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ahs

GUILHERME CORAL. . . .Refugiado de uma galáxia muito muito distante, caí neste planeta do setor 2814 por engano. Fui levado, graças à paixão por filmes ao ramo do Cinema e Audiovisual, onde atualmente me aventuro. Mas minha louca obsessão pelo entretenimento desta Terra não se limita à tela grande - literatura, séries, games são todos partes imprescindíveis do itinerário dessa longa viagem.