Crítica | Antes de Watchmen – Espectral # 4 de 4

O grande e arriscado projeto da DC, Antes de Watchmen, que conta, em 9 séries, o prelúdio, a origem de cada um dos grandes personagens criados por Alan Moore na reverenciada graphic novel Watchmen, começa a chegar ao fim. E a primeira série encerrada é, também, uma das melhores, para minha total surpresa, considerando que a personagem é uma das menos interessantes do universo de Moore: Espectral II. Leiam meus comentários sobre os primeiros três números da publicação, aqui.

A história é centrada, inicialmente, na obsessão da mãe da adolescente Laurie Jupiter, Sally, em transformá-la em sua herdeira também no lado super-heroístico. Sally quer porque quer que Laurie combata o crime como ela fizera antes e treina a menina em diversas lutas e a impede de namorar. Isso acaba afastando Laurie do seio familiar, pois ela foge, com o namorado, para a São Francisco dos anos 60, onde encontra muita “paz, amor, drogas e rock ‘n’ roll”, no meio do movimento jovem de emancipação e revolta.

Obviamente que ela acaba tendo que, a contra gosto, vestir a indumentária de Espectral e usar suas habilidades para derrotar o gângster local. O texto de Darwyn Cooke, que escreve e desenha a série Antes de Watchmen: Minutemen, consegue fazer a transição de uma história de origem comum, para um arco fenomenal de evolução de uma personagem em busca de identidade. Laurie começa criança e termina adulta, pronta para encarar o mundo e Cooke consegue escrever essa evolução de maneira crível e gostosa, sem forçar os acontecimentos.

Seu maior problema, na verdade, é ter ficado circunscrito a uma série de apenas quatro números. Apesar de ele resolver muita coisa nos três primeiros, o fato é que há diversas pontas soltas para serem solucionadas apenas no último número. Vemos a chegada de Hollys Mason (o primeiro Coruja) para ajudar Laurie a pedido da mãe, as capangas do gângster trabalhando na queima de arquivo e, claro, Laurie tendo que lidar, de uma vez por todas, com o vilão principal, que, não por coincidência, tenho certeza, é a cara de Frank Sinatra.

E Cooke não se furta em fazer flashbacks para 1960, quando Laurie era apenas uma menina, e a cravar a narrativa de menções aos futuros (na cronologia de Antes de Watchmen) acontecimentos da obra de Alan Moore, tudo isso mantendo o estilo de jogar com as imagens de maneira magistral, como quando intercala O Grito, de Edvard Munch, em uma sequência de quadros tratando do desespero da protagonista.

Mas é o trabalho minucioso e original de Amanda Conner que realmente alça Antes de Watchmen: Espectral à lista de um dos melhores lançamentos do ano.

RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.