Crítica | As Aventuras do 4º Doutor – 4ª Temporada

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A 4ª Temporada das As Aventuras do 4º Doutor foi lançada pela Big Finish em 2015. Aqui, temos as críticas para todos os 8 episódios desse ano do programa, além de 3 das cinco partes do arco Serpent Crest, lançado pela AudioGO no segundo semestre de 2011. Todas as aventuras aqui contidas são com o 4º Doutor, a primeira parte, com Leela e a segunda parte, com Mike e Mrs. Wibbsey.
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The Exxilons

4X01

estrelas 4

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Equipe: 4º Doutor, Leela, K9
Espaço: Planeta E9874
Tempo: Indeterminado

Parece que chegamos a um ponto onde todo o aprendizado que Leela passou ao lado do Doutor, tanto nos arcos da TV (essa temporada começa depois de The Sun Makers) quanto na 1ª Temporada, onde o Senhor do Tempo tinha realmente a intenção de ensinar sua companheira; e na 3ª Temporada, onde muitos valores e coisas aprendidas começaram a ser executadas por ela; se aglutinaram em um único espaço nessa estreia da 4ª Temporada. Leela está aqui mais proativa, mais dona de si, eu diria até, realmente madura.

Ela, o Doutor e K9 chegam ao Planeta E9874, onde uma jovem pesquisadora está sendo atacada por nativos. Se estabelece aí um cenário de salvação que deixará o Doutor e Leela sob suspeitas, mas, pelo menos não em um primeiro momento, mal vistos a ponto de serem trancados, como acontecera outras vezes. Aliás, as ameaças de prender Leela e o Doutor e as poucas vezes em que realmente tentam fazer isso — ou retém cada um deles — dura bem pouco, o que é bom, pois o roteiro não precisa demorar tanto para resolver plots de pessoas trancafiadas enquanto coisas melhores estão acontecendo em outro lugar. Existe também um ponto do texto ligado à “luta” entre índios e colonizadores” que cabe muito bem à exploração do território e pessoas que estava sendo feito aqui.

A história tem um ótimo caráter de estabelecer comunicação entre os personagens, a começar pelo Doutor e Ergu, o líder dos Exxilons, que criam uma improvável amizade e são representantes de culturas e formas de ver o mundo completamente diferentes (me lembrou muito uma história do 8º Doutor chamada Osskah), mas que com algum esforço, conseguem se entender e impedir que vidas se percam. Por outro lado, vemos o quanto a construção de um farol que emite fortes sinais mentais para os Exxilons é um projeto que os deixa cegos para questões morais, tudo em prol de uma grande cidade, de uma grande causa. Esse discurso, nós conhecemos muito bem e sabemos do que ele é capaz.

The Exxilons (Reino Unido, janeiro de 2015)
Direção: Nicholas Briggs
Roteiro: Nicholas Briggs
Elenco: Tom Baker, Louise Jameson, John Leeson, Daisy Dunlop, Jacqueline King, Hugh Ross, Tim Treloar

The Darkness of Glass

4X02

estrelas 3,5

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Equipe: 4º Doutor, Leela
Espaço: Grã Bretanha
Tempo: 1907

O Doutor e Leela chegam à Grã Bretanha, com tudo em volta alagado. Na verdade, eles estão em uma ilha da costa britânica e Leela estranha o lugar. O Doutor cita Fang Rock e eles vão explorar a ilha onde chegaram. O cenário tem o sabor do horror que marcou a 15ª Temporada da série e sua constituição é de fácil identificação do público porque explora primeiro o medo, trabalha com a incerteza da recepção para o Doutor e sua companheira e, só depois que eles estão entrosados entre os convidados da mansão/castelo é que o impasse de um “demônio” no lugar surge. E quando vem, há mortes e muito medo.

Ambientes claustrofóbicos normalmente são um cenário perfeito para histórias de terror. É impossível para o público não traçar paralelos entre esta The Darkness of Glass e outra história que ocorre em cenário basicamente similar, Night of the Stormcrow, só que a questão na presente aventura é que nós conhecemos bem as pessoas, os costumes e o modo de lidar com determinadas situações. Estamos em 1907, os charlatões espirituais são comuns e experiências místicas são muito exploradas nesse período (na verdade, em toda a primeira década do século XX. Lembram-se de Prelúdios e Noturnos?).

Até o momento em que o tal demônio permanece agindo sem uma manifestação de fato em meio aos moradores da casa, a trama vai bem. Existe medo, algumas hipóteses levantadas e algumas mortes para fazer com que todos busquem explicações (há céticos e crentes no meio do grupo) ou queiram dar sugestões para que aquilo acabe. Não há nada de extraordinário, no sentido que “foge” ao normal, nessas ações. Mas aí o demônio se manifesta e a trama cai de qualidade. O desfecho tem a sua graça e tudo, mas não é tão bom ou tão interessante quanto o que veio antes.

The Darkness of Glass (Reino Unido, fevereiro de 2015)
Direção: Nicholas Briggs
Roteiro: Justin Richards
Elenco: Tom Baker, Louise Jameson, Mark Lewis Jones, Julian Wadham, Sinead Keenan, Rory Keenan

Requiem for the Rocket Men

4X03

estrelas 4,5

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Equipe: 4º Doutor, Leela, K9
Espaço: O Asteroide
Tempo: Indeterminado

Os Rocket Men, grupo de piratas e donos de escravos que já encontraram outras encarnações do Doutor, aparecem aqui com um convidado muito especial, o Mestre. Shandar, o rei dos Rocket Men, convida o renegado Time Lord à sua nave, em seu super-protegido asteroide, para discutir sobre um certo “trabalho” que fariam juntos. Eles conversam, parece que vão se acertando um pouco, mas logo surgem farpas entre os dois, especialmente quando Shandar afirma ter capturado o Doutor (o Mestre não tem mesmo nada a ver com isso, ele de fato está surpreso) e o leva para ver a cela onde o outro Senhor do Tempo está preso.

A organização do roteiro de John Dorney é tremendamente inteligente. O primeiro episódio nos mostra uma cena do Doutor, Leela e K9 chegando a um determinado lugar. Eles estão conversando, a foto do Doutor é vista em uma parede — ele está sendo procurado por caçadores de recompensa — e em seguida há um corte para outra cena, que só descobrimos ser um disfarce no segundo episódio. O melhor desse processo é que o corte é tão orgânico e as sequências seguintes tão bem escritas que ficamos muito contentes quando um futuro flashback informa ações muito sagazes do Doutor, já percebendo o que estava por vir.

Poucas vezes eu vi o Doutor agindo com um passo tão à frente de seus inimigos, até mesmo do Mestre. Normalmente ele reage aos problemas quando estes lhes aparece, mas aqui a vitória é saboreada com gosto, bom, pelo menos por um momento. Leela, que após uma ótima relação com Marshall, um dos antigos homens do rei Shandar, decide ficar para trás, para ensinar ao homem — de quem ela também acabou gostando — o que o Doutor ensinara para ela. Ambos tem muita coisa em comum: são caçadores, possuem um enorme coração. Após uma linda despedida, o Doutor parte, mas o Mestre, que havia ficado preso, consegue se libertar e sequestra Leela, dando o cliffhanger para a próxima aventura. Uma trama muito bem construída, com excelentes piadas, excelente linha de ação, excelente presença do Mestre. A personificação de Shandar destoa um pouquinho do todo, mas é apenas um detalhe dentre um Oceano de coisas boas.

Requiem for the Rocket Men (Reino Unido, março de 2015)
Direção: Nicholas Briggs
Roteiro: John Dorney
Elenco: Tom Baker, Louise Jameson, John Leeson, Geoffrey Beevers, Mark Frost, Olivia Poulet, Damian Lynch, Pat Ruins

Death Match

4X04

estrelas 3

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Equipe: 4º Doutor, Leela, K9
Espaço: Quarry Station
Tempo: Indeterminado

Uma coisa aqui era certa: a partida de Leela, no episódio anterior, não seria definitiva, visto o que temos canonizado na TV — uma das cláusulas do contrato da Big Finish com a BBC é justamente essa: não mudar nada do que foi canonizado. O que não esperávamos é que o sequestro dela pelo Mestre, poucos minutos depois da partida da TARDIS, nos levasse para uma arena, em uma trama de “campeões”, no melhor estilo “Império Romano com tecnologia futurista“. A história já começa com uma luta em andamento. Não há contexto, não há diálogos que nos situem, nada. E isso demora — ao menos é a impressão que temos — muito tempo, e então uma conversa do Doutor e K9 na TARDIS aparece, junto com um pedido de socorro do simpático Marshall.

Se tem uma coisa que eu gostei da trama com o Rocket Man (sim, eu sei que eu escrevi da forma “errada”, mas eu estou me referindo a Marshall, não ao grupo) é como foi escolha de Leela ficar para trás, porque tinha nutrido sentimentos pelo guerreiro com quem lutara e também porque via nele um pouco dela, antes de conhecer o Doutor, e queria ajudá-lo a ser melhor. Sim… Leela mostrando que é uma pessoa maravilhosa, mesmo sendo selvagem. E vejam que ela já havia sido pedida em casamento em The Ghosts of Gralstead e em The Genesis Chamber mas rejeitara educadamente ambas as propostas. Aqui é diferente. E é bonito quando acontece, assim como bonita é a relação entre os dois, o que torna o final desta aventura ainda mais emocionante.

Penso que a trama funcionaria melhor com um plano maluco conquistador do Mestre do que com este entrave de “campeões” e um controle local do renegado para fins escusos, através de meios escusos. Curioso é que ele não está descaracterizado, pois representa o mesmo nível de maldade, a mesma ironia, o mesmo cinismo, mas o roteiro que interpreta é básico demais, salvando-se, em essência, por coisas que aconteceram antes. O final, com Leela voltando a viajar com o Doutor para honrar a memória de Marshall é algo esperado mas bastante adorável.

Death Match (Reino Unido, abril de 2015)
Direção: Nicholas Briggs
Roteiro: Matt Fitton
Elenco: Tom Baker, Louise Jameson, John Leeson, Geoffrey Beevers, Susan Brown, Andy Secombe, Chris Porter, Damian Lynch

Suburban Hell

4X05

estrelas 2,5

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Equipe: 4º Doutor, Leela
Espaço: Londres
Tempo: 1977 e 2017

Acredito que esta tenha sido a aventura mais confusa de todas as da série do 4º Doutor que eu ouvi até este momento. A rigor, trata-se de uma comédia tipicamente britânica com espírito dos anos 1970, uma espécie de comédia de situações/costumes misturada com horror e em um ambiente claustrofóbico. De imediato, me lembrei bastante de The Chimes of Midnight, com a diferença que na aventura do 8º Doutor, o humor se juntava a algo palpável, inteligente, compreensível. Aqui, a confusão principia já com a chegada do Doutor e Leela em uma casa no subúrbio de Londres. Em pouco tempo, timelines se cruzarão e haverá reflexo no espelho, criaturas devoradores de gente e uma anfitriã absolutamente detestável.

As interpretações de Tom Baker e Louise Jameson são parcialmente afetadas pela linha que o roteiro usa, porque em dado momento os vemos repetir jargões e falar linhas infantis, bobas e sem sentido… e vejam que algumas vezes esse tipo de diálogo ou declarações de ambos os personagens são cabíveis em um episódio, mas este não é o caso. Penso que se pelo menos as viagens temporais aqui não fossem tantas e não houvesse a confusão de parentesco e de quem está com quem em determinado período da história, tudo seria mais palatável.

Suburban Hell (Reino Unido, maio de 2015)
Direção: Nicholas Briggs
Roteiro: Alan Barnes
Elenco: Tom Baker, Louise Jameson, Annette Badland, Katy Wix, Alix Dunmore, Raymond Coulthard, David Ricardo-Pearce

The Cloisters of Terror

4X06

estrelas 3,5

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Equipe: 4º Doutor, Leela, K9
Espaço: Oxford, Inglaterra
Tempo: Anos 1970

Às vezes o Doutor está ligado a mais de um membro da família de alguém que conhecemos na série, e isso é provado nesse terror quase religioso que se passa em um Campus católico de uma escola em Oxford, Inglaterra. Emily Shaw, mãe de Liz, companion do 3º Doutor, é designada como reitora desse colégio e pouco tempo depois de entrar em conflito com uma das irmãs por conta de uma garota desaparecida, conhece essa quarta versão do Doutor, a quem é devidamente apresentada.

A atriz Rowena Cooper faz um excelente trabalho como Emily, e serve como voz central de um drama que há muito tempo parece se repetir entre as velhas paredes do colégio, gerando, como era de se esperar, lendas urbanas, como o fato de que se alguém visse as três freiras (que com o passar do tempo viraram fantasmas temidos do local) essa pessoa estaria condenada à morte. Há alguma conveniência na chegada do Doutor ao Campus, mas isso é facilmente digerido pelo espectador. Leela tem um papel menos ativo, mas não menos importante nessa história, destacando-se de verdade apenas no final, quando serve de link entre o Time Lord, a Sra. Shaw e o vilão da vez (lembra um pouco o contato de Romana com os Laan).

Gostei muito da participação da mãe de Liz e torço para que ela ganhe espaço no futuro da BF, até onde isso for possível. De alguma forma, pela sua honestidade, idade (talvez mais velha, mas a impressão permanece), a Sra. Shaw me lembrou Evelyn, a maravilhosa companion do 6º Doutor nos áudios. A despedida entre os viajantes e a Sra. Shaw é calorosa e nos deixa um cenário renovado, com a ameaça das freiras-fantasmas definitivamente fora de questão. Até a UNIT é citada, mas foi bom não ver o trabalho em duas frentes. A “cena à distância” funcionou muito melhor que o real encontro.

The Cloisters of Terror (Reino Unido, junho de 2015)
Direção: Nicholas Briggs
Roteiro: Jonathan Morris
Elenco: Tom Baker, Louise Jameson, Rowena Cooper, Richenda Carey, Claudia Grant, Allison McKenzie, Jane Slavin

The Fate of Krelos / Return to Telos

4X07 e 8

estrelas 4,5

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Equipe: 4º Doutor, Leela, K9 / 2º Doutor, Jamie
Espaço: Planetas Telos e Krelos
Tempo: Século 25

Esta temporada das aventuras do 4º Doutor termina de forma épica, em uma maravilhosa aventura contra os Cybermen. Como são dois episódios em continuidade, sempre é bom ficar atento em como a história é desenrolada nas duas fases, mas Nicholas Briggs mata a pau isso, perdendo um pouquinho a mão apenas no meio da segunda parte. A trama começa com o Doutor e Leela no planeta Krelos, indo pescar. É engraçado como uma atividade tão mundana pode dar início a um jornada com viagens no tempo, quase-encontro com seu “outro eu” e limpeza de memória dos últimos acontecimentos.

K9 está nada menos que glorioso nesse arco. Em alguns episódios da TV tivemos o cão-robô bem aproveitado, mas aqui, o roteiro valoriza cada bom aspecto do personagem, fazendo com que seja aos poucos dominado por um Cybermat (há uma grande similaridade do que acontece com K9 aqui e o que se passou com ele em The Time Vampire) e desobedeça às ordens do Doutor, chocando o Time Lord e Leela. Algumas pistas dadas na primeira parte servirão de plano de fundo para a segunda, como o fato de K9 mudar o template da TARDIS para o que era usado na era do 2º Doutor e em seguida estamos no mesmo cenário de um dos melhores episódios já feitos com os esses vilões em cena: The Tomb of the Cybermen.

É em Return to Telos que temos um pouco de exagero, ou melhor, de confusão desnecessária (mais ou menos na linha de Suburban Hell) envolvendo viagens no tempo e localização deste ou daquele personagem em um espaço diferente. Eu queria MUITO que o 4º Doutor se encontrasse com o 2º, mas não vejo muitas brechas fora do episódio onde isto de fato poderia ter acontecido. Por este motivo dá para entender a linha que o texto usa. Mas a colocação de K9 na “tumba”, os momentos com Jamie e o apagar da memória são pontos de menor peso, que, apesar de existirem, não atrapalham nada do que veio antes, tornando essa dupla uma excelente forma de terminar a temporada.

The Fate of Krelos / Return to Telos (Reino Unido, julho de agosto de 2015)
Direção: Nicholas Briggs
Roteiro: Nicholas Briggs
Elenco: Tom Baker, Louise Jameson, John Leeson, Frazer Hines, Michael Cochrane, Bernard Holley, Veronica Roberts, Nicholas Briggs

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Serpent Crest: Tsar Wars

estrelas 3,5

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Mais uma série se inicia, agora tendo o Serpent Crest como mote, o símbolo dos Skishtari (cobras de ouro com olhos vermelhos, uma das raças mais horrendas e diabólicas do Cosmos), que na verdade é um Ouroboros — conceito representado pelo símbolo de uma serpente ou um dragão, que morde a própria cauda.

Por falar de viagem no tempo através de buracos de minhoca, trazer boas descrições do Robotov Empire, suas Luas, noções de arquitetura, etc., o espectador é rapidamente puxado para dentro da história, mas não deixa de sentir (bastante, até!) a ausência injustificada de Mike, que deveria estar no início dessa fase, pois já se encontrara com o Doutor na saga anterior, Ninho de Vespas e Questão do Demônio. Uma pena que não tenham feito o arco inteiro com ele.

Serpent Crest: The Broken Crown

estrelas 3,5

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Hexford, Inglaterra, 1861. Um lugar supersticioso. Um lugar onde o Doutor e Mrs. Wibbsey deveriam estar. Mas não naquele tempo. Existe uma linha religiosa sempre interessante abordada no roteiro, que se mistura com a procura de um Dragão (o Doutor se relacionando com esse tipo de aventura é hilário e ao mesmo tempo nos passa algum medo) e com o fato de Mrs. Wibbsey ser uma mulher fora do tempo. Esse elemento de identidade já se torna repetitivo nas aventuras ao lado de Mrs. Wibbsey, embora não diminua, de fato, a trama, porque temos muitas coisas interessantes acontecendo e impasses para considerar no decorrer da narrativa.

Serpent Crest: Aladdin Time

estrelas 4

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Uma aventura mágica, com raízes nos contos das Mil e Uma Noites, onde os nossos heróis estão presos dentro de um ovo Skishtari, que o Doutor define como um mundo “projetado”, uma quinta dimensão hiper realista criada por um elo psíquico encontrado pelas serpentes. Eles conhecem ali um garoto que afirma ser Aladdin e está procurando sua lâmpada mágica. Esse ambiente nos faz lembrar bastante aventura do Doutor na Terra da Ficção, especialmente a visita do 10º Doutor e Martha ao lugar, em O Mistério da Cabana Assombrada. Obstáculos espalhados por cômodos e a aparição de objetos exóticos são algumas das coisas que o Doutor e seus companions enfrentam nessa trama, seguindo um caminho que os separará e os forçará a fazer alianças nada simpáticas.

LUIZ SANTIAGO. . . .Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.