Crítica | Batman: Assalto em Arkham

estrelas 4

Ok, Marvel. Você pode ter o universo mais amarrado do cinema, as maiores bilheterias e produzir os mais bem sucedidos blockbusters, mas a DC ainda se mantém invicta no pódio das melhores animações.

Este é o caso do mais novo longa-metragem animado produzido pela DC Entertainment em parceria com a Warner Bros. Animation. Batman: Assalto em Arkham narra o desenrolar da missão dada ao Esquadrão Suicida a mando da mentora Amanda Waller. O Esquadrão, já bem conhecido dentro do universo DC, consiste em um grupo de criminosos de alto grau que realiza missões de risco em troca da liberdade ou da diminuição da pena.

A gangue composta por Arlequina, Pistoleiro, Capitão Bumerangue, Tubarão Rei, Nevasca e Aranha Negra fica, portanto, incumbida por invadir o Asilo Arkham em sigilo e recuperar um HD com informações confidenciais sobre Waller e o Esquadrão, alocado no cajado do Charada, que ameaçou levar as informações a público e prejudicar o sigilo das operações realizadas pelo Esquadrão Suicida. A missão poderia ter transcorrido sem muitos transtornos, já que Batman estaria afastado cuidando de outros problemas. O que ninguém poderia prever era que o Coringa iria fugir de sua cela de segurança máxima, reuniria os vilões de maior potencial e instauraria o caos em Arkham, ameaçando a segurança do instituto com a posse de uma bomba.

Ao contrário de todas as animações recentes que vem sendo produzidas pela DC, Assalto em Arkham não está inserida no contexto dos Novos 52, mas configura no primeiro filme de animação centrado na Franquia Arkham, responsável pelos jogos de altíssima qualidade Batman: Arkham Asylum, Batman: Arkham City e o mais esperado lançamento de 2015, Batman: Arkham Knight. Desse modo, a trama se desenvolve no mesmo cenário visto nos jogos de videogame, o que ambienta o espectador a uma atmosfera já conhecida.

Com um plot onde os vilões dominam a maior parte de toda a cena, enquanto Batman fica no espaço de coadjuvante, o filme ousa em sair da zona de conforto e trazer ao público uma diferente ótica em relação à missão enfrentada. Assim, o espectador assiste o desencadeamento da história a partir da perspectiva dos criminosos e não do herói.

Qualidade gráfica invejável, bom roteiro e ótimas dublagens garantem que Batman: Assalto em Arkham seja, em resumo, uma animação competente. E como se já não bastasse, ainda homenageia boas produções anteriores com vários easter eggs ao longo do filme. Os amantes das produções de Burton e de Nolan, também se sentirão em casa e não deixarão as referências passarem despercebidas.


Batman: Assalto em Arkham (Batman: Assault on Arkham, EUA – 2014)
Direção: Jay Oliva, Ethan Spaulding.
Roteiro: Heath Corson.
Elenco: Kevin Conroy, Neal McDonough, Hynden Walch, Matthew Gray Gubler, Troy Baker, Eric Bauza, Chris Cox, John DiMaggio, Greg Ellis, Giancarlo Esposito, Jennifer Hale, Martin Jarvis.
Duração: 75 min.

FILIPE MONTEIRO . . . O exército vermelho no War, os indianos em Age of Empires, Lannister de Rochedo Casterly. Entrou em órbita terrestre antes que a Estrela da Morte fosse destruída, passou pela Alameda dos Anjos, pernoitou em Azkaban, ajudou a combater o crime em Gotham e andam dizendo por aí que construiu Woodburry. Em uma realidade alternativa, é graduando em Jornalismo, estuda Narrativas e Cultura Popular, gosta de cerveja e tempera coentro com comida.