Crítica | Batman, Detective Comics e O Cavaleiro das Trevas #4 – Novos 52

Essa edição traz uma mensagem in memoriam a Joe Kubert, falecido aos 85 anos no dia 12/08/2012. Um dos maiores artistas da Era de Ouro dos quadrinhos, Kubert, de origem polonesa, estreou oficialmente nos anos 1940, na Leading Comics #8. A mensagem da Panini ao artista é muito bonita e informativa. Um belo gesto. E reiteramos os votos do editorial: descanse em paz, Joe.
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Batman # 4
Roteiro: Scott Snyder
Arte: Greg Capullo
Arte Final: Jonathan Glapion
Cotação: 4,5/5

Batman está vivendo um mês difícil e cheio de idas e vindas. Depois de duas tentativas de assassinato, o Morcego passa a investigar incansavelmente a Corte das Corujas, cuja “novela” parece não ter fim. Na edição passada, as provas de sua existência eram incontestáveis, e nos parecia que o principal vigilante de Gotham se dera por vencido e admitido o grupo. Mas eis que Scott Snyder nos reservou algumas surpresas, pequenas migalhas dramáticas que estão sendo jogadas em cada revista, todas aparecendo como num jogo de gato e rato com o próprio leitor.

Na verdade, o roteiro de Batman tem sido o seu ponto mais forte – e olhem que a arte de Greg Capullo e a finalização de Jonathan Glapion são muito boas! –, uma cadeia de pistas que ainda não sabemos se são verdadeiras ou falsas, ou se ao menos dizem algum coisa. O exemplo máximo temos nessa própria edição, quando Wayne conta para Dick Grayson o por quê da sua convicção sobre a inexistência da Corte. Ao final de um cansativo trabalho de detetive, um Bruce Wayne criança quase morre ao tentar encontrar o esconderijo dos prováveis assassinos de seus pais. Mas não havia nada lá. A dualidade com o presente é oportuna: será que não há nada atrás de toda essa cadeia de acontecimentos? Será que se trata de uma gangue nova que só usou dos motivos de uma antiga lenda urbana? Ou será que existe realmente alguma coisa? O leitor fica dividido entre as evidências e a opinião de Bruce, triunfo merecido de um bom roteiro: fazer o leitor pensar.

Algumas especulações se levantam aqui. No labirinto das Corujas (ou de quem quer que seja), Batman encara seus inimigos do momento, um encontro marcado às pressas, em meio à investigação sobre a morte de seu bisavô, Alan Wayne. Um cerco se fecha e a coisa não parece muito boa ou em vias de ser solucionada tão cedo…

Em tempo: o flashback que nos traz a investigação realizada por Bruce Wayne ainda criança é tão bem escrito e desenhado que me espantou. Sinceramente, não esperava nada daquilo, especialmente a revelação de uma personalidade raivosa do pequeno Wayne. Realmente impressionante!

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Detective Comics # 4
Roteiro: Tony Salvador Daniel
Arte: Tony Salvador Daniel
Arte Final: Sandu Florea
Cotação: 4,5/5

Experimentando modelos narrativos a cada nova edição, Tony Salvador Daniel encerra essa quinta história do Criador das Bonecas com um quê de “final”, recurso muito difícil de se conseguir quando se trata de uma série em andamento. O mais notável desse feito é que a história se apresentou como única para eventuais leitores perdidos que chegaram por acaso à revista (acreditem, existem esses), e se mostrou em outro molde narrativo para os leitores que acompanham a história. Nos dois casos, a escolha foi bem sucedida.

Não desprezando as cenas de ação, mas partindo para uma construção mais “burocrática” do enredo, Salvador Daniel esconde o Coringa na manga e lança uma série de caminhos para serem percorridos nas próximas edições. Podemos dizer que existem dois focos evidentes na história: a investigação ao Batman e todo o mundo em volta dele, e a história principal, a investigação do Batman ao Criador das Bonecas. A crueza dos acontecimentos e a excelente arte de Salvador Daniel, com sombria e assustadora arte-final de Sandu Florea fazem dessa edição, em par com Batman, as pérolas das histórias do Morcegão nos Novos 52.

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Batman – O Cavaleiro das Trevas # 4
Roteiro: Paul Jenkins, David Finch
Arte: David Finch
Arte Final: Richard Friend
Cotação: 1,5/5

A dupla Jenkins e Finch tenta, mas O Cavaleiro das Trevas continua uma revista sem sentido.

No mês passado comprei um lançamento da Panini chamado Especial Batman – O Cavaleiro das Trevas, que reúne o arco da história de Dawn Golden, com direito a satanismo e tudo o mais. No meio da caótica e péssima história (escrita por David Finch), havia a citação de uma louca substância, que nesse caso, estava sendo usada pelo Crocodilo. Ficou clara para mim a ideia de Finch querer dar continuidade a essa trama sem pé nem cabeça, e para nossa tristeza, ele escolheu o Batman dos Novos 52 para isso.

Todavia, o que mais me incomoda nesses roteiros de O Cavaleiro das Trevas, é o aparecimento inadvertido de outras personagens do Universo DC! Hera Venenosa, Flash, Mulher-Maravilha e agora Espantalho… É como se os autores buscassem uma compensação para a fossa abissal para a qual estão levando essa revista. Sinceramente, é a única história que mais preguiça me dá de ler, porque já perdi as esperanças de que as coisas irão mudar no enredo. A única coisa que tem melhorado a cada edição é a arte, que nessa quarta revista apresenta momentos muito legais, mas também para por aí.

Por que não trocam os roteiristas desse negócio?

LUIZ SANTIAGO. . . .Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.