Crítica | Batman: Mestre do Futuro

estrelas 3,5

Em tempos extraordinários, precisamos de ajuda extraordinária. Precisamos dele!

Jim Gordon

Este é mais um retorno do Morcegão à era vitoriana, digo, é na verdade uma sequência do elseworld Gotham City 1889. Com certo sucesso na história anterior, a DC Comics investiu numa continuação, com Brian Augustyn retornando para o cargo de escritor.

Resumidamente, o mundo está entrando para o século XX, novas ideais, a evolução tecnológica, industrial e bem, Gotham precisava avançar também.

Aqui, nesta era, após suas aventuras em Gotham City 1889, Bruce Wayne, o jovem mais rico de Gotham, parece ter finalmente encontrado o que procurava. Uma bela moça apaixonada por ele e certa paz. Tais dias felizes chegam ao fim quando um novo vilão surge com o objetivo de destruir a feira tecnológica da qual o prefeito da cidade investe há meses.

Levando novamente para uma temática steampunk, como outrora, Augustyn nos mostra o retorno deste Cavaleiro das Trevas para mais uma vez salvar Gotham e perceber que o que tanto procurava estava a alguns palmos abaixo de sua mansão (a Batcaverna, a roupa e tudo com “Bat” antes).

batman-mestre-futuroNo todo, é uma história com tudo para dar certo, mas com poucas surpresas. É mostrado como os personagens, de diferentes cantos da história, reagem à figura do Homem Morcego, o quão ele é necessário para a proteção da cidade e o quanto certas pessoas se preocupam, como no caso de seu fiel mordomo Alfred.

Focando-se bem em Batman e seu alter-ego, Augustyn consegue prender o leitor na história, que é boa, mas previsível em quase todo o momento.

O artista, desta vez, é o falecido Eduardo Barreto que já trabalhou em outro conto do morcegão que mistura elementos do universo de Superman, o Morcego de Aço. Sua arte é espetacular, os detalhes e as feições são muito bem desenhadas e a colorização de Steve Oliff encanta. Ótima dupla artística.

No geral, uma continuação pouco melhor, mas que, com certeza, poderia agregar grandes surpresas para uma futura continuação.

Batman: Mestre do Futuro (Batman: Master of Future, EUA, 1991 )
Roteiro: Brian Augustyn
Arte: Eduardo Barreto
Cor: Steve Oliff
Editora: DC Comics
Editora no Brasil: Abril Jovem
Páginas: 64

ERIK BLAZ. . . .Tudo começou quando o meu pai Odin me baniu de Asgard para Midgard... Então eu fui mordido por um vampiro, quando me atacaram com kriptonita e para piorar a situação, vendi minha alma para Malebolgia (em troca de algumas HQs), enquanto meus dons mutantes de controlar o clima surgem pouco antes de ser o escolhido para portar um anel energético e obter a Equação Anti-Vida e assim, salvar todo o multiverso! Mas também possuo uma paixão pela Arte em suas mais diferentes formas e gêneros...Desenho, Pintura, Gravura, Montagens, Teatro... E claro, um louco por histórias em quadrinho e filmes antigos, sem falar na arte de comer muito e dormir pra caramba :'D