Crítica | Batman & Robin e Asa Noturna # 2 – Novos 52

Essas duas edições fazem parte da revista A Sombra do Batman de julho/2012, publicada aqui no Brasil pela Panini. Elas integram o universo dos Novos 52 da DC.

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Batman & Robin #2

Roteiro: Peter Tomasi
Arte: Patrick Gleason
Arte final: Mick Gray
Cotação: 4/5

Sangue Ruim. Este é o título da segunda edição de Batman & Robin, onde temos um foco mais específico na “origem” do garoto num competente trabalho temporal de Peter J. Tomasi. Pelo menos a partir desse momento, temos uma possível (mas não totalmente convincente) explicação para que Damian Wayne seja tão pentelho, metido a adulto, respondão, e um lutador anos-luz à frente de qualquer outro de sua idade ou até mais velho, se brincar. Mas convenhamos que não era de se esperar outra coisa… o menino é filho do Batman e neto de Ra’s Al Ghul!

A relação entre Bruce, Damian e Alfred é o foco da revista, e isso é trabalhado de maneira incrível por Tomasi. É bom vermos um temeroso Bruce observar cada movimento de seu filho, acompanhá-lo de perto para poder trabalhar o seu instinto assassino – para mim, mesmo ele tendo recebido um treinamento extremamente rigoroso, ainda parece artificial um garoto de dez anos agir daquela maneira, mas… –. Alfred também aparece com um papel importante na conturbada relação entre os dois vigilantes.

Nas últimas páginas, há uma leve queda de qualidade dada tanto pela mudança brusca na abordagem quanto pela pressa e confusão do que é apresentado. Numa elipse temporal compreensível, mas mal escolhida, Bruce Wayne aparece adquirindo um cão dinamarquês. É quando conhece um homem chamado Morgan, provavelmente a persona civil daquele vilão que se identificou como “Ninguém” para um dos representantes da iniciativa Batman Incorporated na Rússia. O diálogo entre Bruce e Morgan é absurdamente confuso. Mesmo eu, que acompanhei os principais acontecimentos da cronologia do Morcegão, achei estranho aparecer o nome de Ducard e referências soltas aos acontecimentos já apresentados no início desse arco. Espero que na próxima edição o roteirista não descambe para esse lado, senão a coisa vai ficar complicada…

Sobre a arte de Patrick Gleason e Mick Gray, todos os méritos são merecidos. Boas representações das cenas de pancadaria e excelentes desenhos de expressões faciais e ambientes marcam a revista, que ainda conta com uma ótima coloração. A edição é realmente boa, mas apresenta falhas que negam a ideia de “reformulação”, porque um leitor que não conhece algumas histórias anteriores jamais se encontraria nas últimas páginas. Vamos torcer para que isso não se torne um mote da revista.

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Asa Noturna #2

Roteiro: Kyle Higgins
Arte: Eddy Barrows
Arte final: JP Mayer
Cotação: 4/5

Os habitantes de Gotham parecem ser torturados por memórias trágicas. Morte em família, morte de amigos, tragédias públicas… muitos eventos contribuíram para que essa cidade fosse uma fonte de dor. Nessa segunda edição de Asa Noturna, temos um Dick Grayson frente a frente com as sombras de seu passado trágico. A presença do circo Haley na cidade não traz apenas seus amigos de volta, mas também um mistério já plantado na edição passada. O vilão Saiko (curiosamente, um membro da Corte das Corujas, que deu o que falar em Batman #2) se apresenta e protagoniza maravilhosas cenas de luta com o ex-Robin, que estranhamente é acusado pelo vilão de ser “o maior assassino de Gotham”.

A edição é boa, com uma dinâmica narrativa ágil (a história se passa em Gotham e Atlantic City) e uma arte maravilhosa. Pena que o final seja mais emotivo e menos poderoso que o da edição passada, mas não é ruim. Ao menos há um gancho de mistério que nos faz perguntar: o que há por baixo da lona do circo Haley? Agora é esperar para ver.

LUIZ SANTIAGO. . . .Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.