Crítica | Caminho da Perdição (Action Comics #957 – 962: Renascimento)

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estrelas 4

Leiam aqui as nossas críticas do Universo DC: Renascimento.

Assim como a retomada de contagem para outra histórica revista para a DC nesse Universo de Renascimento, a Detective Comics, o resultado desse retorno da Action Comics foi bastante positivo. Empolgante. Quase fascinante, eu diria. Pela forma como as coisas vão se construindo aqui, quase dá para enxergar com outros olhos a one-shot do Superman e sua introdução nessa nova fase. Mas o arco Path of Doom traz mais coisas para nos fazer pensar. E é nesse cenário de pequenas confusões, perguntas e algumas apostas que está a graça da revista. Por este ângulo, podemos dizer que o roteirista Dan Jurgens fez um pequenino milagre.

Percebam que escrever uma história com um Clark Kent sem poderes, um Superman Lex Luthor (ou, como Jon chama, SuperLex), um Superman Pré-Flashpoint, uma Mulher Maravilha, uma Lois Lane Pré-Flashpoint e um ~misterioso~ Mr. Oz (vamos fingir que a gente não sabe quem ele realmente é) não é algo fácil. Mas mesmo com toda a salada de gente antiga e gente nova, ou em novos uniformes, o leitor entende bem o andamento e percebe que as respostas imediatas não são a melhor coisa que ele poderia almejar. As dúvida sobre certas posturas ou funções de alguns personagens, até este momento, são essenciais para fazer o arco andar.

Exceto pela arte de Patrick Zircher nas duas primeiras edições, todo o trabalho visual restante é excelente, especialmente os dois números desenhados por Tyler Kirkham, o melhor artista dentre os contratados. É sob sua arte que o roteiro começa a cativar o leitor e todas as construções psicológicas fazem sentido, nos dizem um pouco sobre cada um. O grande destaque dentre as novidade é, obviamente, o pequeno Jon Kent, que serve não só para a adição do “fator fofura” na história, mas para avançar todo o enredo familiar e de relações fraternas a partir de seu pai e sua mãe. Na reta final, é impossível não se empolgar com o garoto vibrando pelo pai e impressionado com tudo, agindo coerentemente como criança, o que prova que Jurgens sabe dar nuances para diferentes personagens com bastante facilidade.

A luta contra Apocalipse chega a impressionar mesmo os “velhos leitores”. Esqueçam batalhas vencidas facilmente ou um por Deus Ex Machina qualquer. A este ponto do cânone e das vezes em que vimos o Superman lutando contra o vilão, é espantoso o frescor que a luta deste arco tem e a forma como o texto vai intercalando todas as perguntas, os pequenos dramas e as “figas” de Mr. Oz ao longo do caminho, até o desfecho mais que satisfatório para o vilão (e bastante promissor — ou, talvez, amedrontador, se lembramos o que um certo Oz… fez com uma certa grande besta, em uma certa ocasião).

Apesar de algumas dificuldades para estabelecer o drama nas duas primeiras revistas, e também por não ser ajudado pela arte de Zircher neste começo, Caminho Para a Perdição consegue crescer e ganhar qualidade, a ponto de tirar o nosso fôlego. Uma muitíssimo bem-vinda retomada da Action Comics e uma grande promessa para a confusa e ótima “fauna heroica de Metropolis” desses novos tempos. Eis aqui um título que vale acompanhar.

Caminho da Perdição (Action Comics #957 – 962: Renascimento) / Path of Doom: Rebirth (EUA, 2016)
Roteiro: Dan Jurgens
Arte: Patrick Zircher (#957, 958), Tyler Kirkham (#959, 960), Stephen Segovia (#961, 962)
Arte-final: Patrick Zircher (#957, 958), Tyler Kirkham (#959, 960), Art Thibert (#961, 962)
Cores: Tomeu Morey (#957), Ulises Arreola (#958, 960, 962), Arif Prianto (#959), Arif Prianto (#961)
Letras: Rob Leigh
24 páginas (cada edição)

LUIZ SANTIAGO. . . .Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.