Crítica | Capitão América 2: O Soldado Invernal

estrelas 4

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Desde o início desse grandioso projeto, a Marvel Studios, até então um estúdio independente, sabia do enorme risco e potencial que possuía em mãos; retratar nos cinemas seus principais heróis e de quebra, colocá-los pertencendo a um mesmo universo. Desafio feito, desafio cumprido e com louvor. O Universo Cinematográfico Marvel, como é chamado, dividiu os filmes em fases, sendo que a primeira se encerrou em Os Vingadores e encontramo-nos, agora, na segunda fase que começou em Homem de Ferro 3 e vai até Vingadores: Era de Ultron.

Fato é que o Capitão América não teve muito tempo de se acostumar a sua nova realidade em Os Vingadores, pois após ser recrutado por Nick Fury passou boa parte do tempo lutando contra o Loki e prevenindo Nova Iorque de ser destruída. Mas, o principal ali foi nos mostrar que ele é um líder nato e nos convencer disso. Afinal, ele é o primeiro Vingador.

Agora, passado os eventos do outro filme, Steve está tendo mais tempo para se acostumar a viver nesse século e tudo o que ele engloba menos interações sociais, tendo em vista que a maioria de seus amigos já morreu ou não está em condições de festejar, o que faz com que ele se sinta um tanto deslocado. Para não precisar ficar pensando muito nisso ele passa a focar mais em suas missões na SHIELD, porém, quando a Viúva Negra põe uma missão em risco por conta de ordens secretas dadas a ela por Nick Fury, Steve vai confrontá-lo e descobre sobre o projeto Insight, no qual porta-aviões carregados de armamentos estão a postos apontados para possíveis alvos, antes que eles sequer apresentem qualquer ameaça. Obviamente, Rogers é contra e deixa claro seu posicionamento perante Fury.

O pen drive que a Natasha usou para roubar dados durante a missão é entregue ao Fury, mas ele não consegue decodificar a mensagem, nem com seu alto nível dentro da SHIELD. Intrigado e bastante desconfiado, ele deixa o Triskelion para procurar respostas em outro lugar, mas acaba sofrendo um atentado que o deixa bastante debilitado. Steve é o último que consegue conversar com ele e Fury lhe diz para não confiar em ninguém. Ao ser interrogado por Alexander Pierce (Robert Redford), secretário e membro do World Security Counsel, Steve informa que não sabe nada sobre o atentado, mas não é o bastante para convencer Pierce que agora no comando da SHIELD, declara que Steve e Natasha são pessoas de interesse no caso do Fury e devem ser detidos. Com a SHIELD comprometida, resta aos dois unirem forças para esclarecer os fatos e descobrir o verdadeiro culpado de tudo, e por esse inimigo, eles não esperavam.

Se você leu o quadrinho de mesmo título preciso lhe informar que não, a história não é igual. O que não poderia acontecer ou teriam que trazer o Caveira Vermelha de volta à vida e a intenção nunca foi essa. Ainda assim, fizeram um belíssimo trabalho e creio que essa trama que também conta com o Soldado Invernal não irá decepcionar. Graças as aparições em outros filmes, o personagem do Capitão América, como outros, consegue fluir melhor em cena, pois não há mais aquela necessidade outrora de apresentá-los ao espectador. Chris Evans continua desempenhando um ótimo papel e parece mais a vontade em interpretá-lo, não tão raso como anteriormente. Dessa forma, ele consegue mostrar mais do caráter do personagem não só como o Capitão, mas também como Steve Rogers. Sua parceira em cena, Scarlett Johansson, deixou de lado aquela Viúva Negra introspectiva para dar lugar a uma mulher que é sim forte, determinada, esperta, mas que é um tanto insegura em relação ao seu passado e como isso afeta suas relações e consequentemente, sua vida. Quando juntos, os personagens possuem uma cumplicidade tão grande que certamente irá conquistar o espectador, principalmente com todas as tentativas da Natasha, mesmo durante as lutas, de arranjar pretendentes para o Steve. Personagens como o Falcão de Anthony Mackie e o Pierce de Robert Redford são agradáveis, mas não se destacam como deveriam. E o Soldado Invernal, interpretado por Sebastian Stan, acaba não tendo a mesma importância que a trama principal e ficando para segundo plano, deixando sua marca somente no título do filme.

Capitão América 2: O Soldado Invernal se tornou um dos melhores filmes feitos pela Marvel, na mesma linha de Os Vingadores e sua bilheteria nos EUA já superou a do seu colega de equipe Thor 2. E como se tornou costumeiro nos filmes da Marvel, não saia logo que o filme terminar pois perderá importantes cenas extras que irão criar ligações bem interessantes com os próximos filmes.

  • Crítica originalmente publicada em 28 de julho de 2014.

Capitão América 2: O Soldado Invernal (Captain America: The Winter Soldier) – EUA, 2014
Direção: Anthony Russo, Joe Russo (Irmãos Russo)
Roteiro: Christopher Markus e Stephen McFeely
Elenco: Chris Evans, Samuel L. Jackson, Scarlett Johansson, Sebastian Stan, Robert Redford, Anthony Mackie, Cobie Smulders, Frank Grillo, Maximiliano Hernández, Emily Van Camp, Hayley Atwell, Toby Jones, Stan Lee
Duração: 136 min.

MELISSA ANDRADE . . . Uma pessoa curiosa que possui incontáveis pequenos conhecimentos desde literatura a filmes a reality shows a futebol alemão e está sempre disposta a aprender muito mais. Por isso sou Jornalista por experiência e vocação. Fotógrafa Profissional com muita paixão e um olhar apurado e Roteirista frustrada e uma Crítica de Cinema em ascensão.