Crítica | Como é Bom Se Divertir

Come along, lend an ear, see it for yourself
Meet a guy who’s got a song, troubles are on the shelf
He’s so happy all the livelong day, livin’ life the simple way
Knowin’ it’s the only way to be: just full of fun, full of fun and fancy-free

Quarta produção a adotar o formato dos filmes “pacote”, Fun and Fancy Free (lançado no Brasil originalmente sob o título de Bongo, posteriormente chamado de Como é Bom Se Divertir em todos os lançamentos para home video) é, assim como seus antecessores Alô, Amigos,  Você Já Foi à Bahia? e Música Maestro!, mais uma entrada interessantíssima para se analisar como parte da história dos estúdios da Walt Disney Productions. O filme funciona como uma documentação viva do fascinante encontro de opostos entre o conhecido perfeccionismo das equipes lideradas por Walt Disney e as restrições orçamentárias e mercadológicas dos pedregosos anos 1940.

É seguindo uma curiosa filosofia do não-desperdício que a produção chega aos cinemas como um assumido recorta-e-cola de materiais que se encontravam já há anos parados nas mesas de desenho e estúdios de gravação da empresa, tentando espremer uma inusitada unidade entre dois projetos que pouco tinham de comum entre si. Ambos segmentos, inclusive, haviam sido inicialmente planejados como longa-metragens por si sós, agora reduzidos aqui a menos da metade de sua extensão original. Embora esse pano de fundo não pareça exatamente promissor, por sorte podemos dizer que os méritos da produção ultrapassam com folga suas limitações e que, tomado a partir de sua proposta, Como é Bom se Divertir consegue ter mais sucesso do que seus companheitos de formato em trazer a magia dos longas animados do estúdio.

É curioso constatar que, a começar pelo próprio título (talvez de forma mais sutil em nossa tradução, mas bastante explícita no original inglês, algo como “Divertido e Sem Firulas”), a película traz muito bem internalizada uma autoconsciência tanto de suas limitações enquanto pseudo-longa-metragem, quanto de seu papel no contexto histórico do pós-guerra, na forma de uma justificativa que serve ao mesmo tempo como pedido antecipado de desculpas ao espectador mais exigente e/ou como um convite para compreender a obra como um conjunto levado ao cinema com o único propósito de trazer alegria despreocupada em tempos incertos e deprimentes, dispensando-se de retomar o movimento de criação genial com que o estúdio conseguiu embalar seus primeiros anos revolucionários de produção.

Complementando a proposta, a sequência inicial traz, retornando do enorme sucesso de Pinóquio, o carismático Grilo Falante (Cliff Edwards / Carlos Marques) em uma canção sobre aproveitar o momento e se divertir sem preocupações. Na breve sequência de enquadramento que se segue, vemos o Grilo abrindo um jornal cheio de notícias trevosas e denunciando a tendência das pessoas em pensar que o mundo está prestes a acabar (“O mundo está acabando desde 1903… a.C., é claro!”). Trata-se de um momento bastante interessante, pensado no contexto de um estúdio que viu sua visionária produção ser abruptamente interrompida e posta em suspenso (logo após a obra-prima Fantasia, de todas as coisas!) em favor de produzir materiais inclinados aos interesses patrióticos das forças armadas norte-americanas. A sequência musical traz ainda um exemplo da filosofia do não-desperdício de que falávamos: a canção I’m a Happy-go-Lucky Fellow, da letra da qual inclusive provém o título original do filme, na verdade fora originalmente escrita e gravada para Pinóquio, quase dez anos antes!

Fora este interessante momento inicial, as sequências de enquadramento em geral fazem bem pouco sentido. Introduzindo a primeira metade do filme, Bongo, temos o Grilo na tentativa de ajudar uma boneca chateada e um urso de pelúcia desacreditado da vida a retomarem um pouco de seu ânimo. Bem, pelo jeito ajudar bonecos a lidarem com seus desafios pessoais e eventuais problemas psicológicos é a especialidade da misteriosa criatura – pontos para a coesão interna do estúdio! Para tanto ele faz uso de um disco de vinil com a história de Bongo, narrado pela cantora e celebridade da época Dinah Shore, que anteriormente fora responsável pelo visualmente poético segmento Two Silhouettes de Música, Maestro!, e que agora não apenas interpreta as canções do segmento destinado ao urso de circo fugitivo, mas também atua como sua narradora.

Pobre Bongo! (Pelo menos lhe deram um pijaminha da hora…)

Bongo conta a história do titular urso de circo que, cansado da vida repetitiva de suas acrobacias e façanhas e dos maus tratos que sofre na mão de seus donos, atende ao chamado da selva e foge para a vida na natureza. Após curtir o êxtase inicial de sua liberdade, o ursinho logo se vê com dificuldades para se adaptar naquele que achou ser o seu lugar. Da habilidade básica de subir em árvores aos tenebrosos barulhos noturnos, nada de sua vida no circo o preparou para aquilo ali. O pior mesmo vem quando ele conhece a ursinha Lulubelle, por quem se apaixona mas que por não entender os complexos rituais de cortejamento dos ursos selvagens, acaba criando todo um rolo envolvendo o feroz Lumpjaw.

Trata-se de uma adaptação de um conto não-infantil de Sinclair Lewis, que originalmente tratava da relação entre natureza e civilização sob um ponto de vista mais satírico, que na releitura disneyiana passa a ser uma história mais otimista com ênfase em elementos ligados à adolescência e final da infância e com as inevitáveis questões de identidade que as acompanham. Ou seja, reeditando alguns dos temas já contidos em Dumbo e Bambi, com o projeto inclusive tendo sido originalmente planejado para se passar no mesmo circo do primeiro e trazer de volta alguns dos personagens de seu elenco de apoio, como as elefantes fofoqueiras.

Embora a inevitável poda sofrida pelo projeto na passagem ao formato de curta-metragem possa ainda ser sentida, em especial pela ausência de diálogos e pelo uso da narração como forma principal de exposição do enredo, o conto acaba funcionando bem no formato e divertindo com uma história simples acompanhada de ótimos números musicais. Em termos técnicos, temos uma animação bastante inspirada e bem realizada no nível dos detalhes e fluidez, ainda que com backgrounds mais simples – não estando propriamente ao nível do que fora mostrado em Bambi, também não fica nada aquém de Dumbo, o que é bastante aceitável para um curta. Embora comumente esquecido, Bongo traz não apenas o característico pareamento entre música e animação, mas – mais raro do que isso – muito do charme próprio das produções do estúdio, apresentando muito bem um conjunto de personagens carismáticos em um simples porém muito charmoso enredo.

A verdadeira estrela do filme, no entanto, não tem como não ser sua segunda metade, Mickey e o Pé de Feijão. Não que a desajeitada sequência de introdução prenuncie algo neste sentido, contando com uma bizarra festa para uma pessoa oferecida pelo famoso ventriloquo Edgar Bergen, acompanhado de seus fantoches Charlie McCarthy e Mortimer Snerd, para sua vizinha Luana Patten (todos interpretando eles mesmos – sim, inclusive os bonecos que têm até página no IMDb, fato um tanto perturbador). É estarrecedora a falta de noção da cena inicial do segmento, em que o artista deixa seus fantoches sentados no sofá e atua com um terrível “fantoche de mão” durante o que deve ser meio minuto mas que dura por uma pequena eternidade, dada a vergonha alheia que elicia.

É incompreensível o quão baixo parece o valor de produção destas sequências, ainda mais considerando que elas entremeiam-se de perto com o belíssimo curta. A impressão que temos é de que trata-se de algo realizado a toque de caixa, reunindo artistas “da casa” (Bergen era amigo pessoal de Disney e seus personagens Charlie e Mortimer inclusive fizeram cameos em alguns curtas de Mickey, enquanto que Patten estrelara o polêmico A Canção do Sul no ano anterior) em uma sequência que traz ares de improviso. Embora o texto tenha seus momentos e os personagens de Bergen sejam carismáticos, a atuação da garota é bem fraca e no geral a coisa acaba por se arrastar, sendo especialmente frustrantes as interrupções da animação em cortes tangenciais terríveis, tornados necessários para suprir as ausências de sequências inteiras do roteiro original da animação. E outra coisa – todo o ponto da ventriloquia não é justamente a ilusão de que a voz do boneco não vem do ventriloquo? Porque dá pra ver os lábios de Bergen se mexerem e gesticularem praticamente a cada palavra – e é sabido que o cara foi um dos grandes nomes da arte…

A situação também é utilizada criativamente para que, durante a narração de Bergen, tenhamos pequenas interferências piadescas por parte de Charlie, originando um despojado comentário comédico em tempo real para a animação, 40 anos antes do primeiro episódio de Mystery Science Theater 3000 ir ao ar. Trata-se de um resultado misto: enquanto que os comentários auto-satíricos por vezes funcionam, no geral trata-se mais de um distrativo que conflita com o todo do audiovisual da animação e que, ao fazê-lo, faz ressaltar o quão externa é a narração a toda a produção. Enquanto que em Bongo a narradora se inseriu de forma suave na narrativa, aqui fica bastante evidente que se trata de algo feito externamente à toda produção da animação, que certamente tinha o potencial de contar sua história por si mesma, sem qualquer narrador para além da breve sequência inicial que nos situa na história do Vale Feliz e do roubo de sua Harpa Cantante.

É o quê??

Por outro lado, a cena inicial com a tríade sagrada do estúdio por si só já é capaz de dar contexto a todas essas limitações iniciais, cativando o espectador em uma sequência divertidíssima. Temos aqui Mickey Mouse (Walt Disney / Luís Manuel) novamente aparecendo em um longa-metragem, após sua estreia no segmento O Aprendiz de Feiticeiro de Fantasia, acompanhado em tela pela primeira vez em um longa pelos companheiros de curtas Pato Donald (Clarence Nash / Cláudio Galvan) e Pateta (Pinto Colvig / Anderson Coutinho), cujas estreias nos features animados se dera em Alô, Amigos. 

A cena inicial com Mickey cortando fatias translúcidas de pão e dividindo um grão de feijão entre os três, todos com visuais abatidos e acabados pela fome e desespero com a miséria que se abateu sobre eles após o sumiço da harpa é simplesmente icônica, assim como o surto em que entra Donald repentinamente com seu sanduíche invisível de feijão, contrariando o narrador que naquele exato momento elogiava sua resiliência frente às dificuldades. Comédia de ouro, capaz de arrancar gargalhadas até de quem já viu a cena por inúmeras vezes, trata-se de um dos vários momentos do segmento que fazem lembrar o porque afinal de contas os curtas estrelados por essa turma imortal revolucionaram para sempre a animação.

O mesmo pode-se dizer do rápido número musical cantado por Pateta e Donald, uma paródia de Funiculì, Funiculà feita na mais pura expectativa de que Mickey voltaria para casa com comida após ir até a cidade para vender a vaca – garantia de gargalhada não só para crianças, mas para os adultos também. Toda a interação do trio ao longo da aventura é muito bem realizada, a animação cuidadosa de cada personagem oferecendo-nos os traços centrais de suas personalidades e contando muito por entre as esparsas trocas de diálogo. Justamente pela riqueza desses visuais a narração acaba parecendo um tanto supérflua, ainda que fosse inevitável por conta do corte de metragem.

Circula entre os fãs a anedota de que Walt Disney se empolgou ao ponto de gargalhar ao ouvir o pitch de sua equipe a respeito da versão em longa-metragem do conto de João e o Pé de Feijão estrelando seu camundongo de ouro. A empogação talvez se justifique pela visão que o conceito traz em incrementar e aperfeiçoar o conhecido conto utilizando-se dos personagens da casa de forma a proporcionar diversas cenas notáveis. Mickey já havia enfrentando gigantes antes: uma outra versão do mítico gigante que mora no topo do pé de feijão mágico no curta Giantland (1933), e outra variação no mais conhecido Brave Little Tailor (1938). O formato do longa-metragem, no entanto, trazia várias possibilidades de atualizar muito daquilo que funcionou nestes curtas clássicos, tanto em termos visuais quanto em termos de enredo, sendo que o estúdio se preocupava em investir em boas histórias envolvendo seu conhecido trio de personagens, que a essas alturas preocupantemente perdia algum espaço para os Looney Tunes da concorrente Warner Bros., em especial o próprio camundongo cujos curtas aparenemtente não tinham o mesmo retorno de seus companheiros.

Mesmo com a versão resumida que obtivemos, temos várias adições notáveis ao conhecido conto de fadas. No campo do enredo, temos o novo background do roubo da harpa que faz do gigante o verdadeiro vilão por detrás da miséria de “João”, o ódio que Donald tem de feijões após passarem pelo racionamento terrível dos grãos, a briga interna com Donald e Pateta a respeito de matar ou não sua única vaca leiteira que já não mais oferece leite (mediante o comportamento do pato a turma aparentemente decide-se vendê-la antes que acabem perdendo-na em um churrasco magro), assim como o bom uso das três personalidades diferentes nas sequências de exploração do castelo gigantesco (são várias as gags fantásticas envolvendo a brevíssima jornada).

Já no aspecto visual, destaca-se a belíssima cena em que os feijões derrubados no chão em um acesso de raiva de Donald acabam brotando por debaixo das fundações da casa, levando-a até o castelo enquanto nosso trio insuspeito dorme, dando origem a diversas gags hilárias e imaginativas, ao mesmo tempo em que dispensam o roteiro de explicar o porque diabos nossos aldeões famintos decidiriam por escalar a misteriosa planta. Os extras do DVD trazem o esboço de uma das várias cenas faltantes que infelizmente não chegaram ao filme: o momento em que Mickey efetivamente troca sua vaquinha magra pelos feijões mágicos. Em um twist hilário que infelizmente ficou de fora da versão final, descobrimos que o aldeão na verdade consegue ser sem noção ao ponto de simplesmente presentear Minnie com seu único bem, fato que é recompensado por ela – que é a rainha do lugar! – com os feijões mágicos, herança familiar da família real (!?).

Delírios causados pela inanição…

A animação belíssima conta bem sua história no ritmo tradicional de um longa-metragem, sendo que a narração destoa levemente ao tentar acelerar os fatos e costurá-los rapidamente, o que possivelmente nos deixa ainda mais curiosos a respeito do que poderia ter sido do projeto caso conseguisse seu acabamento inicialmente planejado como longa-metragem. Com tanto potencial visto em tela nos curtos minutos de sua duração, que contam com uma animação belíssima que não fica aquém dos primeiros grandes features do estúdio, o curta permanece uma bela obra de animação, ainda que transpareça a possibilidade de que tivesse sido ainda mais.

O personagem do Gigante Willie (Billy Gilbert / Paulo Flores) acaba sendo o menos trabalhado, mesmo para os níveis de um vilão da Disney do período, especialmente pelo fato de que se trata claramente de alguém que faz o mal de forma não-intencional. Talvez por conta disso o corte brusco do final, que termina em um fade-out bizarro de nossos heróis pousando no chão após cortar o pé de feijão, sugerindo uma queda de Willie para sua morte, acabe de alguma forma rapidamente revertido em uma gag em que o gigante aparece em Holywood, invadindo a bizarra festa de Bergen e seus fantoches horripilantes. Talvez o final repentino seja onde mais se nota a característica do curta em se tratar de uma adaptação de uma obra inacabada, mas mesmo isso não tira seus méritos como um excelente curta-metragem.

Após o lançamento nos cinemas, ambos os segmentos foram tradicionalmente reaproveitados, sendo pesadamente reeditados e normalmente incluidos separadamente em coletâneas diversas. Notadamente, as participações das celebridades da época foram trocadas (compreensívelmente, de um ponto de vista mercadológico tanto do custo quanto do apelo de tais figuras que nos anos 1960 já tão eram tão conhecidas assim!) por narrações de personagens da Disney (imagética mais duradoura e que cobram royalties certamente menores). Bongo ganhou uma versão narrada diretamente pelo Grilo Falante, substituindo Dinah Shore (ele teve que ouvir o disco inteiro de novo, já que dormiu enquanto o curta passava nesse filme, curiosamentes assim como Charlie brinca ao final do segundo segmento de que teria sido mais fácil tomar um sonífero), enquanto que Mickey e o Pé de Feijão recebeu mais de um tratamento do tipo, o mais difundido sendo aquele narrado pelo Professor Ludovico. Embora tais versões amenizem o efeito “colcha de retalhos” que o formato original da película traz, é ao custo de justamente perder um pouco do que este filme tem de mais especial, que é seu contexto histórico específico. Neste sentido, mesmo com o absoluto horror das cenas de ventriloquismo, acredito que esta seja a forma preferencial de se assistir aos dois curtas.

Como é Bom se Divertir é o início do fim para a era dos “filmes pacote”, um aquecimento dos estúdios Disney para voltar a trabalhar efetivamente com enredos de maior duração, dando fechamento a dois projetos em aberto que se arrastaram para além da boa medida ao longo da guerra, que conseguiram encontrar aqui um acabamento digno, ainda que abaixo do potencial que poderiam ter caso tivessem conseguido sair separadamente como longas. De especial interesse para aqueles que se interessam pela história dos estúdios e pela trajetória de seus icônicos personagens, no mínimo Mickey e o Pé de Feijão é um clássico indispensável da animação obrigatório não só para o disneymaníaco, mas também para o público em geral.

Como É Bom Se Divertir (Fun and Fancy Free) – EUA, 27 de setembro de 1947
Direção: Jack Kinney, Hamilton Luske, William Morgan, Bill Roberts, Walt Disney
Roteiro: Homer Brightman, Harry Reeves, Ted Sears, Lance Nolley, Eldon Dedini, Tom Oreb (Bongo adaptado do conto “Bongo The Bear” de Sinclair Lewis)
Elenco (versão original): Edgar Bergen, Dinah Shore, Charlie McCarthy, Mortimer Snerd, Luana Patten, Walt Disney, Anita Gordon, Cliff Edwards, Billy Gilbert, Clarence Nash, Pinto Colvig
Elenco (edição brasileira – DVD): Jomery Pozzoli, Manolo Rey, Ana Lúcia Menezes, Carlos Marques, Pedro Lopes, Luís Manuel, Cláudio Galvan, Anderson Coutinho, Paulo Flores, Maurício Luz, Andréa Murucci, Márcia Coutinho
Duração: 73 min.

GIBA HOFFMANN . . Graduado em Ciências Mutantes pelo Instituto Xavier Para Estudos Avançados, realizou trabalho de pesquisa em Historiografia Mutagênica sob orientação do Prof. Charles Xavier. Mestrado interrompido em Transmutação Humana sob orientação do Prof. Doutor Van Hohenheim. Doutorado em Transcendência Dimensional de Cômodos sob orientação do Professor Doutor John Smith. Atualmente realiza curso por correspondência (escrita) sobre Combate a Vampiros com o uso de Stand, pelo Instituto Speedwagon.