Crítica | Detective Comics #31 e 32 / Batman contra O Monge

Detective Comics #31 e #32

Set/Out, 1939

O cenário inicial desse arco começa em Nova York, onde somos apresentados pela primeira vez a um aspecto da vida pessoal de Bruce Wayne: sua noiva Julie Madison. Ela está sob hipnose, e tenta matar um homem, quando então é interrompida pelo Batman. Começa a partir daí um caminho que nos lembra muitíssimo a história de Drácula, especialmente a DC #32.

Algo importante a ser dito sobre essas edições é que Batman não é o “herói que não mata”, como muitos pensam, baseados em edições dos anos posteriores, que tentaram fazê-lo menos violento (talvez sem muito sucesso). O Batman dessas primeiras edições mata sim, e nem sempre quando é preciso. Trata-se de eliminação de um inimigo, como ele fez com Mikhail, o servo do Dr. Morte, na edição anterior, dando-lhe um mega chute e quebrando o pescoço do infeliz.

Na edição nº31 da Detective Comics (setembro, 1939), Batman vai para a Europa à caça de seu mais novo inimigo, O Monge. Vale lembrar que desde o dia 1º de setembro desse ano, a Europa estava oficialmente em guerra, após a invasão do Exército nazista à Polônia. O fato de o Batman estar na Europa não é tanta coincidência assim, muito embora ele não enfrente nazista algum, apenas um Monge que hipnotiza as pessoas, inclusive o próprio Batman.

Por mais boba que possa parecer a aventura – e em alguns momentos chega a ser mesmo – não dá para não achar interessante o modo como o roteiro é desenvolvido e como a pegada vampiresca de Gardner Fox faz dá à história um bom ritmo, mesmo com furos e impossibilidades físicas que nos fazem dar risada. O embate entre o Homem Morcego e O Monge (ou Lobo ou Vampiro ou Lobisomem) é bastante desigual e o sinistro Monge leva a melhor, esquivando-se e conseguindo ajuda de uma seguidora, uma mulher chamada Dala, que Batman salva achando que estava hipnotizada.

A melhor edição do arco é mesmo a segunda, talvez porque já tenhamos uma trama estabelecida ou talvez porque o roteiro ali é realmente melhor, de modo que ao final, mesmo com algumas falas insossas e bobinhas de Batman, a história termina a contento, pondo um fim definitivo (será mesmo?) ao Monge e sua querida seguidora Dala.

LUIZ SANTIAGO. . . .Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.