Crítica | Doctor Who: Prisioneiros do Tempo #2 e 3 (de 12)

Aqui teremos os comentários para as edições #2 e 3 da minissérie Prisioneiros do Tempo, composta por 12 edições e lançada para a comemoração dos 50 anos de Doctor Who. Ambas as edições estão devidamente assinaladas com seus dados específicos e comentários sobre o andamento da história em cada uma das edições. Boa leitura!

Edição #2  

estrelas 3,5

Equipe: 2º Doutor, Jamie e Zoe
Espaço-tempo: Frenko Bazar (um bazar intergaláctico), sem especificação de planeta ou ano corrente, podendo estar em qualquer ponto no período em que o 2º Doutor, Jamie e Zoe estiveram juntos.

A segunda parte dessa minissérie tem uma excelente arte de Lee Sullivan e um roteiro interessante como algo isolado, mas que traz poucos elementos para a proposta narrativa da minissérie em si. O 2º Doutor e seus companions materializam a TARDIS no Frenko Bazar, exatamente no andar em que vendem-se cabines telefônicas/de polícia dos mais variados modelos, cores, etc. Num primeiro momento achamos que são TARDISes, mas segundo o vendedor, são cabines comuns e possuem uma grande procura como objetos decorativos (tem gosto pra tudo, não é mesmo?). Esse reconhecimento inicial é interessante porque familiariza o leitor e os companions com o local, preparando-os para o que está por vir.

É interessante e ao mesmo tempo assombroso ver que no tal Bazar há também o comércio de alienígenas (o Doutor diz sabiamente para Zoe que o Universo é um lugar grande e cheio de coisas assustadoras também). Até Jamie é sequestrado pelos Voraxx, uma espécie que o Doutor parece não gostar muito. São eles que, por baixo dos panos, fazem o comércio de “pessoas” para interessados das mais diversas proveniências. A sequência final da história, com os Ice Warriors lutando contra os robôs, é incrível, bem escrita e desenhada. Mas senti falta de uma ligação mais presente com o “arquiteto” do plano de isolar o Doutor de seus companions. Pelo menos temos a sua “abdução” no final da revista, o que de alguma forma não deixa o plano fora de abordagem.

Prisoners of Time #2 – UK, 2013
Roteiro: Scott Tipton, David Tipton
Arte: Lee Sullivan
Cores: Phil Elliott
Editora: IDW Publishing
Páginas: 33

Edição #3

estrelas 2,5

Equipe: 3º Doutor, Sarah Jane Smith, Liz Shaw, Brigadeiro Lethbridge-Stewart
Espaço-tempo: UNIT, Londres 1974

Que história mais sem pé nem cabeça a dessa edição! Scott e David Tipton acreditaram que trazendo ameaças aqui na Terra para o 3º Doutor e a UNIT resolverem seria o bastante para qualquer coisa aparecer em cena, mesmo que essa “qualquer coisa” fosse uma ameaça dos Estados Unidos para destruir a Inglaterra, com direito a declaração presidencial e tudo! E o mais absurdo é que tudo o que a UNIT deseja esconder, o pronunciamento americano torna público. Sinceramente, pouca coisa sobra dessa história, que começa muito bem, mas que depois da chegada do agente americano, decai grandiosamente.

O pior de tudo é que eu tinha achado interessante o fato de os parasitas Remoraxian terem se alojado no Brigadeiro e em praticamente metade dos soldados da UNIT, uma forma inteligente de dominar o mundo, ainda por cima agindo em outra frente: a mudança climática. Porem, no decorrer das páginas, essas boas referências se perdem, sem contar a cópia descarada de Mike Collins para o Remoxaian Prime vinda diretamente de Star Wars! O bicho é praticamente igual ao Jabba the Hutt, só que com uma concepção monstrenga diferente. A edição vale mesmo pela arte e pela primeira parte, apenas. E só porque eu reclamei da revista anterior, logo nesta aparece o “arquiteto” do plano de isolamento do Time Lord em pessoa.

Prisoners of Time #3 – UK, 2013
Roteiro: Scott Tipton, David Tipton
Arte: Mike Collins
Cores: Charlie Kirchof
Editora: IDW Publishing
Páginas: 33

LUIZ SANTIAGO. . . .Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.