Crítica | Doctor Who Prom (2008)

estrelas 5

Introdução

O Royal Albert Hall é uma casa de concertos localizada em Londres, inaugurada em 1871, pela Rainha Victoria. O prédio já abrigou apresentações icônicas (Led Zeppelin, Andrea Bocelli, Oasis, Paul McCartney, Adele), tanto de música pop quanto de música clássica, e é referente a este último tipo de música que o Royal Albert Hall tem a sua mais marcante tradição: o The Proms.

No século XIX, o preço dos ingressos para um concerto ou uma ópera era bastante caro (nada muito diferente do que é hoje), o que impedia que a maior parte da população tivesse acesso a esse tipo de música. Algumas companhias, capitaneadas por maestros e empresários que intentavam levar a música clássica às massas, passaram a realizar concertos em parques da capital londrina, uma parte deles gratuitamente e a outra parte a preços muito baixos. Esses concertos eram chamados de Promenade Concerts, de onde deriva a famosa denominação Prom.

Em 10 de agosto de 1895, o empresário Robert Newman, administrador do Queen’s Hall, iniciava a história dos Proms em uma casa de concerto. O princípio era o mesmo usado para as apresentações nos parques, mas agora se dava em um famoso ambiente. O maestro que assumiu a regência das primeiras temporadas dessa empreitada foi Henry Wood, que é citado por um Dalek, no Doctor Who Prom de 2008.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o Queen’s Hall foi bombardeado, e depois de uma série de dificuldades, os Proms passaram a ser apresentados no Royal Albert Hall já na temporada de 1941, onde permanecem sendo apresentados até hoje, e com o mesmo princípio: oferecer concertos a preços baixos a fim popularizar a música clássica.

Hoje, o Proms é o maior festival popular de música clássica do mundo.

Doctor Who at Proms (2008)

Celebrando a obra de Murray Gold (a mente musical por trás do revival de Doctor Who) e regida por Ben Foster, essa primeira edição de DW Proms foi apresentada por Freema Agyeman (Martha Jones) e teve como apresentadora convidada a maravilhosa Catherine Tate (Donna Noble), além da presença de Noel Clarke (Mickey Smith) e Camille Coduri (Jackie Tyler).

O evento guarda algumas semelhanças com o Doctor Who: A Celebration (2006), mas contém um número muito maior de cenas indicadas, músicas-tema apresentadas e personagens da série circulando pelos corredores e interagindo com o público.

Essa característica de interação das personagens da série com os espectadores é algo que marca a simpatia de Doctor Who e o quanto os produtores se esforçam para tornar o show acessível aos fãs, através de várias mídias e formas: games, literatura, audiolivros, action figures e outros toys, CDs com as trilhas sonoras, contos de comemoração, Especiais, etc.

Nesse Prom de 2008, tanto as músicas executadas quanto Oods, Judoons, Cybermans, Daleks e a assustadora figura de Davros foram aplaudidas efusivamente pela plateia, e o evento misturou uma ótima produção musical (não só a orquestra, mas instrumentos como violão, bateria, guitarra e baixo elétrico) e nos trouxe uma virtuosa viagem musical pela era do 10º Doutor, de sua chegada até o seu encontro com o Mestre e sua inesquecível partida.

Durante o evento também foi apresentada uma mini-aventura inédita do 10º Doutor, chamada, Música das Esferas. O Time Lord está na TARDIS, compondo alguma coisa, e então um Graske se materializa dentro da nave perguntando que bela melodia era aquela. No final das contas descobrimos que a verdadeira intenção desse alien causador de problemas era avisar ao Doutor sobre uma abertura no espaço-tempo que estará ali dentro de instantes, e essa abertura liga a TARDIS diretamente ao Prom que está acontecendo no Albert Hall. Confira:

Em tempo: os temas apresentados nas canções abaixo trouxeram cenas e momentos do 9º Doutor, mas a maior parte do evento foi centrada na encarnação do 10º.

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1 – Concert Prologue

Tema do Doutor composto para um solista vocal (aqui interpretado pela soprano Melanie Pappenheim). O tema aparece no episódio Rose, já na 1ª Temporada, e foi utilizado diversas vezes depois, sempre em momentos-chave em que o Doutor está envolvido.

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2 – All the Strange, Strange Creatures

A maior parte dessa peça foi usada durante a 3ª Temporada, e arranjos dela podem ser ouvidos em episódios como Gridlock (2007), The Sound of the Drums (2007) e Journey’s End (2008).

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3 – The Doctor Forever

Música composta para o Especial de Natal The Runaway Bride, acabou sendo bastante usada durante a e 4ª Temporadas.

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4 – Rose

Também conhecido como “Tema de Rose”, essa música foi composta para a companion do 9º Doutor, Rose Tyler. A música foi ouvida pela primeira vez na série no episódio The End of the World (2005).

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5 – Martha vs The Master

O nome da música já indica o seu motivo dramático. Composta especialmente para o episódio Last of the Time Lords.

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6 – The Daleks and Davros

Arranjo final para uma série de peças separadas que Murray Gold compôs de Bad Wolf (2005) a Evolution of the Daleks (2007). Os temas foram individualmente pensados para os Daleks (tema geral dos vilões), o Imperador Dalek e por fim, Davros.

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7 – Donna – The Girl in the Fireplace – Astrid

Essa suíte de “grandes mulheres” combina as peças “Tema de Donna”; “Madame de Pompadour” e o tema de Astrid, composto para o Especial “Voyage of the Damned“.

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8 – This is Gallifrey / Doomsday

Também conhecido como “This is Gallifrey: Our Childhood, Our Home“, essa peça é o tema principal do planeta natal do Doutor, composto para a 3ª Temporada.

Acompanhada pelo próprio Murray Gold ao piano, Doomsday apresenta um momento chave na Nova Série, a separação do Doutor e sua companion Rose.

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10 – The Doctor’s Theme / Song of Freedom / Song for Ten / Doctor Who Theme

Aqui temos uma combinação do “Tema do Doutor” com a “Canção da Liberdade” juntos no episódio “Journey’s End” (2008), quando a TARDIS é pilotada por um grande número de amigos do Doutor em um dos episódios mais icônicos da Nova Série. Esta é uma derivação da “Ood Song”, composta por Murray para o episódio “Planet of the Ood” (2008).

Song For Ten foi a primeira música original composta por Murray Gold para Doctor Who, e foi ouvida pela primeira vez no primeiro Especial de Natal, o “The Christmas Invasion” (2005). A canção aqui recebe voz de Tim Phillips.

O tema da série foi composto por Ron Grainer e adaptado para uma versão eletrônica por Delia Derbyshire e a BBC Radiophonic Workshop em 1963. Para o retorno de Doctor Who en 2005, Murray Gold fez um arranjo para o tema, adicionando as cordas (violinos, violas, cellos e contrabaixos), e mais outros sons eletrônicos. Em 2007, Gold rearranjou o tema mais uma vez para o Especial de Natal Voyage of the Damned, onde temos o solo de uma guitarra e forte acompanhamento de bateria. Esta última versão é a que temos apresentada nesse Prom.

LUIZ SANTIAGO. . . .Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.