Crítica | Doctor Who Prom (2013)

estrelas 5

Mais um impecável concerto de Doctor Who no Royal Albert Hall. Esta é a 3ª edição do Promenade Concert da série, que além de melhorar o já alto nível da apresentação dos concertos anteriores, adicionou elementos relacionados à celebração de 50 anos do show, o que certamente constituiu um espetáculo à parte. Esta edição do Prom ocorreu em 13 de julho de 2013, alguns meses antes da série completar suas bodas de ouro.

É evidente que há um bom número de semelhanças entre o Prom de 2010 e o de 2013, mas se levarmos em consideração que se trata da execução da trilha sonora da mesma série – adicionada dos renovos que marcaram as novas temporadas e dos elementos comemorativos dos 50 anos – é natural que tenhamos a repetição de algumas músicas e de alguns vilões ou mesmo cenas dos episódios. Quanto a isso, é importante dizer que dois dos monstros que aparecem neste Prom são veteranos de casa e também apareceram no concerto de 2008. Mas há uma justificativa histórica para isso: Daleks e Cybermen são os mais icônicos vilões de Doctor Who, portanto, é impossível termos um evento da série sem essas duas espécies alienígenas presentes.

Apresentação do Doutor e Clara

A abertura do show foi feita com os dois ótimos temas de Murray Gold para o 11º Doutor: The Mad Man with a Box e I Am The Doctor. No primeiro caso, houve um solo feminino, cantando por Elin Manahan Thomas, excelente soprano, com notas altas limpíssimas e grande suavidade na variação de tons em toda a canção. No segundo caso, foram projetadas no telão imagens marcantes da fase de Matt Smith no papel do Doutor, destacando sua fala para a pequena Amelia Pond: Trust me. I’m the Doctor.

É interessante ver esse tipo de fala e cenas na tela, porque, além de tudo, este era o último Prom de Matt Smith como Doutor, logo, além de uma comemoração e de um evento musical em si, esta 3ª vez da série no Royal Albert Hall foi também um concerto de despedida. E não faltou elemento importante, clássico, novo e notável para marcar o evento!

Em seguida, tivemos um pequeno esquete do Doutor e Clara fora do Albert Hall. O Time Lord consegue se teletransportar (de uma maneira completamente orgânica dentro do evento) para o meio da orquestra, onde Matt Smith aparece de cabelo curtíssimo, “sacrifício” que ele teve que fazer para seu papel no filme How to Catch a Monster (2014, filme que marca a estreia de Ryan Gosling na direção). Uma divertida interação entre ele, Clara e o sempre ótimo e divertido maestro Ben Foster culmina na apresentação da Suíte nº 2 da Ópera Carmen, de Georges Bizet, que aparece no episódio Asylum of the Daleks, enquanto a Clara-Dalek cozinhava/queimava suflês.

I Am The Doctor

Dessa leva de músicas não originais da série, temos ainda a Tocata e Fuga em Ré Menor, de Bach, que é tocada em Attack of the Cybermen, um arco do 6º Doutor; e um dos belíssimos Prelúdios de Claude Debussy, La Fille Aux Cheveux de Lin, tocado no arco The Robots of Death, do 4º Doutor.

Esta edição contou ainda com apresentação de blocos por Madame Vastra e Strax; por Peter Davison, o 5º Doutor; e por Carole Ann Ford, a neta do Doutor e companion do 1º Doutor. Definitivamente foi um evento nostálgico, tanto pela presença de dois importantes personagens da Série Clássica, quanto pelas homenagens realizadas.

Para terminar, vale dizer que um dos melhores momentos do concerto foi o medley da série clássica, contendo trechos das trilhas eletrônicas e orquestradas + cenas dos seguintes arcos: The Daleks (1963/4) / The Tomb of the Cybermen (1967) / The Sea Devils (1972) / City of Death (1979) / Logopolis (1981) / The Five Doctors (1983) / The Ultimate Foe (1986) e The Curse of Fenric (1989). No meio de tudo isso eu senti um pouco a ausência de uma homenagem mais presente ao 8º Doutor, mesmo que ele apareça brevemente no meio das cenas de passagens de algumas encarnações do Time Lord na tela.

The Rings of Akhaten

Como encerramento do evento, assim como nas edições anteriores do Prom, tivemos o tema de Doctor Who, composto por Ron Grainer. A reunião dos monstros novamente, a cara das crianças e os takes em pessoas com fez na cabeça, sonic screwdrivers na mão e fazendo cosplay do 11º Doutor dão todo o espetáculo visual do concerto, que a cada edição tem se superado em termos de organização visual/musical e qualidade de apresentação. Mais uma execução da música das esferas para ficar na memória.

LUIZ SANTIAGO. . . .Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.