Crítica | Doctor Who: Quadrinhos da “TV Comic” – 1º Doutor (1964 – 1965)

Apresentação

TV Comic, uma das mais conhecidas revistas de quadrinhos do Reino Unido, foi publicada entre novembro de 1951 e junho de 1984, totalizando 1697 edições durante esse período. Como o próprio nome indica, a revista era especializada em quadrinhos baseados em séries de televisão como Tarzan, Popeye, Hagar – O Horrível, Star Trek e Doctor Who, só para citar alguns exemplos.

No período entre 1964 e 1979, a revista se notabilizou por encabeçar as publicações de DW, com uma pausa entre 1971 e 1973, período em que as pequenas minisséries em quadrinhos seriam publicadas em outra revista do ramo, a TV Action (que da 1ª à 100ª edição era chamada de Countdown).

O presente grupo de textos traz a crítica para TODAS as minisséries de Doctor Who que saíram na TV Comic em 1964 e na primeira metade de 1965. E sobre isso, é importante dizer uma coisa: esses quadrinhos eram em preto e branco no original, mas boa parte deles foram republicados pela Doctor Who Classic Comics, cuja primeira edição saiu em dezembro de 1992. Nessa ocasião, a Marvel Comics UK, responsável pela revista, adicionou cor aos quadrinhos da antiga TV Comic. A história é exatamente a mesma e a arte idem, a diferença é que na republicação, eles foram coloridos.

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Antes de entrarmos especificamente nos quadrinhos da TV Comic, é preciso comentar sobre a aventura abaixo, uma das primeiras prosas, se não a primeira (nesse caso, ilustrada), do Universo de Doctor Who.

Dr Who and the Daleks

Cadet Sweet Cigarette Cards, 1964

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Esta foi uma série de 50 cards, lançados para as crianças e adolescentes no Reino Unido em 1964, em formado de “cigarrinhos doces”. Em cada um dos cards vinha uma parte da história, que se passa ANTES DO DOUTOR DEIXAR GALLIFREY! Nesse período de sua vida, ele é embaixador dos Time Lords e nos cartões 1 a 25, interage com os Voords e com os Daleks, tentando resolver um problema em Marinus e, posteriormente, na Terra. Aqui ocorre a primeira interação — que se sabe, até 2016 — do Doutor com os Daleks e com a humanidade. Porém, uma anomalia ou mesmo um dispositivo dos Senhores do Tempo, fazem o Doutor se esquecer desses encontros — e presumivelmente, de todo o período em que ele passou como embaixador de Gallifrey — por isso é tido que ele encontra a humanidade pela primeira vez no livro Desgastado, de Tara Samms (2003) e os Daleks, em The Daleks, o segundo arco da TV.

Já os cartões 26 a 50 mostram o Doutor interagindo com os Daleks após uma breve passagem pela Terra. São momentos diferentes de sua vida, inclusive com roupas diferentes, como vocês podem ver nos quadros acima. Nesse segundo momento, ele já está utilizando o traje eduardiano que conhecemos da TV. Aqui, porém, Skaro está sob uma linha temporal alternativa e muito provavelmente essa aventura ocorre dentro dessa anomalia. Talvez seja a mesma que atingiu os Daleks no conto O Efeito de Propagação, ou uma parecida. O fato é que a imagem que vocês podem ver no segundo quadro, dos Daleks comemorando a vitória do Doutor sobre uma máquina assassina colocada em Skaro pelos humanos não é uma imagem comum ou aceitável dentro do universo normal. Na minha leitura, ela é possível dentro de uma realidade onde o Doutor, sem querer, vai parar numa linha do tempo X e vive esse evento um tanto quanto… exótico.

The Klepton Parasites

estrelas 2

The Klepton Parasites

Equipe: 1º Doutor, John e Gillian
Espaço-tempo: Planeta não nomeado, 2999 / Londres, 1965

Esta história é considerada a primeira versão oficial em quadrinhos de uma aventura do Doutor, embora haja uma certa minissérie de nome Doctor What and His Time Clock, da revista  Boy’s World finalizada algumas antes.

Como quase tudo em DW, existe uma cisão no que se refere à localização dessa aventura na timeline do 1º Doutor. Algumas pessoas acreditam que não apenas essa história de combate aos Kleptons mas toda a experiência do 1º Doutor ao lado de John e Gillian foi apenas um sonho, uma alucinação. Outro grupo acredita que essa experiência é perfeitamente plausível dentro da dinâmica de viagem no tempo (e eles têm razão), o que torna os dois irmãos e netos do Doutor 100% reais .

Sem entrar no mérito de ser ou não uma aventura canônica, o fato é que The Klepton Parasites possui um roteiro infantil e muitíssimo mal escrito, com passagens de fazer qualquer um morrer de rir e sentir seu quociente de inteligência ser afrontado da pior maneira possível. Existem alguns elementos interessantes, é verdade, especialmente na arte de Neville Main, mas a história como um todo não é lá essas coisas.

1. Quadro da esquerda: um foguete-dildo. Nunca tinha visto um. 2. Quadro do centro: esses Kleptons são estúpidos e carniceiros, mas são bonitinhos, não são? 3. Quadro da direita: é impressão minha ou os Kleptons trabalhavam para a CBS?

Como já foi dito antes, John e Gillian se apresentam como netos de um tal “Doctor Who”. Eles estão com um endereço, o nº 16 de uma rua X, e ficam espantados em ver que ali há apenas um terreno e uma cabine de polícia (ecos de An Unearthly Child). Ao que parece, eles sabiam que o avô era um inventor, mas nunca o tinham conhecido. E o Doutor, ao que parece, estava esperando pela visita dos netos… Quem essas crianças realmente são e como é possível que eles sejam netos do Doutor é um mistério, mas, engrosso o coro dos que acham que com viagem do tempo (quase?) tudo é possível, e aceito o mistério, mesmo me incomodando um pouco com ele.

A adaptação de John e Gillian à TARDIS e ao ambiente de aventura no Planeta não nomeado que eles se materializam acontece rápido demais. Eles de repente se tornam guerrilheiros até mais espertos que os coitados dos Thains, uma pacífica raça humanoide que seria extinta alguns séculos depois dessa aventura, segundo informações do romance Placebo Effect (1998).

Mesmo com todas a bizarrices e infantilidade do roteiro, dá para se divertir bastante lendo The Klepton Parasites. Infelizmente não se sabe quem escreveu essa (e outras histórias da TV Comic), mas seja lá quem tenha sido o autor dessas peças estranhas, ele ou ela conseguiu ao menos criar uma boa discussão e um bom motivo para os whovians conversarem por bastante tempo…

The Klepton Parasites (Reino Unido) – Nov, 1964 / Jan, 1965
História republicada na Doctor Who Classic Comics #2 (Janeiro de 1993)
Minissérie em 10 partes
Arte: Neville Main
20 páginas

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The Therovian Quest

estrelas 2,5

Equipe: 1º Doutor, John e Gillian
Espaço-tempo: Asteroide / Planeta Theros / Planeta Ixon – tempo indeterminado

Com um roteiro um pouquinho melhor que o da história anterior, The Therovian Quest talvez ganhe pontos por ser uma história de menor duração e porque não estende muito a ameaça de um vilão, explorando-a exaustivamente.

A TARDIS se materializa em um asteroide e John toma a iniciativa de explorar o local. O Doutor e Gillian acompanham o garoto. Em poucos quadros, vemos a apresentação de um bicho parecido com um dinossauro, e de Grig, um Theroviano que também caiu no asteroide mas que está numa busca galáctica por um remédio para o seu povo, condenado por uma doença desconhecida.

Os impasses de verossimilhança (considerando o universo sci-fi!) e as contradições do próprio roteiro fazem o leitor rir bastante durante a história, além do fato de que Gillian é desenhada aqui como uma réplica de Catherine Zeta-Jones (seria Neville Main um viajante no tempo?).

A arte de Main explora lugares mais abertos nessa aventura, algo que o teor “road” da história ajuda bastante a contextualizar. A concepção do artista para o castelo do Grande Ixa, em Ixon (hehehe) é notável: ele traz elementos das pirâmides Astecas e um líder de caráter bastante semelhante a qualquer monarca das grandes primeiras civilizações, avarento e dominador.

Felizmente, os quadros de contextos narrativos diminuíram do início para o fim da história, o que chateia bem menos o leitor, dando-lhe outras coisas para se preocupar. No último momento da aventura, Grig finaliza a jornada como porta-voz de um cliffhanger aceitável, um solilóquio que imagina as novas aventuras do Doutor e seus netos pelo tempo e pelo espaço.

The Therovian Quest (Reino Unido) – Jan/Fev, 1965
História republicada na Doctor Who Classic Comics #12 (Outubro de 1993)
Minissérie em 6 partes

Arte: Neville Main
12 páginas

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The Hijackers of Thrax

estrelas 2

The Hijackers of Thrax

Equipe: 1º Doutor, John e Gillian
Espaço-tempo: Estação Espacial terráquea, 2075

Final do século XXI: a Terra já te uma colônia em Vênus e abastece-a constantemente com mantimentos. Acontece que no momento em que essa aventura se passa, as coisas não têm saído como planejado para as naves de abastecimento. Elas desaparecem no espaço, a caminho e Vênus, e não se sabe o que é feito delas… Eis aí praticamente toda a espinha dorsal dessa minissérie, que coloca o Doutor e seus netos numa Estação Espacial terráquea comandada por um pirata galáctico (e humano) chamado Thrax.

O problema dessa aventura está mais no seu início do que no final. Todos os motivos dramáticos possíveis são empurrados sem nenhuma moderação para o leitor já nas primeiras páginas, com acontecimentos abruptos e ações/reações prematuras demais em cena – destaque para a personagem de John, que toma a frente de tudo e às vezes parece mais ativo e inteligente que o próprio Doutor.

Uma coisa interessante de se observar é que tanto nessas séries da TV Comic (pelo menso até agora), quanto na série de TV, a personagem feminina sempre acaba sendo escanteada. Gillian começou com um número maior de falas e com atitudes realmente importantes, mas após os eventos de Klepton Parasites, ela vem assumindo cada vez mais a aparência de uma Susan, gritando e falando o óbvio, apenas.

Mesmo com explicações ridículas como a de que o mistério foi resolvido através das batatas (Usem os vegetais! Eles são a única coisa que podem salvar nossas vidas!), o final de The Hijackers of Thrax consegue ser melhor que o começo. Ao menos  a conclusão é feita num ritmo aceitável. Já o roteiro… bem, o roteiro é uma coleção de absurdos e vícios de escrita. Um exemplo máximo disso é a repetição da mesma frase, desde a primeira aventura, sempre que um vilão ameaça o Doutor, seus netos ou um amigo deles: “I will blast you to atoms!“. Nem uma ameaça diferente o roteirista conseguiu criar ao longos das edições!

The Hijackers of Thrax (Reino Unido) – Mar, 1965
História republicada na Doctor Who Classic Comics #13 (Novembro de 1993)
Minissérie em 3 partes

Arte: Neville Main
6 páginas

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On the Web Planet

estrelas 1

On the Web Planet

Equipe: 1º Doutor, John e Gillian
Espaço-tempo: Planeta Vortis, entre 20 150 e 20 180

Me parece que os Menoptera, os Zarbi e tudo referente ao Planeta Vortis está condenado a ter péssimas tramas na História de Doctor Who. Se considerarmos o pior arco do 1º Doutor, The Web Planet, veremos que o padrão de dominação, luta e finalização da história se assemelha bastante ao que temos aqui em On the Web Planet, com a diferença de que os Zarbi, dessa vez, não são os Zarbi de verdade, são uma espécie alienígena humanoide com cara de sapo chamada Skirkon.

O roteiro dessa história sofre de todos os males já observados nas anteriores, mas possui a terrível infelicidade de contar com um plano patético dos Skirkon, que por algum motivo se disfarçaram de Zarbi para dominar os Menoptera. Existem tantas coisas a serem contestadas que passaríamos muito tempo aqui dizendo o porquê não é possível considerá-las possível em tão pouco tempo depois da partida do Doutor do planeta, no ano 20 000.

Aliás, em relação à datação dessa história, é importante dizer que não existe nenhuma citação sobre ela nos quadrinhos. Nós sabemos que a trama acontece após o arco The Web Planet (ano 20 000). Também sabemos que a trama acontece antes dos eventos de Twilight of the Gods, livro de Christopher Bulis onde o 2º Doutor, Jamie e Victoria chegam ao Planeta Vortis. Nessa história, temos citado que uma guerra de dominação se estabelece no planeta em 20 091. Portanto, se levarmos em consideração as falas de “gerações passadas” ditas pelo Menoptera que recebe o 1º Doutor, podemos fixar a data de On the Web Planet e algum ponto entre 20 150 e 20 180.

Com direito a disfarces, quartéis-generais em forma de cogumelos, diálogos sofríveis e um final nada divertido, esta história não oferece muita coisa para o leitor/espectador mudar de ideia em relação ao arco ambientado no mesmo lugar, e tem ainda a infelicidade de contar com os mesmos atos questionáveis dos vilões, que simplesmente desaparecem no meio da história, deixam seus disfarces no meio do caminho ou são trabalhados como alguém muito poderoso no início, para no final, se revelarem estúpidos. A única coisa que salva um pouco a história são os desenhos de Neville Main – e olhe lá.

On the Web Planet (Reino Unido) – Mar/Mai, 1965
História republicada na Doctor Who Classic Comics #13 (Novembro de 1993)
Minissérie em 6 partes

Arte: Neville Main
12 páginas

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The Gyros Injustice

estrelas 1

Equipe: 1º Doutor, John e Gillian
Espaço-tempo: Planeta Gyros, tempo indeterminado

Todo whovian deveria ler essas histórias da TV Comic. Elas são ruins (bom, pelo menos até agora elas são), mas arrancam muitas gargalhadas durante a leitura, simplesmente porque tudo é absurdo! Além dos erros gramaticais, que fazem a coisa fica ainda mais divertida, o roteiro muda o nome das personagens (John vira Johnny em algum momento da história), parece que não há revisão de roteiro (o roteirista usa o termo “The Doctor Who” e “The Doctor” no mesmo parágrafo, para se referir ao Doutor!) e, acima de tudo, há um número gigantesco de impossibilidades práticas e físicas que simplesmente me fizeram rolar de rir (os Gyros levando Gillian pela cintura da saia e cortando a rodovia para a TARDIS cair são prêmios que o leitor recebe já no início da história).

Não existe um vilão propriamente dito em The Gyros Injustice. Os bad guys aqui são uns robôs que têm o mesmo nome do planeta (Gyros) e foram construídos pelos próprios nativos! Podemos dizer que a história é uma espécie de dominação das máquinas, mas do jeito mais estranho possível. Uma doença inexplicável toma conta da população (algo parecido com The Therovian Quest) e eles são segregados pelos robôs Gyros, que se apropriam do lado quente e fértil do planeta, onde existem campos cultivados e lindas roseiras (sim! Robôs com campos de alimentos e roseiras!).

Gillian é sequestrada logo no início da história (“a mulher desastrada”, igualzinha Susan ficou na série) e o Doutor e John vão tentar resgatá-la, mas há um momento em que eles parecem se esquecer do que foram fazer na casa de máquinas dos robôs! O roteiro não tem nenhuma intenção lógica de encadeamento dos fatos, jogando ao Deus-dará as ações das personagens e o seu destino.

Para coroar a história, há uma colossal elipse nos três últimos quadros, que passam do salvamento de Gillian, no Vale das Chamas, para a TARDIS partindo do planeta. É muita coisa ruim para uma história só!

The Gyros Injustice (Reino Unido) – Mai/Jun, 1965
História republicada na Doctor Who Classic Comics #17 (Março de 1994)
Minissérie em 6 partes

Arte: Neville Main
12 páginas.

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Prisoners of Gritog

estrelas 1,5

Equipe: 1º Doutor, John e Gillian
Espaço-tempo: Planeta Spekra, tempo indeterminado

História curtinha, de apenas 4 páginas, publicadas na “edição de férias” (1965) da TV Comic. Há um pouquinho mais de graça aqui do que nas duas edições anteriores, e é claro que os “dinossauros” do Planeta Spekra têm um papel fundamental nesse feito. Além de simpáticos e não agressivos, eles me lembraram bastante o episódio Dinosaurs on a Spaceship, do 11º Doutor, especialmente o momento em que o 1º Doutor e seus netos sobem nos grandalhões e caminham em direção à nave dos terráqueos aprisionados pelo rei de Spekra, o perturbado Gritog.

Não há muita diferença em relação ao que eu venho comentando e reclamando (ou rindo) das edições anteriores. Ainda temos uma complicada cadência de acontecimentos, mas talvez tenha ajudado o fato de essa história ser bem curtinha, o que diminuiu o espaço para o roteirista cometer burrices.

De todas as aventuras até esse momento, Prisoners of Gritog foi a mais simpática. Mesmo sendo inferior a The Therovian Quest, em relação ao enredo, os “dinossauros” bonzinhos e a relação com as personagens em cena adicionaram um “cute effect” que até então não aparecera em nenhuma aventura do 1º Doutor ao lado de John e Gillian.

Prisoners of Gritog (Reino Unido) – Jun, 1965
TV Comic Holiday Special

Arte: Neville Main
4 páginas.

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Challenge of the Piper / Home to Hamelin

estrelas 3

Challange of the Piper

Equipe: 1º Doutor, John e Gillian
Espaço-tempo: Hamelin (Baixa Saxônia, Alemanha), 1284

Aleluia!!! Até que enfim uma história boa!!!

Depois de pastar e rir bastante com as estranhezas dos roteiros destas minisséries da TV Comic, chegamos a uma história de fantasia bastante conhecida, a do flautista de Hamelin, e enfim temos um bom resultado final.

A narração, os desafios enfrentados (mesmo sendo estranhos) a caprichada arte de Neville Main, bastante coisa funciona em Challange of the Piper (que também é conhecida por outro nome, Home to Hamelin). A surpresa que eu tive ao terminar a última página foi grande, principalmente porque não esperava que houvesse uma guinada de qualidade tão cedo nos enredos, e ainda considerando que esta seria uma história de fantasia, minhas expectativas estavam bem baixas.

O desenvolvimento da história é o que mais possui erros, alguns bem menores, se comparados aos que vimos nas revistas anteriores, mas mesmo assim, incômodos. Todavia, mesmo com os erros, o leitor não deixa de aproveitar a saga, rindo vez ou outra das observações inúteis de John e Gillian ou dos desafios propostos pelo flautista de Hamelin ao Doutor. Mas tudo isso faz parte do mundo em questão, e a narração é tão bem feita, que acabamos por diminuir o potencial dos erros e prestar mais atenção nos acertos.

Essa história seria ainda melhor se fosse protagonizada pelo 2º Doutor, que adorava flautas. Mas com o 1º Doutor também tivemos uma semelhança interessante com um elemento da série, a aventura do Celestial Toymaker, sendo o flautista de Hamelin uma espécie (talvez tão poderosa quanto, já que ele conseguiu criar um mundo inteiro para aprisionar as crianças) de artesão brincalhão, daqueles que podem ser bem perigosos, se você perder um jogo para ele…

Challange of the Piper / Home to Hamelin (Reino Unido) – Jun/Jul, 1965
História republicada na Doctor Who Classic Comics #20 (Maio de 1994)
Minissérie em 5 partes

Arte: Neville Main
10 páginas.

LUIZ SANTIAGO. . . .Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.