Crítica | Doctor Who – Série Clássica: Terror of the Zygons (Arco #80)

estrelas 3,5

Equipe: 4º Doutor, Sarah Jane Smith, Harry Sullivan + Brigadeiro Lethbridge-Stewart, Sargento Benton e UNIT.
Era: UNIT — Ano 8
Espaço:
 Escócia
Tempo: Anos 1970 (janeiro)

Alguns pontos de produção mais importantes de Terror of the Zygons podem ser vistos já no episódio de abertura, como o tratamento diferente dado à UNIT, o progressivo e exigente trabalho estético, aqui, visto na louvável direção de arte e desenho de produção para a nave dos vilões e para os próprios Zygons e a melhor construção do roteiro na finalização dos episódios, especialmente nos cliffhangers.

Depois dos 5 arcos da 12ª Temporada, a série passou a abrigar propostas ainda mais sombrias e de importância canônica mais relevantes para Doctor Who. Esta 13ª Temporada, que deveria começar com Planet of Evil e não Terror of the Zygons, inicialmente concebido para finalizar o ano anterior, é um exemplo de como tornar orgânica uma mudança de rumos para uma série do porte de DW. Se isto já havia ficado claro a partir dos primeiros arcos da era do 4º Doutor, Robot e The Ark in Space, é nesta temporada que a mudança se dá em todos os aspectos e não mais como um passo-a-passo, como tivéramos até Revenge of the Cybermen. É fato que ainda existiriam muitas semelhanças com momentos anteriores da série, mas isso se deu no aspecto canônico, não  na produção ou proposta das histórias.

Com raízes nos filmes Vampiros de Almas (1956) e A Vida Íntima de Sherlock Holmes (1970), o roteiro de Robert Banks Stewart coloca o Doutor, Sarah e Harry na Escócia, atendendo a um chamado do Brigadeiro. Inicialmente duvidando da urgência do chamado, o Doutor não demora a ser convencido de que tem um verdadeiro problema em mãos e acaba encontrando um novo vilão, os Zygons, mais uma criatura chamada Skarasen, um ciborgue reptiliano usado pelos metamorfos para conseguir dominar uma região e adaptá-la à sua sobrevivência. O grupo que vemos aqui caiu na Escócia em algum ponto do século XII e o Skarasen entrou para a cultura local como o Monstro do Lago Ness.

Se dermos um desconto para o tratamento estereotipado dos escoceses nesse arco, todas as relações humanas, aliens e a atmosfera do arco funcionam muito bem. Ou quase. É preciso ter muita paciência e boa vontade para aceitar o desnecessário Skarasen, que não acrescenta quase nada à história e que na verdade faz o enredo se tornar estranho. É justamente quando a criatura aparece que o arco começa a tropeçar, tanto pela representação barata e bagunçada do monstro quanto pela barra forçada que permite a sua integração no enredo. Não fosse o Skarasen, Terror of the Zygons com certeza estaria entre os melhores arcos da era do 4º Doutor, porque os Zygons, por si só, formam um conceito de terror e dominação tenebrosos e muito, muito interessantes. Sem contar a incrível nave aparentemente orgânica, lembrando a que vimos em The Claws of Axos, cuja exploração ao longo dos episódios é primorosa.

Aqui, Harry Sullivan se despede da TARDIS e do Doutor, mesmo sem parecer. Ao menos a despedida não é ingrata, mas pelo fato de não estar programada no escopo da temporada, foi distante, casual demais. O personagem apareceria mais uma vez, em The Android Invasion, mas dentro de um outro contexto e não como companion do Doutor. A partir daqui, o Time Lord e Sarah Jane viajariam sozinhos, até The Hand Of Fear, na temporada seguinte, quando a companion também se despediria.

Terror of the Zygons (Arco #80) — 13ª Temporada — Season Premiere
Direção: Douglas Camfield
Roteiro: Robert Banks Stewart
Elenco: Tom Baker, Elisabeth Sladen, Ian Marter, John Woodnutt, Nicholas Courtney, John Levene, Lillias Walker, Robert Russell, Angus Lennie, Tony Sibbald, Hugh Martin, Bruce Wightman

Audiência média: 7,47 milhões

4 episódios (exibidos entre 30 de agosto e 30 de setembro de 1975)

LUIZ SANTIAGO. . . .Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.