Crítica | Doctor Who – Série Clássica: The Macra Terror (Arco #34)

estrelas 3,5

Equipe: 2º Doutor, Ben, Polly, Jamie
Espaço-tempo: Colônia terráquea em um Planeta não nomeado, 2366

Esse arco tem uma história empolgante e interessante em diversos níveis. Primeiro, no quesito “crítica social”, onde um controlador alienígena (um Macra) explora toda a humanidade que vive em uma colônia, fazendo-os acreditar que estão realizando coisas boas e que vivem em um lugar feliz e livre de problemas.

Segundo, no quesito de ligação com o futuro: no episódio Gridlock (3ª temporada da Nova Série), o 10º Doutor e Martha Jones vão até a Nova Nova Nova York, no ano de 5 000 000 053, e encontram um engarrafamento monumental, com os Macra sobrevivendo no solo, se alimentando dos gases produzidos pelos veículos e de motoristas desavisados que se porventura se aventuravam muito abaixo.

Em terceiro, o arco marca um acontecimento interessante na série até o momento: a traição de um companion. Mesmo que a intenção de Ben não tenha sido trair o Doutor e nem aos seus amigos Polly e Jamie, ele é influenciado pelos gases dos Macra e age como se fosse um nativo da colônia em questão, obedecendo cegamente às leis e permanecendo cego para quaisquer acontecimentos que perturbassem a ordem local ou contradissesse o que o Controlador determinava.

O roteiro de Ian Stuart Black segura muito bem esse plano de fundo político-social, tendo como acréscimo o controle estabelecido pelos Macra já a centenas de anos nesse planeta e a luta do Doutor para que os humanos recobrassem o controle de suas vidas. Há elementos cênicos e dramáticos que nos lembram aventuras anteriores, como os “bastidores” de um local temível e pouco visitado pelos nativos como em The Sensorites; e o controle ardil de uma raça alienígena aos humanos, como em The Power of the Daleks.

O lado científico do Doutor é bastante explorado aqui, resultando em demonstrações fortes de sua genialidade, como o fato de descobrir uma fórmula secreta apenas fazendo anotações das leituras de mostradores de uma casa de máquinas; ou a alteração dos tubos que expeliam gases, salvando Jamie e ele mesmo da morte em momentos diferentes do arco.

Como se trata de um arco totalmente reconstituído, é impossível termos muitos detalhes dos movimentos dos Macra ou sua ampla aparência, mas eles aparecem em algumas cenas, especialmente na que tentam capturar Polly, e o design observado não difere muito do que bem conhecemos dos monstros de Doctor Who na série clássica.

O tropeço no roteiro vem ao final e se divide em duas partes: o modo abrupto como a história é finalizada, passando da destruição dos Macra para a festa de despedida do Doutor e seus companions; e a ausência de cliffhanger. Mesmo assim, The Macra Terror é uma boa aventura, com um enredo assustador (imagino as crianças assistindo a isso na televisão) e um desfecho um tanto insosso na qualidade, mas feliz, no que se refere ao destino da humanidade.

The Macra Terror (Arco #34) – 4ª Temporada  

Roteiro: Ian Stuart Black
Direção: John Davies
Elenco principal: Patrick Troughton, Michael Craze, Frazer Hines, Anneke Wills, Peter Jeffrey, Gertan Klauber, Terence Lodge

Audiência média: 8,20 milhões

4 Episódios (exibidos entre 11 de março e 01 de abril de 1967)

LUIZ SANTIAGO. . . .Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.