Crítica | Doctor Who – Série Clássica: The Moonbase (Arco #33)

estrelas 4

Equipe: 2º Doutor, Ben, Polly, Jamie
Espaço-tempo: Lua, 2070

Este arco marca o segundo encontro do Doutor com os Cybermen. A primeira vez que esses vilões apareceram na série o resultado foi o esgotamento do corpo do 1º Doutor, o que resultou na sua regeneração, em The Tenth Planet. Agora, saindo da Atlântida, o 2º Time Lord e seus companions chegam à Lua e lá encontram novamente os Cybermen.

No final do arco The Underwater Menace o Doutor aceitou o desafio e as provocações de seus amigos e tentou direcionar a TARDIS para pousar em Marte, mas um pequeno acidente fez com que a nave pousasse na Lua. No decorrer dos 4 episódios seguintes entenderemos o motivo.

A situação desse arco é bastante parecida com a que marcou o roteiro esburacado de The Underwater Menace. Por um lado, há um trabalho muito bom de contextualização e encadeamento dos fatos, por outro, há absurdos e pecados contra a verossimilhança impossíveis de se perdoar.

O que mais incomoda aqui é a primeira parte envolvendo os Cybermen. Até que o plano desses vilões se estabeleça e a ameaça à Terra (não por vingança, porque eles não possuem sentimentos, mas porque querem “eliminar a ameaça” –- leia-se: os humanos) se concretize, nós temos que amargar uma série de ações estúpidas desses ciborgues, bem como ter que aceitar a explicação pouco convincente do envenenamento do açúcar na base, isso só para citar um ponto.

Mas ao colocarmos de lado esses tropeços, perceberemos que a trama ganha contornos épicos ao final do 4º episódio, algo muito parecido com os dramas de ficção científica do tipo Apollo 13 – Do Desastre ao Triunfo. Os Cybermen perdem a característica abobada e passam a fazer o que fazem de melhor: “melhorar” humanos e controlá-los. Isso resulta em um boicote à base lunar terráquea (que de maneira muito curiosa controla as marés, e por consequência, o tempo na Terra) e uma batalha de fazer o espectador cruzar os dedos e torcer forte pelo time do Doutor.

Percebemos que com o 2º Doutor um nível maior de ação ganha espaço na série. Também o humor e a ironia aparecem de maneira mais e mais intricada nos episódios, ajudando a dar melhor forma à personalidade dessa nova encarnação do Time Lord. É claro que ele não é alegre e saltitante o tempo inteiro, mas até nos momentos em que está sério ou encarando um grande perigo, não perde a postura de de um tio carinhoso e meio bobo, o que o afasta completamente de sua persona anterior (e veja que não digo isso de modo negativo!).

Com uma louvável direção de arte e um cliffhanger curioso, esse arco é uma daquelas aventuras com vilões clássicos que nenhum whovian pode perder. Lamentamos bastante o fato de a metade da aventura ser uma reconstituição, mas, como diz o ditado, não se pode ter tudo. Bem… pelo menos temos uma boa história!

The Moonbase (Arco #33) – 4ª Temporada

Roteiro: Kit Pedler
Direção: Morris Barry
Elenco principal: Patrick Troughton, Michael Craze, Anneke Wills, Frazer Hines, Patrick Barr, Andre Maranne, Michael Wolf

Audiência média: 8,32 milhões

4 Episódios (exibidos entre 11 de fevereiro e 04 de março de 1967)

LUIZ SANTIAGO. . . .Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.