Crítica | Doom II: Hell On Earth

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Doom II: Hell On Earth é a sequência do famoso FPS Doom (1993), desenvolvido pela ID Software e lançado em 1994. Apesar de não ter sido tão revolucionário quanto seu antecessor, Doom II ajudou a pavimentar ainda mais a franquia no cenário FPS e refinou tudo o que havia sido implementado anteriormente.

Doom II não mudou nada em termos de gráficos, somente foram adicionados alguns novos gráficos, decorações e sprites, mas foi possível somar uma maior quantidade de monstros e mapas de maior tamanho e de maior complexidade devido aos avanços que os computadores estavam passando na época. O game se passa logo após os eventos do anterior, onde Doomguy parou a invasão infernal e salvou as bases lunares de Marte (Phobos e Deimos). Voltamos finalmente para Terra, pensando em uma boa aposentadoria. Mas mal chegamos, já avistamos problemas. A cidade está em chamas e multidões em pânico estão fugindo. Alguém está atacando civis inocentes. Doomguy rapidamente elimina a ameaça para descobrir que o agressor estava com o corpo marcado e agindo de uma maneira estranha, exatamente como aconteceu em Phobos/Deimos. Primeiro as pessoas são possuídas, depois vem as abominações… Só que agora está acontecendo na Terra.

Monstros em todos os lugares do mundo, de Washington D.C. a Tóquio. Bilhões já perderam suas vidas e a maior parte dos Exércitos do mundo já foi aniquila. Poucos ainda restam sãos e salvos. Os governos do mundo construíram espaçonaves para evacuar o planeta, mas o último porto estelar foi tomado pelos invasores, que ergueram uma barreira de fogo que impede a decolagem das espaçonaves. A missão agora é desativar esse campo de força a qualquer custo ou a espécie humana será extinta.

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A gameplay do jogo não mudou nada em relação ao jogo anterior: ainda vamos de mapa em mapa coletando cartões de acesso para desbloquear portas, caçando segredos e eliminando qualquer coisa que fique no nosso caminho. Todas as armas voltaram, mas tivemos adições importantes que marcaram a memória de quem jogou Doom II, como a Super Shotgun (essencialmente uma shotgun de dois cano que necessita recarregar a cada disparo), que inflige grande dano e é extremamente satisfatória de usar e a Megasphere, uma esfera que dá ao jogador 200% de armadura e saúde (adições sempre bem vindas). E o bestiário do Doom também volta com força e em quantidade maior, além de conter novas adições:

  • Chaingunner: Uma nova variação dos humanos possuídos, usa uma Chaingun e deixa uma quando morre. Atira rapidamente e geralmente está em lugares altos. Mas diferentes dos outros, esse zumbi só para de atirar quando o jogador morre ou quebra seu campo de visão. Pain Elemental: tem a habilidade de criar Lost Souls e poluir o mapa com essas pestes. Basicamente uma versão muito mais chata do Cacodemon.
  • Revenant: Um esqueleto alto e bem nervoso, que lança foguetes e dá um poderoso soco de perto. Às vezes, alguns desses foguetes são teleguiados. Hellknight: Uma versão mais fraca do Baron Of Hell, mas aparece frequentemente e ainda consegue dar muito dano (aparências enganam).
  • Mancubus: Grandalhão equipado com uma espécie de lança-chamas, lança várias bolas de fogo em rápida sucessão, e demora bastante pra cair. Arachnotron: Uma miniatura da Spider Mastermind, ao invés de uma Super Chaingun, é equipado com um Plasma Rifle e tem a mesma dureza do Mancubus. Como o Chaingunner, ele só para de atirar quando o jogador morre ou quebra seu campo de visão. Archvile: Apesar de aparecer raramente, tem bastante vida e um ataque de chamas de dano colossal. Por acaso mencionei que este ilustre senhor tem a habilidade especial de ressuscitar monstros que o jogador matou anteriormente?

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Uma nova trilha sonora foi composta pelo mestre Bobby Prince, usando amostras de músicas de bandas como Alice In Chains, Black Sabbath, Iron Maiden, Metallica e outras mais. Não temos mais episódios, mas sim 32 capítulos que constituem um único episódio, o Hell On Earth do título. Sendo assim, não temos que começar do zero com a pistola. O design dos mapas está bem melhor e mais maduro, com grandes extensões. Tudo isso contribuindo para uma experiência mais rica do que a do primeiro jogo. O multiplayer não mudou nada, voltando com os modos cooperativo e deathmatch. Somente houve melhora em partes técnicas para as máquinas da época.

Todos os “problemas” que o jogador teve com Doom basicamente voltam em Doom II. Então se o jogador teve dificuldades, más experiências com o jogo de estreia, ou simplesmente não gostou da experiência não é Doom II que vai mudar a opinião.

Em 1996, o jogo foi relançado junto com o antecessor no Final Doom, uma edição especial para celebrar a franquia Doom. E em 2010 uma expansão foi desenvolvida pela Nerve Software chamada No Rest For The Living, exclusiva para a versão do XBOX 360, que depois foi incluída na versão do WAD da Doom 3: BFG Edition (uma versão especial do Doom 3).

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Para finalizar, apesar de ser bem parecido com seu antecessor (basicamente um expansão) e ter sido muito criticado por isso, o jogo traz uma experiência geral melhor e mais prazerosa do que a original. Um refinamento. Doom II também suporta mods e também pode ser jogado com sourceports avançados como GZDOOM e Zandronum, novamente com todos os benefícios, como suporte a mouse e afins.

Doom II: Hell On Earth (1994)
Desenvolvedor: ID Software.
Lançamento: 30 de setembro de 1994.
Gênero: Tiro em primeira pessoa.
Disponível para: PS3, Xbox 360, PC.

MATHEUS BIASINI . . . Velho de guerra, já viajou com os Joestar para o Egito logo depois daquele tour rápido por Marte e suas Luas. Grande admirador de jogos mais antigos, especialmente os FPS's dos anos 90. Além de leitor sempre ávido por uma história, é funcionário da Fundação Speedwagon desde 1992.