Crítica | Dragon Ball Z: A Batalha dos Deuses

estrelas 2

É de se esperar que um filme de Dragon Ball não tenha uma história muito intrincada. Qualquer conhecedor do mangá ou anime sabe que o enredo se resume ao aparecimento de um inimigo ainda mais forte que o anterior. Como o esperado, A Batalha dos Deuses apresenta exatamente isso e da maneira mais rasa possível.

A história se passa alguns anos após a derrota de Majin Buu. Logo no início da projeção já somos apresentados a Bills, um deus da destruição que após acordar de seu sono de trinta e oito anos procura um inimigo à sua altura. Ele se lembra de um sonho no qual enfrentava um deus super-sayajin e sai em busca dos únicos membros remanescentes dessa raça de guerreiros. Não irei entregar o filme todo, mas não é segredo que Bills eventualmente luta com cada um dos guerreiros Z.

Claramente o filme foi feito para os fãs que esperam ver uma luta de proporções maiores que a do vilão anterior. A Batalha dos Deuses, contudo, tem sua duração toda ocupada por momentos mais levianos de comédia que, embora divertidos, acabam não levando o espectador ao clímax da história. A expectativa criada é muito pequena. Somente em alguns momentos a Terra realmente aparenta estar em perigo, deixando a batalha final carente de emoção, vazia. No fim da animação o que permanece é o sentimento de que vimos uma obra incompleta de caráter introdutório.

O agrado aos fãs está na apresentação de algumas cenas do anime original, tanto de Dragon Ball quanto de Dragon Ball Z e em personagens e transformações que ocupam um breve tempo de tela. Dentre esses está até o Imperador Pilaf, que garante algumas risadas e apela para a nostalgia dos espectadores que acompanharam a série. Essa nostalgia é ainda mais explorada quando nos créditos finais nos é mostrada a história de Dragon Ball pelas páginas dos mangás ao som de Cha-la Head Cha-la (no idioma original), a abertura de Dragon Ball Z.

O melhor aspecto do filme está nas técnicas de animação utilizadas. Há uma mistura entre o 2D com o 3D que confere um grande dinamismo, principalmente às cenas de luta. Nesse sentido não foram poupados recursos. Espere ver inúmeras transições de cenários cuidadosamente desenhados e uma câmera bastante dinâmica e que em nenhum momento deixa o espectador confuso. A animação digital também está presente nos poderes dos personagens que ganharam uma melhoria no visual.

Dragon Ball Z: A Batalha dos Deuses é um filme feito para fãs e que, em geral, só irá agradar a esses. Ele se sustenta a partir da ótima obra que o antecedeu. A animação serviria perfeitamente como o início de um novo arco para a série, mas aparentemente esse não é o caso.

Dragon Ball Z: A Batalha dos Deuses (Doragon Bōru Zetto: Kami to Kami – Japão, 2013)
Direção: Masahiro Hosoda
Roteiro: Yûsuke Watanabe, Akira Toriyama (mangá)
Elenco:  Masako Nozawa, Shigeru Chiba, Hiroko Emori
Duração: 85 min.

GUILHERME CORAL. . . .Refugiado de uma galáxia muito muito distante, caí neste planeta do setor 2814 por engano. Fui levado, graças à paixão por filmes ao ramo do Cinema e Audiovisual, onde atualmente me aventuro. Mas minha louca obsessão pelo entretenimento desta Terra não se limita à tela grande - literatura, séries, games são todos partes imprescindíveis do itinerário dessa longa viagem.