Crítica | Escola de Magia e Bruxaria de Ilvermorny, de J.K. Rowling

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estrelas 3,5

Como parte da ampliação do universo de Animais Fantásticos e Onde Habitam (o livro e o filme), J.K. Rowling escreveu dois contos, cuja intenção era dar mais elementos para o mundo bruxo além de Hogwarts. Primeiro veio História da Magia na América do Norte e depois, este interessante Escola de Magia e Bruxaria de Ilvermorny, ambos de 2016.

Aqui, a autora consegue nos familiarizar com a criação da escola estadunidense de magia e bruxaria e todo o seu alcance na América do Norte (lembrando que para a América do Sul, temos o Castelobruxo, na Amazônia brasileira). O ponto de partida é familiar e serve como motivação para a “heroína da vez”, a matriarca-fundadora de Ilvermorny, Isolt Sayre, nascida na Irlanda, por volta de 1603 e foragida para a América, em 1620.

Curioso observar que mesmo para uma escola americana, a autora preferiu ter plantadas as raízes europeias da fundação, mantendo, inclusive, ligação de Isolt com um bruxo importante e amplamente conhecido no Universo de Harry Potter. Não que isso seja algo negativo, mas a visão eurocêntrica de todo o ambiente enjoa um pouco. Em alguns momentos, o texto abre para nativos e contém uma citação a um mexicano, mas fica por isso mesmo. Ao final, o ciclo se fecha com o olhar novamente para a Europa e a citação de Hogwarts, o que de certa forma distrai e mina a força que teria algo exclusivamente americano.

Dividido em pequenos blocos, cada um explicado partes da vida pessoal de Isolt ou coisas que influenciaram a fundação da escola, o conto traz diferenças e semelhanças entre Ilvermorny e Hogwarts, mas no fim, o leitor perceberá mais coisas parecidas do que o contrário. Muitas ligações estão envernizadas ou adaptadas a outro cenário, como o Basilisco e a Serpente Chifruda; o Salgueiro-Lutador e a espécie desconhecida de Colubrina; uma mistura de Elfo com Diabrete da Cornualha e o Pukwudgie, e por aí vai. Para uma escritora tão imaginativa e com a missão de criar as bases de uma nova escola, era de se esperar algo que realmente soasse novo, trouxesse mais perguntas e desejo de exploração diante do desconhecido, por parte do leitor.

A história de Ilvermorny é marcada por tragédias familiares, muita determinação e um princípio de luta de uma imigrante para sobreviver em um lugar inóspito e cheio de dificuldades sociais e religiosas. O texto poderia abordar mais da geografia local, dar maiores detalhes sobre o castelo, bem como ampliar os elementos do status da escola no presente, mas as informações que temos aqui mostram um lugar interessantíssimo que com certeza gostaríamos de ver em outras mídias. O pontapé inicial já foi dado.

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Se você ainda não fez o teste para descobrir em que casa de Ilvermorny está, clique aqui. Eu fiz o meu e o resultado foi Horned Serpent (Serpente Chifruda), e gostei bastante do resultado. E aqui vai um fato curioso: embora a autora tenha dito que não há NENHUMA CORRESPONDÊNCIA entre as casas de Ilvermorny e Hogwarts, eu achei bastante coerente ter caído na Horned Serpent, já que em Hogwarts eu caí na Sonserina (Slytherin). Só não entendi por quê ganhei um Açor como patrono, com duas serpentes como referencial…

Comentem abaixo quais são as casas de vocês nas diferentes escolas, qual é o patrono de vocês e o que acharam deste conto. A seguir, o vídeo lançado no Pottermore para introduzir a história de Ilvermorny.

Escola de Magia e Bruxaria de Ilvermorny (Ilvermorny School of Witchcraft and Wizardry) — Reino Unido, 2016
Autora: J.K. Rowling
Publicação original: Pottermore

LUIZ SANTIAGO. . . .Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.