Crítica | Halloween 2 – O Pesadelo Continua!

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estrelas 3

Quando Halloween estreou nos cinemas, os filmes de terror ganharam um novo rumo. Foi uma produção de baixo orçamento e muito sucesso. A fórmula do vilão mascarado que persegue e assassina jovens numa noite (em alguns casos, dias) de Natal, Reveillon, Dia das Mães, Dia dos Namorados, dentre outras datas comemorativas, como o Halloween, iria se desenvolver com afinco no final dos anos 1970 e por praticamente toda a década de 1980.

Em Handdonfield, na noite de 31 de outubro de 1978, Michael Myers mata três jovens estudantes e tenta aniquilar a sua irmã, Laurie Strode (Jamie Lee Curtis). Ela é a única sobrevivente dessa terrível empreitada criminosa e, após o embate com o irmão, é levada para o hospital da cidade, sendo protegida pelo cuidadoso Dr. Loomis (Donald Pleasence), um homem que estudou Myers de perto desde quando o garoto cometera seu primeiro assassinato, ainda criança.

Vai ser no hospital da cidade que Laurie receberá o devido tratamento para o trauma, mas também passará por outra noite de intenso pavor. Michael Myers reaparece: se antes o foco era a irmã, com alguns jovens aniquilados no meio do caminho, o irmão assassino agora pretende eliminar qualquer um que apareça na sua frente. É este o momento em que a série adentra no perfil dos demais filmes sobre assassinos em série que somam uma imensa lista de crimes ao longo de uma noite, perdendo um pouco da característica que o destacava o original e tornava-o tão especial, ainda que o trabalho de John Carpenter e Debra Hill no roteiro ainda reserve bons sustos aos espectadores, mantendo-se como uma continuação acima da média, especialmente considerando o que temos visto por aí nos dias de hoje.

O filme entrou para o panteão dos filmes caros de Hollywood. O primeiro custou 350 mil dólares e esta continuação 2,5 milhões. A partir daí, a série ganharia um extenso rumo, cheia de altos e baixos (mais momentos rasteiros que voos nas alturas). Mais adiante, Michael Myers estampou várias listas de melhores vilões do cinema e adentrou, assim como Jason e Freddy, na cultura da convergência: videogames, quadrinhos, boneco para colecionadores, dentre outros.

Halloween 2 é ainda um bom exemplar da safra original dos slasher movies e merece ser conferido, mesmo que o frescor do original tenha se perdido entre o orçamento inchado e a necessidade hollywoodiana de mostrar mais e matar mais a cada nova continuação de obras dessa natureza.

Halloween 2 – O Pesadelo Continua! (Halloween II – EUA, 1981)
Direção: Rick Rosenthal
Roteiro: John Carpenter, Debra Hill
Elenco: Jamie Lee Curtis,  Donald Pleasence, Nancy Stephens, Charles Clyphers, Dick Warlock, Jeffrey Kramer, Lance Guest, Pamela Susan Shoop, Leo Rossi
Duração: 92 min.

LEONARDO CAMPOS . . . . Tudo começou numa tempestuosa Sexta-feira 13, no começo dos anos 1990. Fui seduzido pelas narrativas que apresentavam o medo como prato principal, para logo depois, conhecer outros gêneros e me apaixonar pelas reflexões críticas. No carnaval de 2001, deixei de curtir a folia para me aventurar na história de amor do musical Moulin Rouge, descobri Tudo sobre minha mãe e, concomitantemente, a relação com o cinema.