Crítica | Homens-Aranha # 2 de 5

Homens-Aranha é uma minissérie em cinco edições lançada este ano (2012) como parte das comemorações editoriais para os 50 anos da criação do Amigão da Vizinhança.

O encontro entre os dois dois Homens-Aranha parece-me que renderá bons frutos, afinal de contas. Na minissérie em cinco edições, Peter Parker entra em um portal dimensional criado por Mistério e vai parar no Universo Ultimate (Earth-1610), onde o adolescente afro-americano Miles Morales, de apenas 13 anos é o Homem-Aranha. A história ganha um rumo bastante interessante a partir dessa segunda edição, e mesmo que tenha desacelerado o seu ritmo na reta final, conseguiu um bom resultado.

Quando escrevi sobre a primeira edição dessa minissérie, salientei diversas vezes o quesito da “impossibilidade” dessa história, mas ao aceitá-la percebi que ficou bem mais fácil acompanhar o seu desenvolvimento e procurar entender o que acontece, embora não haja muita coisa para entender.

Essa segunda edição está centrada no encontro entre os dois Aranhas, e devo dizer que esta é a melhor parte da revista, que já valeria a pena se tivesse apenas essa sequência. Tanto o roteiro de Brian Michael Bendis quanto a arte de Sara Pichelli nos prendem à trama, e há momentos admiráveis de inspiração de ambos os artistas. O diálogo entre os dois segue a linha do “quem é você?”, mas de um modo completamente diferente dos diálogos chatos e existenciais que porventura poderiam surgir de um acontecimento como este. Entre lutas, alfinetas e uma certa exibição de poderes em meio a conversa, temos uma apresentação muito divertida e dinâmica entre os dois heróis.

Acredito que uma das coisas mais interessantes nessa revista é o encontro de gerações diferentes. Miles Morales é adolescente, e antes de ser picado por uma aranha, já estudava e colecionava tudo o que tinha a ver com o Peter Parker Ultimate, o que faz dele um fã-herói. Ao se encontrar com Parker (o nosso Parker) Morales não esconde a sua admiração, mas também não se deixa levar pela alma tiete e reage nos momentos certos, como qualquer herói faria. Outra tirada que representa muito bem essa diferença de gerações é que o jovem Aranha chama Parker de “velho”, ao que Nick Fury rebate, quando este tenta protestar: “Ele tem 13. Aos seus olhos, todos nós temos 80”.

Mesmo sendo uma edição de reconhecimento, imaginei que o final seria mais chamativo, como foi na edição anterior. Aqui, o Avatar de Mistério é enviado para o mundo Ultimate, e tenta matar os dois Aranhas, com o objetivo declarado de dominar essa dimensão. Vindo de Mistério esse plano é quase uma afronta, mas tudo bem… Vamos esperar para ver o que acontece após o episódio do helicóptero.

LUIZ SANTIAGO. . . .Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.