Crítica | Insurgente

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estrelas 3,5

Obs: Crítica originalmente publicada em 20 de março de 2015.

Se o início da saga fez bastante sucesso com os fãs, a segunda parte promete fazer ainda melhor.

Insurgente começa do ponto em que parou o filme anterior quando Caleb, Tris, Quatro e Peter fogem da cidade e acabam indo se abrigar na facção Amizade. Tris anda tendo pesadelos atrás de pesadelos com a morte dos pais e o fato de ter matado Will um dos seus melhores amigos. Guardando muita mágoa e raiva dentro de si ela acha extremamente complicado ter que aceitar, de modo impositor, toda a atmosfera tranquila que cerca aqueles que vivem ali. Principalmente quando precisa conviver com Peter lhe provocando durantes as refeições. Ela não resiste as provocações e parte para cima de Peter levando Johanna, mentora da facção a desfazer o convite e dizer que eles não eram mais bem vindos ali. A conversa não dura muito, pois os soldados da Janine, membros da Audácia como Eric e Max chegam para procurar por novos divergentes. A líder da Erudição finalmente encontrou a mensagem deixada pelos anciões escondida numa caixa na casa dos Prior e tem certeza de que ali dentro estão as respostas que procura. No entanto, só um divergente pode abri-la, por isso manda os rapazes irem atrás de mais cobaias.

O trio consegue fugir, mesmo tendo sido traídos por Peter e se unem aos sem-facção que para surpresa de Tris são liderados pela mãe de Quatro, Evelyn Eaton. A ideia dela é tomar o poder a força e desmascarar o plano de Janine, algo que Tris concorda de imediato, mas Quatro não está tão seguro assim.

Cansada de ver tentativas frustradas para abrir a caixa, a líder da Erudição decide ir um pouco além e manda seus soldados buscarem os divergentes mais capacitados e Tris é a mais apta. A jovem precisará de muita força para enfrentar os testes aos quais será submetida e conseguir, novamente, livrar a todos da tirania imposta por Janine. E o que ela descobre na mensagem, mudará tudo, para sempre.

Insurgente, felizmente, cai na mesma malha que Capitão América 2 por exemplo, ao já ter apresentado seus personagens e perfis e apenas seguir livremente com o enredo. Optar por diminuir as cenas de romance e investir mais nas cenas de ação foi uma escolha inteligente do diretor, pois evoluiu a trama e prendeu o espectador ao invés de cansá-lo repetindo algo que ele já sabe. Os atores parecem mais confortáveis em seus papéis e assim, atuam de forma mais segura e sincera, sem parecer forçado demais.

Quanto a adaptação em si, há diversos elementos fora daquilo apresentado no livro, mas nada que corrompa o caminhar da trama ou mesmo ela como um todo. Muito menos se torna uma história completamente diferente da escrita no livro. Foram apenas escolhas, algumas bem sábias, que facilitaram a evolução do roteiro por inteiro.

A evolução de Insurgente não reside apenas no roteiro e na atuação do elenco, como também nos cenários e nos efeitos visuais que estão por todo o filme. Salvo duas cenas mal finalizadas, como quando Tris voa para cima de Janine ou quando ela cai quase que infinitamente de um prédio e a atriz de carne e osso, se transforma num boneco de CG desforme, a parte técnica é superior ao seu antecessor e até acrescentou novos elementos que colaboram com o conjunto da obra.

Entretanto, senti falta de um trilha sonora impactante como a desenvolvida para Divergente. Aqui, não há nenhuma canção interessante e nem mesmo as scores que deveriam contribuir com o desenvolver da história são memoráveis, o que é uma falha enorme se tratando de um filme de ação.

Insurgente (Insurgent – EUA  2015)
Direção: Robert Schwentke
Roteiro: Brian Duffield, Akiva Goldsman, Mark Bomback
Elenco: Shailene Woodley, Theo James, Kate Winslet, Jai Courtney, Mekhi Phifer, Ansel Elgort, Milles Teller, Octavia Spencer, Zöe Kravitz, Ben Lloyd-Hughes, Tony Goldwin, Ashley Judd, Emjay Anthony, Ray Stevenson, Naomi Watts, Keiynan Lonsdale, Maggie Q, Kendrick Cross, Daniel Dae Kim
Duração: 119 min.

MELISSA ANDRADE . . . Uma pessoa curiosa que possui incontáveis pequenos conhecimentos desde literatura a filmes a reality shows a futebol alemão e está sempre disposta a aprender muito mais. Por isso sou Jornalista por experiência e vocação. Fotógrafa Profissional com muita paixão e um olhar apurado e Roteirista frustrada e uma Crítica de Cinema em ascensão.