Crítica | Jessica Jones: Custom Edition #1

estrelas 3

jessica_jones_custom_edition_plano_criticoEm antecipação ao lançamento da série da Netflix focada na super-heroína e detetive particular Jessica Jones, que debutou na Marvel em Alias e, depois, ganhou a série The Pulse, a Marvel Comics lançou um prelúdio especial gratuito (disponível via Comixology ou Marvel Unlimited), de 16 páginas, inserindo a personagem no contexto do “universo urbano” de seu Universo Cinematográfico. Apesar de não ser uma edição particularmente fundamental na cronologia da personagem, fato é que, considerando o pouco de material que existe sobre ela, qualquer coisa é “ouro”, especialmente quando todo o time original de Alias é trazido.

Assim, voltam a escrever e desenhar Jessica Jones, em conjunto, Brian Michael Bendis no roteiro, Michael Gaydos no desenho e David Mack na arte da capa. E, como leitor nenhum de Alias pode se dar ao luxo de simplesmente descartar esse time, cabem breves comentários sobre a edição.

Em poucas palavras, é como ler um conto de Jessica Jones dentro do contexto de Alias, mas sem o “palavreado” solto da personagem. A atmosfera é mantida escura, pessimista e pesada e a personagem volta à sua forma pré-The Pulse,  muito mais sombria e soturna, vestindo roupas das mais genéricas e simples. Bendis e Gaydos conseguem perfeitamente capturar o espírito original de sua criação, inserindo-a em um contexto levemente novo, já que a Cozinha do Inferno que vemos agora é populada pelo Demolidor conforme visto na excelente série de TV da Netflix.

Jessica Jones investiga o paradeiro de Tucão (Turk), personagem dos quadrinhos que também aparece com boa proeminência na série como saco de pancadas oficial do Demônio Destemido. Quando a história começa, ela já o achou e ele está em um hospital, depois de, claro, apanhar do Demolidor em sequência que é mostrada em flashback, com direito ao uniforme vermelho modificado visto ao final da temporada. A conversa com Tucão é breve e funciona muito mais para mostrar que Jones não está sozinha, pois ela passa a se interessar pelo vigilante mascarado, já dando pistas de eventual aliança com a persona super-heroística de Matt Murdock.

Não há muito mais do que isso. Os diálogos são bons, mas não particularmente especiais, como se Bendis estivesse no piloto automático e produzindo um filler para apaziguar os ânimos dos fãs que aguardam a estreia da série. E com certeza é por aí, mas o valor dessa edição está justamente em trazer a trinca original no roteiro e na arte interna e da capa, e introduzir a personagem nesse mundo televisivo que se parece muito com o mundo de Alias. Agora é só conferir se a versão em carne e osso de Jessica Jones será tão sensacional quanto a dos quadrinhos.

Jessica Jones: Custom Edition #1 (EUA, 2015)
Roteiro: Brian Michael Bendis
Arte: Michael Gaydos
Capa: David Mack
Editora nos EUA: Marvel Comics
Data de lançamento original: julho de 2015
Editora no Brasil: não lançado no Brasil
Páginas: 16

RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.