Crítica | Last of the Titans – Big Finish Especial #1

estrelas 4,5

Equipe: 7º Doutor
Espaço: Nave espacial de Vilgreth, Órbita do Planeta Ormelia
Tempo: Indeterminado

Quando um cientista resolve brincar de ser deus e gerar vida a partir de um esqueleto Cro-Magnon, o resultado não deve ser tão bom a longo prazo. Isso é o que vemos em Last of the Titans, um excelente drama escrito e dirigido por Nicholas Briggs e lançado pela Big Finish em caráter especial na Doctor Who Magazine #300. A história é narrada e vivida pelo 7º Doutor, em uma aventura sem nenhum companion.

O Senhor do Tempo está a fim de ir passar férias no Planeta Ormelia, um lugar que lembra os seus “velhos tempos”. Como de costume, a TARDIS é atraída para o perigo e se desvia da rota traçada, materializando-se dentro de uma grande nave espacial, bem em cima de uma escotilha que, assim que o Doutor dá alguns passos em direção ao corredor do local, se abre, e joga a caixa de polícia azul na fornalha. O Doutor não se desespera mas fica bastante apreensivo. Ele reflete e conclui que “ainda bem que a TARDIS é indestrutível. Tecnicamente…“.

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Doctor Who Magazine #300, lançada em fevereiro de 2001: Last of the Titans foi produzido especialmente para acompanhar a revista (esse FREE CD que vocês podem ler na capa).

Last of the Titans é uma história cheia de surpresas. Nicholas Briggs realmente fez um bom trabalho ao brincar com a perspectiva do ouvinte que em um momento pensa que o Doutor vai embora e logo em seguida se depara com algo novo, seja da parte de seu amigo pré-histórico, Vilgreth, o “último dos titãs” do título; seja da parte de um agente de segurança do Planeta Ormelia que está na nave de Vilgreth com um propósito não muito amigável.

Mais uma vez devemos trazer à tona a densidade moral que uma boa história de Doctor Who pode nos proporcionar. De um diálogo entre o Doutor e Stelpor, enviado de Ormelia para uma missão suicida, ouvimos o questionamento sobre a “necessidade de existência” para um ser como Vilgreth, ao que o Time Lord retruca com uma pergunta: quem te deu autoridade para decidir isso? Eis aí o ponto-chave da moral do Doutor que deveria fazer parte da humanidade, não só em questão de vida e morte mas também de comportamentos e crenças em geral.

Além de escrever e dirigir a aventura, Nicholas Briggs faz a voz do titã terráqueo no espaço, dando a ele um caráter inocente, uma ótima figuração humorística e um pouco de estupidez (no sentido de ter pouca inteligência para compreender as coisas de maneira rápida, o que é uma perfeita representação do autor para uma espécie que reprovou na seleção natural mas foi trazia novamente à vida). O único ponto fraco da história é a ação de Vilgreth como piloto da nave que destruiria Ormelia, eventualmente. Porém, diante de todo o resto, este é um detalhe de pouca importância. E como diz o Doutor ao final: deve-se sempre olhar pelo lado positivo das coisas. Mesmo quando eles não pareçam existir.

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Os eventos de Last of the Titans ocorrem entre The Greatest Show in the Galaxy e Battlefield (TV). No universo dos áudios da série, eles ocorrem entre The Light at the End e The Sirens of Time.

Last of the Titans – Big Finish Especial #1  (Reino Unido, 2001)
Direção: Nicholas Briggs
Roteiro: Nicholas Briggs
Elenco: Sylvester McCoy, Nicholas Briggs, Alistair Lock, Lennox Greaves, Holly King
Duração: 31 min.

LUIZ SANTIAGO. . . .Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.