Crítica | Legends of Tomorrow – 2X06: Outlaw Country

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estrelas 2,5

Contém spoilers! Leiam as críticas dos demais episódios de Legends of Tomorrow, aqui.

Quase bom, este sexto episódio de LoT sofre parcialmente das dores infligidas à maior parte das produções da CW, sobre as quais eu venho constantemente reclamando desde que assumi as críticas de The Flash, em Fast Lane. A diferença de qualidade aqui está nos ingredientes que o episódio fornece para o futuro. Eles não são o foco do capítulo, apenas se erguem como pontes para uma trama que se dilui rápido, sem muita serventia. Contudo, das migalhas apresentadas pelos roteiristas Matthew Maala e Chris Fedak é que teremos um novo momento para a série a partir de agora.

É reconfortante saber que Ray voltará a ser o Eléktron (ou Átomo, depende como você gosta de chamá-lo…). Tenho certeza de que não sou o único a ver com maus olhos a tentativa da produção em colocar o personagem como parceiro de Mick. Convenhamos que nesta temporada as relações entre os dois personagens melhoraram, tornaram-se quase orgânicas, mas nada que sustentasse uma parceria de fato. Manter Ray Palmer como Capitão Frio seria um grande absurdo. Se bem que encontrar o material de estrela anã no mesmo tempo de Jonah Hex foi de uma conveniência também absurda, mas nada tão loucamente impossível.

A consequência disso é que nos perguntamos sobre a presença do pirata espacial na região. Nós já temos informações óbvias sobre os distúrbios temporais e todo o cenário de paradoxos que tomarão principalmente LoT e The Flash em suas temporadas 2 e 3, respectivamente, então é natural que personagens mais ou menos deslocados apareçam e tragam objetos potencialmente perigosos ou bastante úteis para as lendas, como ocorre aqui com o material de estrela anã que permite Ray fazer o uniforme do Cidadão Gládio e, claro, ter o bastante para reconstruir o seu exoesqueleto.

Não me parece que Hex terá uma participação decisiva nos eventos seguintes, ele apenas serviu como personagem recorrente a quem a série deve voltar de tempos em tempos… uma referência de luxo que, infelizmente, também traz “necessidades” cênicas que os diretores poderiam muito bem abrir mão, como a briga de Saloon, por exemplo. Se há um ponto positivo nisso — porque não existe absolutamente nenhuma justificativa dramática para a luta, ela é algo que os produtores supostamente acreditam ser engraçado e obrigatório quando se trata de Western… parece que não conhecem o gênero cinematográfico genuinamente americano — é o fato de a direção ser menos megalomaníaca do que a de Thor Freudenthal em The Magnificent Eight, a primeira parada das lendas no Velho Oeste.

Amaya usando um outro poder animal é também um ponto positivo a mais no capítulo, uma variedade obrigatória para uma personagem que pode ter acesso a qualquer força desse tipo e que até episódio 4 parece que só tinha um gorila na manga. Parece que ao afastar Ray de Mick, os roteiros estão trazendo Amaya para perto. De alguma forma, a parceria Onda Térmica + Vixen me parece mais crível e pode gerar bons momentos mais para frente. Alguns deles nós tivemos aqui, mas foram interrompidos cedo demais, assim como as rápidas boas construções da direção de fotografia dentro da nave, especialmente na biblioteca.

Com a atenção dada ao chamado de 2016, fica óbvio que teremos a junção dos heróis do tempo presente (Flash, Supergirl e Arqueiro Verde), provavelmente o primeiro bloco de uma sequência de crossovers que devem ocorrer nessas temporadas. Mais bagunças temporais podem aparecer. Preparem-se.

Legends of Tomorrow – 2X06: Outlaw Country — EUA, 17 de novembro de 2016
Direção:
Cherie Nowlan
Roteiro: Matthew Maala, Chris Fedak
Elenco: Victor Garber, Brandon Routh, Caity Lotz, Franz Drameh, Matt Letscher, Maisie Richardson-Sellers, Amy Pemberton, Nick Zano, Dominic Purcell, Johnathon Schaech, Christina Brucato, Alexander Forsyth, Jeff Fahey, Alexander Forsyth, Chris Cannon
Duração: 44 min.

LUIZ SANTIAGO. . . .Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.