Crítica | Legends of Tomorrow – 2X07: Invasion! (Final)

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estrelas 3

Contém spoilers! Leiam as críticas dos demais episódios de Legends of Tomorrow, aqui.

Última e única parte boa do crossover Invasão!, este episódio de Legends of Tomorrow serviu como reparador de pontas para The Flash e para a própria LoT, além de novas possibilidades de conexão com Supergirl, agora perfeitamente ligada à nossa Terra e, de maneira mais distante, com Arrow. Considerando o prelúdio e as três partes, concluímos Invasão! foi um evento falho, por apresentar apenas o pedaço final (este episódio) como relevante.

A trama aqui começa de onde parou em Arrow. Recém-saídos da nave dos Dominadores, os heróis humanos do evento se reúnem em uma força-tarefa de vida ou morte para expulsar ou matar de uma vez por todas os invasores. Toda a avalanche de vícios e coisas negativas vindas dos outros episódios aparecem aqui e, consequentemente, possui “resoluções” nada satisfatórias, como o comportamento de Cisco em relação a Barry — algo estúpido sob qualquer ângulo que se possa olhar — e sua mudança de pensamento ao perceber que, oh!, quando se trabalha com tempo, muita coisa ruim pode acontecer “sem querer”.

Diggle não sofre tanto nesse aspecto, mas também não tem a melhor das contextualizações no episódio, o que acaba acontecendo com alguns outros personagens, que só aparecem para conveniência de mostrar que estavam lá, mesmo que tivessem sido escondidos sob um pretexto bobo (caso do Cidadão Gládio e Vixen) ou escanteados porque o evento é bem maior do que a capacidade de a CW e seus roteiristas criarem algo realmente notável com tantos heróis vindos de séries com realidades sofríveis, sendo que LoT apresenta, até aqui (e exclusivamente nesta 2ª Temporada) uma exceção à regra.

Os bons efeitos vistos em The Flash e Arrow voltam com boas aplicações neste final, e vemos o leque de possibilidades se abrir, seja na tecnologia terráquea ou alien. Ainda tenho reservas quando olho para os tiros, explosões e (para mim, intragável) a visão de raio-x da Supergirl. Todavia, o restante do CGI teve realmente um bom desempenho, de modo que é tranquilamente possível ignorar os deslizes menores cometidos em certas demonstrações.

Aliados ao problema maior, situações individuais foram implantadas no episódio, como a quase resolução do caso das visões de Stein, que acabaram se revelando na forma de uma filha que ele inicialmente chama de aberração (!!!) — vou me abster de estender reclamações para o sumiço de Jax e seu reaparecimento quase mágico… Há também uma nesga de novidade para o comportamento de Oliver em relação a alienígenas (vale dizer que a postura dele diante de Kara foi xenófoba e, para ser direto, burra, indigna de alguém que se diz herói) e como eu já havia citado, para Cisco em relação a Barry. Óbvio que dentre essas situações, muita coisa das séries isoladas ficaram de lado e serão retomadas depois, com alguma desculpa. Penso que no caso de LoT, o que ficou de fora foi bem pouco. Aliás, do universo super-heroico da CW, a única série que realmente se enquadrou de maneira coerente nesse crossover foi LoT.

A correria final para resolver o caso da bomba obedeceu o típico clichê dessas situações, mas acabou tendo mais reações positivas do que negativas. Até personagens que no começo do episódio estão insuportáveis (Felicity e Cisco), chegam a um ponto diferente no final. A última batalha não teve exatamente a imponência necessária que muitos de nós estavam esperando, talvez pela mania do diretor Gregory Smith (Marooned e Leviathan) em fazer plano geral para tudo, ao invés de filmar partes isoladas e planos mais fechados, dando melhor atenção às partes e juntando o grupo depois, um princípio chavão de filmagem com grupos de heróis, mas que funcionaria muito melhor do que o ponto de vista do “observador diferentão” que temos aqui.

Antes de terminar, vale dizer que o uniforme do Cidadão Gládio me pareceu ridículo quando ele não está transformado. Lembra o uniforme de Steve Rogers feito com pouco dinheiro e muito mal gosto. Eu não gosto de Mick, mas dessa vez estive 100% com ele quando definiu o que achou do visual de Nate. Ah, e só para mostrar o quanto os roteiristas dessa série são geniais SQN: ao ouvir a provocação de Mick, o historiador, que é um cara inteligente e poderia responder qualquer coisa minimamente inteligente, disse isso aqui: “foi Ray que fez para mim“. UAAAAAU!!!

Terminada a megalomania, ficam as perguntas de como os produtores e escritores vão fazer para colocar os heróis retornando aos seus “afazeres”, após o evento. Como podem ver, já temos algo com que nos preocupar nos próximos episódios. Por enquanto, chega de Invasão!.

Legends of Tomorrow – 2X07: Invasion! — EUA, 1º de dezembro de 2016
Direção:
Gregory Smith
Roteiro: Phil Klemmer, Marc Guggenheim, Greg Berlanti
Elenco: Victor Garber, Brandon Routh, Franz Drameh, Caity Lotz, Nick Zano, Dominic Purcell, Maisie Richardson-Sellers, Stephen Amell, Amy Pemberton, David Ramsey, Emily Bett Rickards, Danielle Panabaker, Carlos Valdes, Melissa Benoist, Grant Gustin, Christina Brucato, Donnelly Rhodes, Lucia Walters, Jacob Richter
Duração: 44 min.

LUIZ SANTIAGO. . . .Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.