Crítica | Legends of Tomorrow – 2X13: Land of the Lost

land of the lost - plano-critico - legends of tomorrow

estrelas 2,5

Contém spoilers! Leiam as críticas dos demais episódios de Legends of Tomorrow, aqui.

Depois de mais da metade da temporada desaparecido ou vivendo outras identidades — na verdade, variações mentais do mesmo Rip — temos aqui Arthur Darvill voltando a assumir o posto de Capitão (ou um dos capitães?) da WaveRider, após uma curiosa missão de resgate feita por Sara e Jax na mente de paleta esverdeada do ex-Time Master.

Da linha de bons episódios que vínhamos tendo desde Compromised (e levando ainda em consideração que a temporada nos tinha trazido apenas dois tropeços até o momento — AbominationsOutlaw Country) chegamos, já na reta final da temporada, que terá um total de 17 episódios, a um outro passo em falso, muito embora seja bastante divertido ver essa brincadeira com Viagem Fantástica (1966), além de outras referências interessantes a filmes com personagens que encolhem — embora eles não tenham encolhido, apenas foram transferidos de um plano para outro, mas a dinâmica é exatamente a mesma.

O grande erro do episódio foi apostar demais na estranheza e tirar completamente as lendas de um ambiente que vinha sendo erguido de maneira bastante orgânica até agora. Ou seja, estamos falando de um problema de sequência dentro da temporada (em campo maior) e de execução interna (campo menor), tendo suas partes menos aplaudíveis nos efeitos especiais e nos diálogos escritos para as “versões malignas” dos protagonistas, que até o momento infestavam a mente de Rip, deixando-o preso e agindo por ele, fazendo todas aquelas coisas horríveis que ele vinha fazendo desde a alteração realizada pelo Flash Reverso em sua mente.

A base de busca pela Lança do Destino, no entanto, permanece. Embora eu tenha achado forçada toda a saga no Período Cretáceo, não me contive em algumas cenas. Ray e Nate são personagens engraçados e assumem posturas de “crianças bobas” diante de alguns eventos, algo que faria as outras Lendas olhar com diferença e isso torna-os ainda mais simpáticos aos olhos do espectador. Para alguém que, como eu, foi fascinado (completamente enlouquecido, para falar a verdade) por dinossauros durante o final da infância e o início da adolescência — e muito desse comportamento ainda permanece comigo hehehe — ver a reação dos dois “crianções” para o que Amaya faz com a mamãe dino é um verdadeiro encontro com o lado que se impressiona com essas coisas aparentemente bobas. Mesmo em um episódio mais fraco, essa temporada está sabendo se conectar bem com o espectador.

Esse talvez seja o maior impasse na construção dos personagens ao longo da jornada para trazer Rip de volta. Está muito claro que o verdadeiro objetivo aqui é unicamente esse e, convenhamos, esta era a armadilha da temporada. Não tinha muito como fazer algo épico ou realmente tão bom quanto as histórias mais abertas que tínhamos na temporada passada. Eu ainda fiquei surpreso que tenham colocado efeitos, como o acidente da WaveRider e o foguinho maléfico do Firestorm, mas nos dois casos, são efeitos ruins, então a gente finge que nem existiram (mas desconta pontos por isso, porque não dá para ignorar o quanto afeta a qualidade estética geral do capítulo. Fazer o quê?).

Eu havia apontado, na crítica de Camelot/3000 que o orçamento estava mais curto, diante de uma sequência de episódios tão intensos até aquele momento, e que a série guardaria mais disso para o final. Eu realmente não me importaria se Land of the Lost fosse algo mais claustrofóbico e menos megalomaníaco… que os produtores aceitassem que era um “episódio menor” e não tentassem desviar a atenção do público com algumas maravilhas técnicas. De qualquer forma, por mais duro que pareça, não estou negativizando o capítulo. Ele é “apenas medíocre”, não é ruim não. Há bastante humor e uma sequência de eventos legais para se levar em consideração e curtir bem o episódio.

[NOTA: LoT não cansa de fazer referências a Doctor Who e a coisas que Darvill esteve envolvido enquanto foi companion do Doutor. Aqui, salta aos olhos a dinâmica do ótimo episódio de Neil Gaiman para DW em 2011: The Doctor’s Wife. Só que em vez da TARDIS, temos um outro “avatar de nave” manifestado para o seu capitão.]

A grande questão é: por que Rip voltou? vocês não acham estranho vê-lo no comando da nave depois de todo esse tempo com Sara e o restante da equipe ajudando a pilotar? E para ser sincero eu não gosto do Rip Capitão. Alguém pode dar para ele a personalidade do diretor de cinema novamente?

Legends of Tomorrow – 2X13: Land of the Lost  (EUA, 7 de março de 2017)
Direção: Ralph Hemecker
Roteiro: Keto Shimizu, Ray Utarnachitt
Elenco: Victor Garber, Brandon Routh, Arthur Darvill, Caity Lotz, Franz Drameh, Matt Letscher, Maisie Richardson-Sellers, Amy Pemberton, Nick Zano, Dominic Purcell, Sean MacLean
Duração: 42 min.

LUIZ SANTIAGO. . . .Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.