Crítica | Legends of Tomorrow – 2X14: Moonshot

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estrelas 4

Contém spoilers! Leiam as críticas dos demais episódios de Legends of Tomorrow, aqui.

Estados Unidos, anos 1960. A corrida espacial era a grande ‘coisa do momento’ e ressaltava as inimizades entre a terra do Tio Sam e a União Soviética, cujo programa espacial deu muita dor de cabeça para os americanos, ao menos nas fases um e dois da corrida. Moonshot, 14º episódio de LoT, captura com grande humor e veracidade esse momento da História e traz novamente coisas que eu já elogiava na série desde a 1ª Temporada: excelentes direção de arte e figurinos, especialmente quando estamos falando de cenários no miolo do século XX.

Algumas cosias são ajustadas sem muita enrolação aqui. Eu havia reclamado do deslocamento de Rip em Land of the Lost, mas foi muito prazeroso ver a série assumindo definitivamente esse desconforto, dando a oportunidade do personagem sofrer as consequências normais de ter ficado afastado por um bom tempo e ver Sara como comandante da nave, algo que ele (e eu concordo plenamente com essa afirmação) afirma que ela “faz bem melhor“.

Claro que esse estado das coisas onde vemos Sara Lance como uma boa Capitã veio junto com a colossal melhora da série nesta 2ª Temporada, uma espécie de fruto colhido que merece ser destacado em um pequeno conflito de ego como o que se mostra aqui. E mesmo com o desconforto, é igualmente aplaudível ver o rumo que os produtores deram a Rip, enfim se encontrando como uma Lenda em sua própria confusão. Não sei se isso vai durar muito tempo — talvez Sara seja afastada ao final da temporada e Rip volte a assumir a nave — mas por hora, a decisão foi mais que acertada.

Identificado bem o quase esgotamento da busca pela Lança do Destino, o co-produtor e roteirista Grainne Godfree não quis fazer desta última fase da caçada a coisa com maior destaque do episódio. Em vez disso, o autor deixou as relações entre as Lendas e Thawne em destaque e reforçou essa linha dando o peso necessário para a viagem à Lua, fazendo diversas referências do gênero, temperando com piadas ao filme Perdido em Marte (2015), com direito a uma boa participação de Ray, que manteve cenas de interação muito boas com Thawne. Aliás, as linhas do roteiro que trazem à tona a visão do Flash Reverso para o que é um vilão e o peso da ciência nisso tudo é muito interessante. Evidente que este pensamento não deixa de se enquadrar no território dos cientistas loucos, mas funciona bem no contexto a ajuda a aumentar a profundidade para o personagem, que eu tenho gostado cada vez mais de ver em cena.

A ideia da Lança na bandeira fincada na Lua; a brincadeira de Ray para chegar até ela + o ótimo plano dele levantando-a; a tentativa de distração de Stein cantando Banana Boat-Song (Day O), sendo acompanhado por um Mick completamente sem jeito e o sacrifício de Henry Heywood são grandes momentos do episódio, que se preocupou bastante com o essencial, deixando de lado personagens e dramas paralelas, mesmo que isso tenha dado um quê de abandono ao capítulo — pensem, nesse momento, em Malcolm Merlyn e Damien Darhk –, mas como diz o ditado, “tudo, não terás“. Depois, é importante considerar que o roteiro precisava ser focado na parte da Lança, logo, certas “omissões” são perfeitamente compreensíveis dentro da necessidade do episódio.

Bastante divertido e com um “caso Lunar” aliado a problemas pessoas que se resolvem aos poucos entre as Lendas, Moonshot foi até agora o melhor episódio desta temporada, que já entra em sua reta final. Os três capítulos restantes devem dar o destino final para a Lança (o que ela pode fazer ou a ocultação/destruição dela) e preparar o terreno para o enredo da 3ª Temporada, que como vocês sabem, já foi confirmada e já está sendo filmada, tendo data de estreia marcada para outubro deste ano. Se a tríade final continuar no mesmo nível da série até aqui e nos der algo interessante para o terceiro ano do show, será a aposta mais cega e mais certeira da CW em sua sequência atual de séries de heróis. Agora é pagar para ver.

Legends of Tomorrow – 2X14: Moonshot (EUA, 14 de março de 2017)
Direção: Kevin Mock
Roteiro: Grainne Godfree
Elenco: Victor Garber, Brandon Routh, Arthur Darvill, Caity Lotz, Franz Drameh, Matt Letscher, Maisie Richardson-Sellers, Amy Pemberton, Nick Zano, Dominic Purcell, Matthew MacCaull, Milo Shandel, Devin Johnston, Patrick Lubczyk, Kent Thomson, Sean MacLean, Jesse Reid, Adam Pateman, Lana Jalissa
Duração: 42 min.

LUIZ SANTIAGO. . . .Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.