Crítica | Legends of Tomorrow – 2X16: Doomworld

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estrelas 4

Contém spoilers! Leiam as críticas dos demais episódios de Legends of Tomorrow, aqui.

Realidades alternativas estão sempre entre as melhores coisas da ficção científica, ao lado da viagem no tempo e da exploração de diferentes mundos, com diferentes espécies. Após uma desnecessária permanência na trama da Lança do Destino em Fellowship of the Spear, mas mesmo assim, trazendo um bom episódio, LoT volta a fazer jus aos elogios da temporada, entregando-nos um drama sólido, com bom equilíbrio entre humor e tragédia e dando um intrigante cliffhanger para o capítulo final deste segundo ano do show.

A experiente diretora Mairzee Almas (que já assinou a direção de episódios para diversas séries de safras recentes, como Shadowhunters, The 100, 12 Monkeys, iZombieLucifer) aproveita as deixas bastante ágeis do roteiro e faz do episódio uma constante briga entre as forças interessadas na Lança, seja para desfazer a realidade escrita pela Legião do Mal, seja para manter essa realidade exatamente como está, um sonho que parece agradar apenas a Eobard Thawne. Do texto, apenas a deslocada aparição de Felicity Smoak incomoda.

Nós já tínhamos visto um personagem da série deslocado do tempo e agindo de maneira completamente diferente ao seu comum (Rip, em suas duas versões antes de ser novamente o “Capitão”); e é muito interessante notar que o personagem novamente passa por uma “recaída”, segurando sozinho a parte cômica do episódio, passando o tempo cozinhando bolos e se embebedando, o que seria algo que eu mesmo faria, se estivesse em situação parecida. A direção de arte do episódio se superou aqui, criando com bastante graça o pequeno espaço da nave utilizado por Rip e mostrando bolos cada vez mais intricados. A revelação da WaveRider ao final, em formato mínimo, foi plenamente satisfatória, garantindo com sucesso o famoso mind-blow. Também é preciso destacar que a mudança de personalidades, com as Lendas reescritas para a timeline criada pela lança são interessantes. Infelizmente, isso dura bem pouco.

Vocês que têm me acompanhado sabem que eu fiquei receoso, no episódio passado, pelo que seria feito na dupla de episódios finais, mas agora não estou mais. Claro, eu ainda acho que a saga da Lança foi estendida mais do que deveria, mas é tarde para levar isso em séria consideração, uma vez que todas as outras coisas estão se ajustando e tomando um bom caminho para o fim. A morte de Amaya (uma das melhores formas de tirar uma boa personagem de cena) e o dilema moral com Mick — vocês acham que ele fica para a próxima temporada? Pessoalmente, acho que não tem mais clima — apareceram como boas peças de um final, e estou feliz que uma parte do problema tenha sido apresentado agora. Isso acrescentará uma camada épica ao finale e com certeza tornará tudo muito mais impactante. Eu tenho evitado todos os spoilers possíveis, então não tenho ideia de qual será o tema ou personagens que formarão a 3ª Temporada. Estou curioso para a introdução desse novo cenário no capítulo 17.

Mesmo tendo durado mais do que deveria, o arco da Lança do Destino trouxe uma deixa interessantíssima para o último episódio de Legends of Tomorrow. Realmente espero que não estraguem o final. Esse segundo ano da série foi muito bom e merece um bom desfecho.

Legends of Tomorrow – 2X16: Doomworld (EUA, 28 de março de 2017)
Direção: Mairzee Almas
Roteiro: Ray Utarnachitt, Sarah Hernandez
Elenco: Victor Garber, Brandon Routh, Arthur Darvill, Caity Lotz, Franz Drameh, Matt Letscher, Maisie Richardson-Sellers, Amy Pemberton, Nick Zano, Dominic Purcell, Neal McDonough, John Barrowman, Wentworth Miller, Emily Bett Rickards, Ryan Jinn, Jeff Craigen
Duração: 42 min.

LUIZ SANTIAGO. . . .Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.