Crítica | Legends of Tomorrow – 3X14: Amazing Grace

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Há SPOILERS do episódio e da série. Leia, aquias críticas dos outros episódios.

Então vamos destruir um demônio do tempo com nossas “melodias arrasadoras”? Vai dar super certo!“. Quando Zari / Ísis diz essa frase sensacional, o episódio já está praticamente ganho, e é uma frase logo no começo dele. Com roteiro de Matthew Maala e Tyron CarterAmazing Grace surpreendentemente mantém o alto nível de Legends of Tomorrow, que despertou para a glória nesta 3ª Temporada.

O ponto central aqui é o Totem da Morte, o último e misterioso dos totens que as Lendas estão buscando para poder enfrentar Mallus, o demônio preso no tempo, que tem feito de tudo para se livrar de sua prisão. Notem o primeiro ingrediente de boa construção do roteiro: o episódio tem um motor que, depois de apresentado, é mantido em alta até o final, sendo devidamente finalizado e criando o cliffhanger intrigante para o capítulo seguinte. Em seguida, este motor central move todas as peças recorrentes do jogo (as Lendas) em sua própria atmosfera, fazendo com que um bônus seja colocado na história, para movimentar mais uma missão dos viajantes no tempo. E desta vez temos um bônus de peso: Elvis Presley, interpretado por Luke Bilyk.

Aqui, preciso compartilhar com vocês algo pessoal que certamente me pegou de jeito no capítulo. Eu amo Elvis. Em um nível similar ao quanto Nate, no episódio, ama Elvis. Então vocês devem imaginar o quão feliz eu fiquei ao ver que a trama se passaria em Memphis e quem estaria ali para representar o incomparável despontar popular do rock. Mas não é só isso. Todos sabem que Bilyk é um ator limitado. Aqui, porém, ele passa melo mesmo milagre que o Wally de Keiynan Lonsdale, sendo muitíssimo bem utilizado em cena, protagonizando momentos dramáticos diferentes e com tanta coisa boa ao redor, que o espectador consegue lidar muito bem com as expressões quase uniformes que ele utiliza. O ponto positivo é que ele é simpático e possui uma certa imposição de sua persona, especialmente nos movimentos dos ombros e dos quadris, que para mim, já bastaram como uma interessante releitura do personagem histórico.

Sem precisar fazer do encontro de um totem um evento fechado demais — lembram-se de Beebo the God of War? — os roteiristas aproveitaram o principal poder que esse artefato tem e o usaram com cautela dentro da história. Isso é o que faltou em praticamente toda a primeira temporada de LoT: o emprego de seu próprio material-fonte como mola para fazer a trama avançar, não a criação de formas dramáticas aleatórias onde esse material seria forçado a se encaixar. Da maneira como foi feito aqui, todos saem ganhando. O único ponto fora da curva é o bipolar tio de Elvis, que realmente não encontra um momento aceitável no roteiro. Chega até ser impressionante um texto que consegue fazer Lonsdale e Bilyk parecerem bem num episódio, dar um espaço tão mal ajambrado para um veterano (e bom!) ator como Geoffrey Blake.

As sequências noturas belissimamente fotografadas, a trama que fala diretamente sobre o poder da música, a hilária (e incrível e irônica) camada com o rato Axl e o fechamento de todas as janelas abertas ao longo do capítulo nos fazem ter em Amazing Grace mais quarenta e poucos minutos de pura diversão de qualidade. E quanto à execução da canção-título, na igreja — e a mensagem poética que o episódio passa, da relação com os mortos, especialmente vinda de alguém como Elvis Presley, que sempre disse que “sentia” seu irmão gêmeo morto ajudando-o — é capaz de emocionar. Eu mesmo não pude segurar algumas lágrimas. Que a Graça Maravilhosa continue sobre Legends of Tomorrow, como em feito nessas últimas semanas. Temo que estejamos ficando “mal acostumados”…

Legends of Tomorrow – 3X14: Amazing Grace (EUA, 2018)
Direção: David Geddes
Roteiro: Matthew Maala, Tyron Carter
Elenco: Brandon Routh, Caity Lotz, Maisie Richardson-Sellers, Amy Louise Pemberton, Tala Ashe, Keiynan Lonsdale, Nick Zano, Dominic Purcell, Luke Bilyk, Geoffrey Blake, Kelly Ann Woods, Donny Lucas, Lisa Paxton, Joel Montgrand, David Quinlan
Duração: 43 min.

LUIZ SANTIAGO. . . .Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.