Crítica | Legends of Tomorrow – 4X02: Witch Hunt

LEGENDS OF TOMORROW Witch Hunt PLANO CRITICO EPISÓDIO

  • Há SPOILERS do episódio e da série. Leia, aquias críticas dos outros episódios.

Mais uma separação (mesmo que parcial) entre as Lendas e eu não estou bem. Witch Hunt, segundo episódio da 4ª Temporada da série, tira todas as dúvidas sobre a definição do ambiente mágico que fará parte deste ano e, mais uma vez, faz uma boa dualidade entre vida heroica e vida pessoal, tendo aqui a conclusão da relação conflituosa entre Nate e seu pai. Eu ainda não tenho certeza quanto ao tempo que ele deve ficar fora das Lendas, mas sinceramente, acho um desperdício de personagem esse afastamento. Tudo bem que pesa sobre a produção o mal uso de Nate em termos de transformação, mas ao menos em teoria, dá para entender a justificativa de tentar evitar ações “apelonas”. E claro, o fator orçamentário. A questão é que ele é um personagem engraçado. Um ótimo par intelectual para Ray. Não vai ser fácil se ele ficar de fora por muito tempo.

A abertura desse episódio já traz uma excelente sequência de Ray fazendo um Sismógrafo Mágico-Temporal, unindo magia e ciência para encontrar as anomalias geradas pelas criaturas que escaparam juntamente com Mallus na temporada passada. A cena é rápida mas cheia de bons efeitos, perspectivas e claramente dá a agilidade necessária para o que vem a seguir, quando o aparelho descobre, em Sallem, no século XVII, uma certa presença que não deveria estar lá.

Se em The Virgin Gary enfrentamos um unicórnio do mal, temos aqui uma Fada-Madrinha que de fada só tem mesmo o nome. A série já conseguiu, diversas vezes, brincar com a mudança de percepção do público sobre o que é benéfico ou maléfico para os outros, para a sociedade e, de maneira muito inteligente, o roteiro de Keto Shimizu e Matthew Maala inclui uma bem-vinda abordagem em relação às questões de justiça, acusação, violência contra a mulher e fanatismo religioso aliado a uma histeria de ameaça social que diz “sim” a um banho de sangue de inocentes. E claro, exibindo a justificativa de que tudo o que está sendo feito é “em nome de Deus” e “para o bem e a proteção de todos“, um horror social que o próprio roteiro faz questão de anunciar que não ficou centrado apenas no século XVII. O futuro estaria repleto desse tipo de pensamento e ações.

A Fada-Madrinha, muitíssimo bem interpretada por Jane Carr, com todos aqueles cacoetes e posições teatrais típicas das fadas em um contexto narrativo, num mundo mágico, também está bem inserida no episódio. Mais uma vez, a produção mostra a coragem de mergulhar na loucura, algo que demorou a primeira temporada inteira para os showrunners perceberem que era o que deveria ser feito, mas daí em diante, fizeram-no muito bem. A edição e montagem organizaram a contento as frentes narrativas, com algumas lombadas apenas em Sallem, onde os maiores problemas do episódio estão, mas não é nada que estrague a experiência. Momentos cômicos como a Fada-Madrinha cantando, Ray e Mick transformados e porcos, a cena de Nate diante do pai (e segurando Ray pelado no colo) mais a interação final entre Constantine e a Fada são aplaudíveis. Seguimos bem com a série. A magia definitivamente está no ar!

Legends of Tomorrow – 4X02: Witch Hunt (EUA, 22 de outubro de 2018)
Direção: Kevin Mock
Roteiro: Keto Shimizu, Matthew Maala
Elenco: Brandon Routh, Caity Lotz, Tala Ashe, Jes Macallan, Amy Louise Pemberton, Nick Zano, Dominic Purcell, Matt Ryan, Adam Tsekhman, Thomas F. Wilson, Jane Carr, Laura Regan, Jordyn Ashley Olson, Gerard Plunkett, Kasey Kieler
Duração: 43 min.

LUIZ SANTIAGO. . . .Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.