Crítica: Madagascar 3 – Os Procurados

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Posted 10 de junho de 2012 by Ritter Fan in Cinema
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Os quatro amigos do zoológico de Nova Iorque, Alex (voz de Ben Stiller no original), Marty (Chris Rock), Melman (David Schwimmer) e Gloria (Jada Pinkett Smith), decidem sair de onde estão na África para irem atrás dos pinguins e do Rei Julien (Sacha Baron Cohen), que se mandaram para Monte Carlo(!) no final do filme anterior e nunca voltaram. Alex não quer envelhecer na África e está com saudades da jaula em que vivia, seu “verdadeiro” lar, mas, para voltar, precisa do avião consertado pelas espertas aves que não voam.

Corta a cena e vemos o leão, a zebra, a girafa e o hipopótamo – com máscaras e snorkels – na costa mediterrânea, planejando a invasão do cassino onde certamente estarão seus comparsas. Não tentem entender como eles chegaram lá, apenas aceitem (mas não custava inventar alguma coisa no roteiro, não é mesmo?). O que se segue a isso é uma frenética e destrutiva fuga do principado, sob o encalço da obsessiva Capitã da Polícia de Animais, Chantel DuBois (Frances McDormand), que quer por que quer a cabeça de Alex pendurada em sua parede, juntamente com vários outros troféus tenebrosos dessa natureza.

Finda essa primeira perseguição, nossos heróis acabam se unindo a um circo itinerante sobre rodas (de um trem), sob a promessa que ele iria acabar fazendo apresentações em Nova Iorque. A vida circense permite que vários personagens novos sejam introduzidos, com destaque para o tigre siberiano Vitaly (Bryan Cranston), o jaguar Gia (Jessica Chastain) e o leão-marinho Stefano (Martin Short).

Mas, apesar do esforço dos roteiristas em inovar, Madagascar 3 parece café requentado com bolo solado. Foram-se o frescor e inventividade da série e, em seus lugares, temos mais exageros e mais frenesi. As situações se repetem à exaustão: há uma fuga espetacular seguida de alguns momentos de paz, quebrados por, você adivinhou, outra fuga espetacular. Nem mesmo a explosiva montagem do show em Londres e o clímax já no Central Park apresentam algo que seja mais do que uma diversão facilmente esquecível.

Como se isso não bastasse, até os impagáveis pinguins e o exagerado rei dos lêmures não ajudam na trama. Com a profusão de novos personagens e com a necessidade de se criar momentos bombásticos a cada cinco minutos, há pouco destaque para eles e, mesmo quando são focados, as piadas se eternizam, como é o caso do romance de Julien com uma enorme ursa de tutu rosa. É simpático na primeira vez, ok na segunda, mas, lá pela oitava vez, a brincadeira fica diluída e perde completamente o impacto e até a razão de ser. Aliás, esse par romântico lembra muito, em sua estranheza, o Burro com o dragão fêmea em Shrek, ou seja, é uma ideia despudoradamente reaproveitada pela própria Dreamworks.

Ainda há divertimento em Madagascar 3, especialmente para os pequenos, mas ele existe em momentos esparsos demais. Talvez seja hora de aposentar a franquia.

Madagascar 3: Os Procurados (Madagascar 3: Europe’s Most Wanted)
Direção: Eric Darnell, Tom McGrath e Conrad Vernon
Roteiro: Eric Darnell e Noah Baumbach
Elenco (vozes): Ben Stiller, Chris Rock, David Schwimmer, Jada Pinkett Smith, Sacha Baron Cohen, Cedric the Entertainer, Andy Richter, Tom McGrath, Frances McDormand, Jessica Chastain, Bryan Cranston, Martin Short, Chris Miller, Christopher Knights, Conrad Vernon
Duração: 85 min.



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Ritter Fan

Sou um carioca rabugento que não faz questão nem de sol (muito quente) nem de praia (tem areia e água salgada). Prefiro o escurinho do cinema onde, sozinho ou acompanhado da família ou de amigos, me divirto - ou não, depende - por horas a fio.

Crítica | Madagascar 3 – Os Procurados

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Posted 10 de junho de 2012 by Ritter Fan in
Madagascar

Os quatro amigos do zoológico de Nova Iorque, Alex (voz de Ben Stiller no original), Marty (Chris Rock), Melman (David Schwimmer) e Gloria (Jada Pinkett Smith), decidem sair de onde estão na África para irem atrás dos pinguins e do Rei Julien (Sacha Baron Cohen), que se mandaram para Monte Carlo(!) no final do filme anterior e nunca voltaram. Alex não quer envelhecer na África e está com saudades da jaula em que vivia, seu “verdadeiro” lar, mas, para voltar, precisa do avião consertado pelas espertas aves que não voam.

Corta a cena e vemos o leão, a zebra, a girafa e o hipopótamo – com máscaras e snorkels – na costa mediterrânea, planejando a invasão do cassino onde certamente estarão seus comparsas. Não tentem entender como eles chegaram lá, apenas aceitem (mas não custava inventar alguma coisa no roteiro, não é mesmo?). O que se segue a isso é uma frenética e destrutiva fuga do principado, sob o encalço da obsessiva Capitã da Polícia de Animais, Chantel DuBois (Frances McDormand), que quer por que quer a cabeça de Alex pendurada em sua parede, juntamente com vários outros troféus tenebrosos dessa natureza.

Finda essa primeira perseguição, nossos heróis acabam se unindo a um circo itinerante sobre rodas (de um trem), sob a promessa que ele iria acabar fazendo apresentações em Nova Iorque. A vida circense permite que vários personagens novos sejam introduzidos, com destaque para o tigre siberiano Vitaly (Bryan Cranston), o jaguar Gia (Jessica Chastain) e o leão-marinho Stefano (Martin Short).

Mas, apesar do esforço dos roteiristas em inovar, Madagascar 3 parece café requentado com bolo solado. Foram-se o frescor e inventividade da série e, em seus lugares, temos mais exageros e mais frenesi. As situações se repetem à exaustão: há uma fuga espetacular seguida de alguns momentos de paz, quebrados por, você adivinhou, outra fuga espetacular. Nem mesmo a explosiva montagem do show em Londres e o clímax já no Central Park apresentam algo que seja mais do que uma diversão facilmente esquecível.

Como se isso não bastasse, até os impagáveis pinguins e o exagerado rei dos lêmures não ajudam na trama. Com a profusão de novos personagens e com a necessidade de se criar momentos bombásticos a cada cinco minutos, há pouco destaque para eles e, mesmo quando são focados, as piadas se eternizam, como é o caso do romance de Julien com uma enorme ursa de tutu rosa. É simpático na primeira vez, ok na segunda, mas, lá pela oitava vez, a brincadeira fica diluída e perde completamente o impacto e até a razão de ser. Aliás, esse par romântico lembra muito, em sua estranheza, o Burro com o dragão fêmea em Shrek, ou seja, é uma ideia despudoradamente reaproveitada pela própria Dreamworks.

Ainda há divertimento em Madagascar 3, especialmente para os pequenos, mas ele existe em momentos esparsos demais. Talvez seja hora de aposentar a franquia.



Comentários

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5 Comments


  1.  
    João rocha

    É o seguinte MANO! vo manda a real aqui pra tú, se num ta flndo nada com nada aqui, esse filme é tipo um épico das comédias e você aí criticando, vai durmi se for ficar falando essas coisas e FAZ SILÊNCIO!




  2.  
    João rocha

    É SEGUINTE MANO! com toda educação do mundo eu venho aqui pra te dizer que você acaba de falar muita bestera, esse filme é tipo um épico de comédia de animções, eu chorei de ri , então por favor delete esse artigo porque foi péssimo(sem ofensas, só minha opinão, mas eu respeito a sua).




    •  

      O artigo é péssimo porque você não concorda com ele e ainda diz que respeita minha opinião? Genial. Você riu? Ótimo para você. Eu não ri. Minha filha de 10 anos não riu. Minha outra filha de 7 anos queria ir embora do cinema antes de acabar. Mas, se você riu, quer dizer, automaticamente, que o filme é um…, deixa eu ver, “épico de comédia de animações”? Beleza, tá valendo. Realmente, devo estar errado. Só uma sugestão: veja mais comédias e mais animações. Mas muitas mesmo…




  3.  
    Lucas Campos

    Olha, eu assisti e gostei… *O*

    Acho que vale apenas assistir em um domingo, quando não se tem nada para fazer..





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