Crítica | Marvel NOW! – Homem de Ferro # 1

Agora o projeto Marvel NOW! Começou de verdade. Homem de Ferro # 1 conseguiu eliminar meu descaso para essa iniciativa da Cada das Ideias e me colocar de volta nos trilhos.

Antes de pegar a revista, achava que seria mais uma daquelas trocas de armadura pouco inspiradas. Afinal, Tony Stark troca de armadilha como nós trocamos de roupa de baixo e isso, por si só, jamais poderia ser novidade. No entanto, o novo design não só é muito bonito – sai o vermelho e entra o preto – como vem “acompanhado” de uma linha narrativa que pode ser muito interessante.

Interessante, mas não original. Kieron Gillen, britânico que vem escrevendo muito para a Marvel recentemente, tira do baú o bem-sucedido arco Extremis, de 2005-2006 e coloca a tecnologia na mão da I.M.A. (cujos capangas também usam um belo uniforme redesenhado), depois que eles aparentemente matam sua inventora Maya Hansen. Tony entra em ação imediatamente, revelando que Maya havia alterado o vírus Extremis para que ele fosse detectável por certas pessoas, especialmente o Homem de Ferro.

A nova armadura de Tony, agora, é de metal líquido e pula de sua indefectível pasta executiva e conecta-se com seu exoesqueleto subdérmico. Blá, blá, blá tecnológico que Gillen consegue inserir na narrativa sem fazê-la ficar pesada e arrastada. Tudo acontece muito rapidamente e logo vemos o Homem de Ferro combatendo super-soldados da I.M.A. criados pelo vírus. No entanto, a ação é rápida demais e fácil demais, sem que por um segundo sequer temamos pelo que pode acontecer a Tony.

No entanto, mesmo sem o senso de perigo, Gillen consegue nos deixar preocupados. Ele parece ter um plano maior e esse primeiro número, claro, é apenas a ponta do iceberg, com muita coisa potencialmente interessante para vir nos próximos (o arco será composto de 5 números e se chama Believe).

A arte de Greg Land funciona muito bem ao transmitir o lado tecnológico da história sem exagerar no tom futurista. Vemos um Homem de Ferro muito mais próximo de sua versão cinematográfica do que um ser destacado do tempo e lugar onde vive. Há, também, um tom de mau presságio nas cores digitais mais escurecidas, combinando com a nova versão da armadura.

A impressão que fica é que há potencial para mais um arco memorável com o Homem de Ferro.

RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.