Crítica | Marvel NOW! – Homem de Ferro # 2

Kieron Gillen até começou bem ao trazer à luz, novamente, a tecnologia Extremis como ponto de partida para esse “semi-reboot que nem reboot é” da Marvel. O primeiro número da revista colocou Tony Stark, em sua nova e bela armardura dourada e preta, contra a I.M.A., cujos capangas também ganharam um uniforme muito bonito. O cliffhanger do primeiro número foi a descoberta que a tecnologia em questão já havia sido leiloada para quatro arrematadores ao redor do mundo, o que cria o gancho para uma caçada global.

E o primeiro grupo de arrematadores é um bando de mercenários malucos que acham que seguem os ideiais arthurianos (sim, do Rei Arthur, o cara que, reza a lenda, tirou a espada da pedra) e desafiam Tony para um duelo no estilo mais romântico do termo. A tecnologia Extremis, graças à habilidade de Merlin (Meredith, uma mulher que tem uma vendeta pessoal com Tony), foi usada para dar aos cavaleiros medievais perfeito controle de suas respectivas armaduras.

E essa é a desculpa para sucessivos duelos, com direito a arena e tudo mais, entre o Homem de Ferro e Gawain, Galahad e, claro, Lancelot. Os diálogos espertos de Tony Stark lembram muito os do Homem-Aranha durante batalhas, mas só que de maneira mais preguiçosa e arrogante. Chegam até a funcionar de forma mediana, mas nunca realmente empolgam.

Outro problema com a estrutura dos duelos é que seus desfechos são dolorosamente óbvios. São três lutas e eu faço a pergunta: quantas vocês, meus caros leitores, acham que o Homem de Ferro perderá? Qual será a mais difícil, considerando que o único “cavaleiro” que tem destaque na narrativa é Lancelot (além de usar o nome Lancelot, o que já é pista suficiente, não?)?

Achei que Gillen nos apresentaria à novidades e não tentasse, apenas, fazer mais do mesmo. É bem verdade que seu roteiro não se leva muito a sério e as multi-coloridas armaduras dos “cavaleiros” e os diálogos engraçados de Tony acabam ratificando esse aspecto, mas, mesmo assim, o caminho iniciado no projeto Marvel NOW! indicava outro futuro para o ferroso.

Mas nem tudo se perde, pois, para uma leitura rápida e descompromissada, Homem de Ferro # 2 funciona bem e os desenhos de Gregg Land ajudam muito nisso. A plasticidade dos designs das armaduras dos “cavaleiros” e as pequenas alterações que Tony faz na sua própria a cada combate (essa é uma boa ideia, que pode ser explorada melhor mais adiante) permite um agradável passar de páginas.

Só espero que Gillen não insista nesse caminho simplista e pouco desafiador. Afinal de contas, o arco tem apenas cinco números e o segundo ainda não fez a história decolar de verdade.

RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.