Crítica | Nova, Vol. 4 #18 [Primeira Aparição: Nova Prime Irani Rael]

estrelas 4

A quarta e mais longeva publicação solo de Nova (você pode ler tudo sobre a primeira, aqui) traz um Richard Rider muito mais maduro, depois dos eventos de Aniquilação e Aniquilação: Conquista, e de absorver completamente o computador vivo de Xandar, conhecido como Worldmind, que reúne todo o conhecimento do planeta nos últimos 10 mil anos, além da Força Nova (mais sobre isso, aqui). Extremamente poderoso e sendo o único sobrevivente da Tropa Nova, Rider tem responsabilidades muito maiores, de caráter verdadeiramente intergalático.

nova 18 final

Fantástica capa de Francesco Mattina, não?

No #18 dessa segunda publicação, Rider já aparece depois de perder os super-poderes de Worldmind e juntamente com um ressuscitado Quasar (na versão original, Wendell Vaughn, morto em Aniquilação) só que em forma puramente “quântica” (seja lá o que isso signifique) para salvar o projeto P.E.G.A.S.U.S. (inicialmente laboratório de pesquisa de energias incomuns e, depois, prisão de super-vilões) do ataque dos Skrulls durante a saga Invasão Secreta. O defensor do lugar é Darkhawk, que no momento em que a revista começa, está apanhando dos seres verdes que aparecem em quantidades gigantescas. A chegada dos dois novos heróis, claro, muda o rumo da narrativa que, na verdade, é, unicamente, uma grande batalha pelos corredores do projeto P.E.G.A.S.U.S.

Só que Andy Lanning e Dan Abnett sabem o que fazem e aproveitam a narrativa simples e linear em uma oportunidade para não só reviver Quasar, como Worldmind também, que ganha forma corpórea como um Nova Prime, separada de Richard Rider, passando a ajudá-lo na missão de derrotar os Skrulls. E as explicações – propositalmente incompletas, mas ao mesmo tempo satisfatórias – nos são passadas de maneira orgânica, trazidas por um Richard Rider ainda estupefato pela volta dos dois, só que simultaneamente muito seguro de si e com mente estratégica, surpreendendo Darkhawk no processo. É interessante e agradável ver as interações entre os heróis e entre eles e Worldmind, além de Worldmind com os cientistas do  P.E.G.A.S.U.S., com especial destaque para o irmão geninho de Richard, Robbie.

mosaico irani rael

Primeira aparição de Irani Rael: em silhueta, à esquerda, e completamente revelada à direita (a mulher com mão na cintura)

Os desenhos de Wellington Alves e Geraldo Borges passam uma urgência impressionante, com um trabalho particularmente marcante na boa transição de quadros e uso de splash pages impactantes. As cores são, também, particularmente interessantes, muito vívidas mais escurecidas, graças a um trabalho no computador por parte de Guru Efx.

Ao final da narrativa, Rider é novamente surpreendido pela destruição da nave mãe Skrull não por Worldmind, mas sim por uma nova Tropa Nova surgida aparentemente no nada e formada por Qubit, Morrow, Malik Tarcel, Fraktur e, finalmente, Irani Rael, que somente teria seu nome revelado na edição seguinte.

Um pouco mais sobre Irani Rael

Irani Rael é uma rigeliana secretamente transformada em centurião da Tropa Nova por Worldmind, depois da destruição da tropa pela Onda de Aniquilação na saga Aniquilação. Seu primeiro destino depois de se juntar a seus quatro companheiro de Tropa é justamente a Terra logo ao final da invasão Skrull em Invasão Secreta para ajudar Richard Rider, o Nova Prime, na manutenção da paz.

Nova, Vol. 4 #18 (Idem, EUA – dezembro de 2008)
Roteiro: Andy Lanning, Dan Abnett
Arte: Wellington Alves, Geraldo Borges
Cores: Scott Hanna
Páginas: 21

RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.