Crítica | Novos Titãs #3 e 4 – Novos 52

Muito raramente alguém não iria gostar de uma história dos Novos Titãs, especialmente dessa fase contemporânea do grupo, nos Novos 52. Após o lançamento da primeira nova edição aqui no Brasil (junto comSuperboy), percebi que a graça e o dinamismo de parte das histórias antigas grupo foram melhorados, concedendo-lhes maior apelo junto aos jovens de todas as idades. Para completar, a qualidade da história de Scott Lobdell e a arte de Brett Booth e Norm Rapmund são os atrativos finais para qualquer leitor entrar de cabeça nessa aventura.

Após a chegada de Rastejadora e Solstício na edição passada, faltava a entrada de Bunker (ou Casamata), o novo herói da turma, criação de Scott Lobdell e Brett Booth. Muita gente demonstrou receio quanto ao herói, especialmente por sua orientação sexual, mas a sua personalidade afetuosa e  interação mais que satisfatória com os outros Titãs dissipou todos os temores e fizeram dessa edição de busca uma agradável aventura.

O resgate de Flash a Solstício no início da revista é um notável cartão de boas-vindas. Com uma arte sempre bela e ágil, boas cores e diagramação com excelente ritmo, entendemos a criativa função dessa revista, que assim como as anteriores, procurou reunir os Novos Titãs e apresentou gente nova aos leitores. A passagem de um local para outro não atrapalha em nada a cadência da história, muito pelo contrário, fixa dois bons momentos que nos impulsiona para a leitura da edição seguinte, agora com a turma toda reunida (pelo menos quase toda reunida, uma vez que a rebelde Moça Maravilha não está entre os “amigos”).

Essa quarta edição se passa na virada do ano, na noite de 31/12/2011. Temos dois focos de ação muitíssimo bem escritos e desenhados, e a revista ganha agora uma aura diferente, já que não há mais nenhuma nova personagem para se juntar ao grupo (pelo menos no que se refere ao time principal). Numa edição que nos mostra a convivência entre os jovens e uma luta simplesmente incrível entre Moça Maravilha e Superboy, percebemos que os Novos Titãs vieram pra ficar e fazem jus aos elogios que tem recebido da crítica e do público.

Kid Flash e Red Robin são muito engraçados quando estão juntos, brigando por coisas bobas e se conhecendo ao mesmo tempo. Só o Kid Flash é uma atração à parte, com toda aquela atitude que muita gente chamaria, ironicamente de hiperativa. Depois, o amigável Miguel Barragan e suas novas amigas Celine e Kiran dividem momentos diferentes da história e ganham contornos psicológicos e pessoais muito bem definidos, mais uma boa prova da qualidade do roteiro de Scott Lobdell (pelo menos aqui, porque em Superboy, só por Deus…). Enquanto a edição anterior apresentava alguns pequenos furos narrativos no tratamento das personagens, essa edição se mostra livre de erros dessa categoria, e com a equipe principal da história já formada, imagino que este será o caminho a seguir daqui para frente. Tanto melhor para a revista e para os leitores, que terão um material de altíssima qualidade e muito divertido sendo publicado. Assim, todo mundo ganha e fica feliz.

LUIZ SANTIAGO. . . .Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.