Crítica | Quasar #32 [Primeira Aparição: Korath, o Perseguidor]

korath im des final

estrelas 2

A edição #32 de Quasar, publicada em 1992, é a parte 3 de um mega-evento crossover de 19 parte chamado Operação: Tempestade Galáctica. Trata-se de uma saga interessante que trata dos heróis Marvel interferindo – ou sendo incluídos – em uma guerra intergaláctica entre os Kree os Shi’ar, escrita por Mark Gruenwald, Bob Harras e Fabian Nicieza. No entanto, a presente crítica será limitada à edição 32 de Quasar apenas. A saga será comentada, como um todo, na coluna Sagas Marvel.

korath - cover finalQuando a história começa, Quasar acabou de perder, perto do sol, uma nave Shi’ar que carregava o “psico-magnetron” dos Kree. Enquanto ele está por lá, ele vai a uma estação espacial preocupado com os astronautas que lá vivem em razão de atividades pouco usuais do sol. Mas essa linha narrativa logo dá lugar a outra completamente diferente, pois ele é chamado pelos Vngadores para investigar a tumba do Capitão Marvel, pois Starfox (Eros, irmão de Thanos)  havia ligado para informar que os alarmes de proximidade haviam tocado. Usando seus braceletes quânticos, Quasar dá um salto pela Zona Quântica e logo chega na órbita de Saturno, onde está a tumba. Lá chegando, ele se une a Starfox e descobre que o Capitão Atlas e a Dra. Minerva, dois Kree que Quasar já havia enfrentado antes, estão invadindo a tumba para roubar os braceletes de Mar-vell para usá-los na guerra contra os Shi’ar.

A aparentemente simples missão se complica quando a Guarda Imperial dos Shi’ar chega no local e a pancadaria começa. Mas logo os heróis descobrem que se trata, apenas, de uma projeção da Guarda e essa situação, pelo menos nesse número, fica muito mal explicada e parece apenas uma desculpa para muitos socos e para uma ridícula armadura quântica que Quasar resolve vestir.

No meio disso, tudo, Mark Gruenwald nos leva para outra galáxia, em um planeta no limiar do império Kree, onde vemos Korath pela primeira vez. Ele aparece se auto-proclamando o arquiteto-chefe do Projeto Perseguidor que seria a nova geração da engenharia ciber-genética, para melhorar os Kree. Essa tecnologia a que ele se refere aparecera realmente na revista Inumanos #11, de 1977, quando os Kree estavam em guerra com Raio Negro e sua turma. Lá, não há qualquer menção a Korath, apenas à tecnologia. Gruenwald faz um pequeno retcon para nos mostrar que o frustrado arquiteto-chefe, desacreditado pelo fracasso de sua tecnologia, acaba usando-a em si mesmo, tornando-se Korath, o Perseguidor, que teria papel importante em Operação: Tempestade Galáctica. São menos de duas páginas de “história de origem” para Korath, sem efeitos práticos para a narrativa principal de Quasar #32.

A arte de Quasar, por Greg Capullo e Harry Candelario segue o estilo “anos 90” de desenhar quadrinhos Marvel. Ou seja, é quase imprestável, com rostos sempre jovens, olhos grandes, cabelos tenebrosos, uniformes piores ainda é uma necessidade extrema de se fazer splash pages grandiosas.

korath 1 final

Primeira aparição de Korath, primeiro nas sombras e, depois, de costas. A primeira aparição já como Korath, o Perseguidor se dá na página seguinte e a imagem é a de capa da presente crítica.

Um pouco mais sobre Korath, o Perseguidor

Korath-Tak é um geneticista Kree que desenvolveu o Projeto Perseguidor, com o objetivo de criar guerreiros cibernéticos para a tropa Kree. Com a falha de seu projeto original, ele é esquecido pelos Kree e acaba usando sua tecnologia nele mesmo, para ganhar super-poderes durante a guerra Kree-Shi’ar. Seus poderes são superforça e durabilidade, além de conseguir localizar indivíduos usando a mente.

Apesar de ter tido bastante relevância na citada guerra, Korath, o Perseguidor não foi muito usado posteriormente pela Marvel. Seu ressurgimento se deu em Aniquilação, quando ele se junta a Ronan, o Acusador, no planeta Godthab Omega (para onde aparentemente foi exilado) para combater a Onda de Aniquilação na saga cósmica Aniquilação, de 2005. Com isso, ele ganha contornos um pouco diferentes, passando a lutar não necessariamente como vilão. Na saga seguinte, Aniquilação: Conquista, Korath é assimilado pela Falange, tornado-se um dos Selecionados e, controlado pelos vilões, passa a lutar contra os vários heróis que participam da saga.

Quasar #32 (Idem, março de 1992)
Roteiro: Mark Gruenwald
Arte: Greg Capullo, Harry Candelario
Editora: Marvel Comics
Páginas: 30

RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.