Crítica | Short Trips 5X02: Little Doctors

estrelas 3

Equipe: 2º Doutor, Jamie, Zoe
Espaço: Olympus (colônia terráquea)
Tempo: Futuro distante.

O Doutor, Jamie e Zoe chegam a uma colônia terráquea chamada Olympus, um lugar marcado por altíssimo desenvolvimento tecnológico e controlado por um supercomputador chamado Zeus.

Escrito por Philip Lawrence, este segundo episódio das Short Trips, em sua 5ª Temporada, mostra-se bastante aquém do esperado, especialmente se o compararmos com o excelente início dessa fase da série, o conto de Dale Smith chamado Flywheel Revolution. O encadeamento dos fatos aqui é atropelado, não prende o ouvinte por muito tempo e tem um início confuso, partindo de uma ação em andamento e não dando a oportunidade para que o público se familiarize com a multiplicidade de cenários em constante mudança.

Curiosamente, ambos os episódios compartilham da mesma temática. Tanto um quanto outro problematizam a tecnologia e seu impacto sobre as pessoas ou criaturas, sempre com consequências pouco elogiáveis. No conto do 1º Doutor, o fator tinha menos impacto negativo porque o domínio e a realidade em cena tinham um robô como foco. Mas no presente caso estamos falando de pessoas controladas (elas e o ambiente onde vivem) pelo computador Zeus, uma realidade que, se guardamos as devidas proporções, veremos que é uma versão futura da realidade que temos hoje.

frazer

Frazer Hines (Jamie / 2º Doutor) durante a gravação de Little Doctors, em outubro de 2014.

Pessoas aparentemente felizes em um mundo cujo desenvolvimento é crescente… Soa familiar? O roteiro traz esse questionamento à tona, mas não passa muito tempo com ele em voga. O tom cômico e conflituoso marcando a relação do Doutor com seus companions e as imposições de regras em Olympus  ganham destaque e preenchem o restante da narrativa. O grande problema é que a trama gira em torno de um mesmo motivo dramático e desenvolve os pequenas blocos insatisfatoriamente, tornando a história um pouco entediante.

O final tenta mostrar as consequências da intervenção do Doutor a longo prazo e volta a um problemas da TARDIS, mas pouco consegue de nossa simpatia. A aventura vale pela ótima leitura de Frazer Hines (embora esta não seja uma de suas melhores interpretações), pela boa trilha e efeitos sonoros, um alto padrão de qualidade bastante comum na Big Finish. Todavia, para um ouvinte acostumado com as melhores produções da empresa — mesmo dentro das Short Trips — fica difícil achar algo de Little Doctors que vá além do adjetivo: “legal”.

Short Trips 5X02: Little Doctors (Reino Unido, fevereiro de 2015)
Direção: Lisa Bowerman
Roteiro: Philip Lawrence
Elenco: Frazer Hines
Duração: 32 min.

LUIZ SANTIAGO. . . .Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.